Batalha do Nilo
A Batalha do Nilo foi uma batalha naval de grande dimensão entre as frotas britânicas e francesas na Baía de Abuquir, na costa mediterrânica do Egipto, no período de 1 a 3 de Agosto de 1798. A batalha marcou o ponto mais alto da campanha naval que abrangeu todo o Mediterrâneo durante os três meses anteriores, na qual um comboio francês saiu de Toulon para Alexandria, transportando uma força expedicionária liderada pelo general Napoleão Bonaparte. Os franceses foram derrotados pelas forças britânicas comandadas pelo contra-almirante Horatio Nelson.
Na sequência das vitórias de Napoleão sobre o Império Austríaco no Norte de Itália – que asseguraram a vitória francesa na guerra da Primeira Coligação em 1797 – a Grã-Bretanha era a única potência europeia em guerra com a Primeira República Francesa. O Diretório estudava várias opções estratégicas para combater a oposição britânica, incluindo invasões da Irlanda e da Grã-Bretanha, e da expansão da Marinha Nacional da França para fazer frente à Marinha Real Britânica. Apesar dos esforços significativos, o controlo marítimo britânico da região Norte da Europa impedia qualquer ambição francesa a curto-prazo, continuando a Marinha Real a controlar firmemente o oceano Atlântico. Contudo, a Marinha francesa dominava no mar Mediterrânico, depois da retirada da frota britânica após o início da guerra entre os britânicos e Espanha em 1796. Esta situação permitiu a Napoleão propor uma invasão do Egipto em alternativa a um confronto directo com os britânicos, acreditando que estes estariam demasiado ocupados com uma iminente rebelião na Irlanda para intervir no Mediterrâneo.
Campanha do Mediterrâneo
A armada de Napoleão rumou de Toulon a 19 de Maio de 1798, passou pelo mar da Ligúria e por Génova, onde mais navios se juntaram à expedição, antes de navegar para sul ao longo da costa da Sardenha, passando pela Sicília a 7 de Junho. A 9 de Junho, a frota chegou a ao largo de Malta, então sob governação da Ordem Soberana e Militar de Malta, e do Grão-Mestre da Ordem, Ferdinand von Hompesch zu Bolheim. Napoleão pediu que fosse permitido à sua frota entrar no porto fortificado de Valetta, mas quando o seu pedido foi recusado, o general francês reagiu dando ordem para uma invasão em larga-escala da ilha, subjugando os seus defensores depois de 24 horas de combates. Os Cavaleiros da Ordem renderam-se no dia 12 de Junho e, em troca de uma compensação financeira de grande dimensão, entregaram a ilha e todos os seus recursos a Napoleão, incluindo um grande património da Igreja Católica em Malta. No espaço de uma semana, Napoleão abasteceu os seus navios e, a 19 de Junho, a sua frota partiu para Alexandria em direcção a Creta, deixando 4 mil homens em Valeta sob o comando do general Claude-Henri Vaubois, para assegurar o controlo francês da ilha.
Baía de Abuquir
Quando constatou que o porto de Alexandria não era adequado para a sua frota, Brueys juntou os seus capitães para discutir quais as opções. Napoleão ordenou que a frota ancorasse na Baía de Abuquir, um local de ancoragem baixo e exposto, mas acrescentou que se a baía fosse demasiado perigosa, então podia ir para norte até Corfu, deixando os navios de transporte e alguns navios de guerra mais pequenos em Alexandria. Brueys recusou argumentando que a sua esquadra podia ser mais útil no apoio do exército francês em terra, e chamou os seus capitães para bordo do seu navio-almirante de 120 canhões, Orient, para discutir qual a resposta a dar a Nelson caso este descobrisse a frota ancorada. Apesar da oposição do contra-almirante Armand Blanquet, o qual insistiu que a frota era mais eficiente em mar aberto, os restantes oficiais concordaram em que ancorar em linha de batalha dentro da baía era a melhor táctica para fazer face a Nelson. É possível que Napoleão visse a Baía de Abuquir como local temporário de ancoragem: a 27 de Julho, expressou a sua esperança de que Brueys já tivesse transferido os seus navios para Alexandria, e três dias depois enviou ordem para que a frota se dirigisse para Corfu, preparando-se para operações contra os territórios otomanos nos Balcãs, embora o responsável pelas ordens tenha sido interceptado e morto por tropas irregulares beduínas.
Chegada de Nelson
Embora de início desapontado com o facto de a frota francesa não se encontrar em Alexandria, Nelson sabia que a presença de navios de transporte por perto queria dizer que ela estaria próximo. Às 14h00 do dia 1 de Agosto, os vigias do HMS Zealous avistaram os franceses ancorados na Baía de Abuquir; os vigias do HMS Goliath também fizeram sinal, mas, incorrectamente, assinalaram a presença de 16 navios de linha franceses em vez de 13. Ao mesmo tempo, os vigias franceses do Heureux, o nono navio da linha francesa, avistou a frota britânica a 17 km ao largo da entrada da baía. A primeira contagem feita pelos franceses foi de apenas 11 navios britânicos, pois o Swiftsure e o Alexander ainda se encontravam a regressar das suas operações de reconhecimento em Alexandria, encontrando-se a cerca de seis quilómetros a oeste da frota principal, fora de vista. O navio de Troubridge, HMS Culloden, também estava afastado do corpo principal, a rebocar um navio mercante capturado. Quando ficou à vista dos franceses, Troubridge abandonou o navio e fez o possível por se juntar o mais depressa que podia a Nelson. Sem muitos dos marinheiros que se encontravam em terra, Brueys ainda não tinha enviado nenhum dos seus navios de guerra mais ligeiros para efectuar reconhecimentos, o que o impediu de reagir de forma rápida ao súbito aparecimento dos britânicos. À medida que os seus navios se preparavam para o combate, Brueys deu ordem aos seus capitães para se juntarem no Orient para uma reunião, e chamou os homens que estavam em terra, embora muitos não tivessem chegado a tempo quando a batalha começou. Para os substituir, alguns dos marinheiros das fragatas foram distribuídos pelos navios de guerra. Brueys também esperava atrair a frota britânica para a zona dos rochedos, na ilha de Abuquir, e enviou os brigues Alerte e Railleur para servirem de armadilha nas águas rasas. Pelas 16h00, o Alexander e o Swiftsure ficaram à vista, embora a alguma distância da frota britânica principal, e Brueys ordenou que se abandonasses o plano de ficar ancorado e se levantasse as velas, com o protesto de Blanquet que argumentou que não havia homens suficientes a bordo dos navios franceses para manejar as velas e, ao mesmo, tempo, para manusear as bocas de fogo. Nelson, por seu lado, deu instruções para que os seus navios abrandassem para assim se aproximassem numa formação mais organizada. Convencido de que os britânicos não iriam atacar de noite naquelas águas, e sim que estariam a planear o combate para o dia seguinte, Brueys anulou a sua anterior ordem de levantar vela e navegar. Era provável que Brueys esperasse que o atraso lhe permitisse passar pelos britânicos durante a noite, seguindo as ordens de Napoleão de não entrar, directamente, em conflito com a frota britânica.
Dez minutos depois de os franceses terem abeto fogo, o Goliath, ignorando os disparos que vinham do forte a estibordo, e do Guerrier a bombordo (a maioria dos quais passava demasiado alto para causar preocupações ao navio), passou pela zona frontal da linha francesa. O capitão Thomas Foley verificou que, à medida que se aproximava, havia um espaço inesperado entre o Guerrier e a zona pouco profunda dos rochedos. Por sua própria iniciativa, Foley decidiu explorar este erro táctico e mudou o ângulo de aproximação para navegar por aquele espaço. Conforme a proa do Guerrier ia ficando ao seu alcance, o Goliath abriu fogo, infligindo sérios danos com um disparo duplo dos seus canhões, à medida que o navio britânico virava o seu lado bombordo e passava pelo respectivo bordo, mal preparado, do Guerrier, e os Royal Marines de Foley, juntamente com uma companhia de granadeiros australianos, disparavam os seus mosquete. Foley pretendia ancorar ao lado do navio francês e atacá-lo a curta distância, mas a sua âncora demorou muito tempo a descer e o seu navio passou pelo Guerrier. O Goliath parou perto da proa do Conquérant, abrindo fogo e utilizando as armas de estibordo para efectuar alguns disparos sobre a fragata Sérieuse e sobre o navio bombardeiro Hercule, os quais estavam ancorados no interior da linha de batalha. O ataque de Foley foi seguido por Hood, no Zealous, que também tinha atravessado a linha francesa e ancorado com sucesso junto ao Guerrier, no local que Foley tinha planeado, bombardeando a proa do navio francês a pequena distância. No espaço de cinco minutos, o mastro do traquete do Guerrier foi derrubado, para grande alegria das tripulações dos navios britânicos que se aproximavam. Os capitães franceses foram apanhados de surpresa pela rapidez do avanço britânico, e ainda estavam a bordo do Orient, em reunião com o almirante, quando a batalha teve início. Rapidamente lançaram os barcos à água e regressaram aos seus navios. O capitão Jean-François-Timothée Trullet do Guerrier, gritou ordens, da sua embarcação aos seus homens, para que estes contra-atacassem o Zealous.
Rendição dos franceses
Às 19h00, as luzes de identificação dos mastros de mezena dos navios britânicos foram acendidas. Por esta altura, o Guerrier não tinha qualquer mastro e estava bastante danificado. Em contraste, o Zealous mal tinha sido tocado: Hood tinha posicionado o Zealous afastado do lado de fogo da maioria dos navios franceses e, em nenhuma ocasião o Guerrier esteve preparado para um ataque por ambos os lados em simultâneo, dadas as escotilhas estarem bloqueadas por caixotes de provisões. Embora o navio estivesse completamente danificado, a tripulação do Guerrier recusou render-se, continuando a disparar os poucos canhões operacionais, sempre que possível, apesar das fortes respostas do Zealous. Para além dos disparos de canhões, Hood deu ordem aos seu fuzileiros para dispararem os seus mosquetes em direcção ao convés do navio francês, afugentando a tripulação, mas não conseguindo fazer com que o capitão Trullet se rendesse. Só por volta das 21h00, quando Hood enviou um pequeno barco ao Guerrier, com uma tripulação de abordagem, é que, por fim, o navio francês se rendeu. O Conquérant foi derrotado de forma mais célere, depois de pesados disparos dos navios britânicos, em particular do Audacious e do Goliath que destruíram todos os três mastros, pelas 19h00. Com o navio imobilizado e danificado, o seu capitão, Etienne Dalbarade, mortalmente ferido, arriou as suas bandeiras, em sinal de rendição, e uma equipa de abordagem tomou o controlo do navio. Contrariamente ao Zealous, estes navios britânicos sofreram alguns danos na batalha; o Goliath perdeu grande parte das suas velas, sofreu danos em todos os três mastros e 60 vítimas. Com os seus oponentes derrotados, o capitão Gould, do Audacious, utilizou as molas dos seus cabos para abrir fogo contra o Spartiate, o seguinte navio francês na linha. A oeste da batalha, o danificado Serieusé afundava-se na zona rochosa. Quando a tripulação entrou nos botes e remou para terra, apenas os mastros estavam fora de água.
Destruição do Orient
Às 21h00, observou-se um incêndio nos deques inferiores do Orient. Tomando consciência do perigo em que esta situação colocava o navio-almirante francês, o capitão Hallowell deu instruções aos seus homens para direccionarem o tiro dos canhões para as chamas. O constante fogo dos canhões britânicos espalharam as chamas pela popa do navio, impedindo os esforços para a sua extinção. Em alguns minutos, as chamas tinham chegado aos mastros e alastrado às velas. Os navios britânicos mais próximos - Swiftsure, Alexander e Orion -, pararam de disparar, fecharam as escotilhas e afastaram-se do navio em chamas antecipando a explosão do enorme paiol de munições a bordo. As tripulações foram organizadas por forma a molhar as velas e os conveses com água do mar, para prevenir qualquer foco de incêndio. Da mesma forma, os navios franceses Tonnant, Heureux e Mercure cortaram os cabos das âncoras e afastaram-se para sul, para longe das chamas. Pelas 22h00, o fogo atingiu o paiol e o Orient explodiu, ficando completamente destruído. A onda de choque provocada pela explosão foi de tal forma potente que chegou a abrir as linhas de junção dos navios mais próximos, e muitos dos estilhaços a arder caíram directamente nos navios mais próximos. O Swiftsure, o Alexander e o Franklin foram atingidos por alguns destes estilhaços em chamas ,as, na maior parte dos casos, equipas de marinheiros conseguiram extinguir os pequenos incêndios, apesar de uma explosão secundária no Franklin.
De manhã
Quando o sol começou nascer, às 04h00, do dia 2 de Agosto, os combates começaram de novo, entre a divisão sul do Guillaume Tell, Tonnant, Généreux e Timoléon, e os danificados Alexander e Majestic. Embora momentaneamente em desvantagem numérica, os navios britânicos ficaram apoiaods pelos recém-chegados Goliath e Theseus. Enquanto o capitão Miller colocava o seu navio em posição, o Theseus ficou debaixo do fogo da fragata Artémise. Miller virou o seu navio em direcção ao Artémise, mas o capitão Pierre-Jean Standelet destruiu a sua bandeira e deu ordem aos seus homens para abandonar a fragata. Miller enviou um barco, comandado pelo tenente William Hoste, para tomar posse do navio vazio, mas Standelet tinha incendiado o seu navio quando o abandonou e o Artémise explodiu pouco depois. Os navios de linha franceses sobreviventes, à medida que iam cobrindo a sua retirada com disparos de canhão, dirigiram-se para leste, afastando-se da costa, pelas 06h00. O Zealous perseguiu a fragata Justice e impediu-a de abordar o Bellerophon, que se encontrava no extremo sul da baía a efectuar grandes reparações.
"Fui até ao convés para ver o estado das frotas, e que vista terrível era aquela. Toda a baía estava coberta de cadáveres, mutilados, feridos e queimados, sem um único pedaço de roupa a cobri-los excepto as suas calças." As baixas britânicas na batalha foram registadas com precisão logo após o fim da batalha: 218 mortos e cerca de 677 feridos, embora o número de feridos que acabou por morrer não seja conhecido. Os navios com mais vítimas foram o Bellerophon, com 201 baixas, e o Majestic, com 193; do lado oposto, o Culloden, sem vítimas, e o Zealous, com um morto e sete feridos. A lista de perdas inclui o capitão Westcott, cinco tenentes e dez oficiais subalternos entre os mortos; e o almirante Nelson, os capitães Saumarez, Ball e Darby, e seis tenentes feridos. Para além do Culloden, os únicos navios britânicos bastante danificados no casco foram o Bellerophon, o Majestic e o Vanguard, enquanto o Bellerophon e o Majestic foram os únicos a perder os mastros: o Majestic ficou sem o principal e o de mezena, e o Bellerophon perdeu os três. As baixas francesa são mais difíceis de calcular mas foram bastante mais elevadas. Estimativas apontam para um intervalo de 2 mil a 5 mil, e um número médio de 3 500 que inclui mais de mil feridos e capturados, e perto de 2 mil mortos, dos quais metade morreram no Orient.[nota 1] Há a acrescentar a morte do almirantes Brueys e os ferimentos do almirante Blanquet, quatro capitães mortos e sete outros gravemente feridos. Os navios franceses ficaram bastante danificados: dois navios de linha e duas fragatas foram destruídas (tal como um navio bombardeiro afundado pela sua tripulação), e três outros capturados que se encontravam de tal modo danificados que não voltaram a navegar. Dos restantes, apenas três ficaram em condições de voltar ao serviço. Nas semanas seguintes à batalha, foram vários os corpos que foram dando à costa do Egipto, ficando em decomposição debaixo de um calor seco intenso.
Reacção
Os primeiros despachos enviados por Nelson foram capturados quando o Leander foi interceptado, e derrotado, pelo Généreux num duro combate ao largo da costa oeste de Creta em 18 de Agosto de 1798. Como resultado, os relatórios da batalha só chegaram à Grã-Bretanha no dia 2 de Outubro, levados por Capel no Mutine, entrando no Almirantado às 11h15, e pessoalmente entregues a Lorde Spencer, que desmaiou quando lhe foi transmitidas as notícias. Embora Nelson já tivesse sido criticado pela imprensa por não ter conseguido interceptar a frota francesa, as notícias sobre a batalha começaram a chegar à Grã-Bretanha, a partir do continente no final de Setembro, e as notícias levadas por Capel foram saudadas com celebrações por todo o país. Em quatro dias, Nelson recebeu o título de Barão Nelson do Nilo e Burnham Thorpe, uma recompensa que não lhe agradava, pois achava que merecia mais. O rei Jorge III discursou no Parlamento no dia 20 de Novembro, com as seguintes palavras:
Consequências
A Batalha do Nilo tem sido descrita como "indiscutivelmente, o combate naval mais decisivo da época da navegação à vela", e "o sucesso mais gloriosos e fantástico que a Marinha Real alcançou". O romancista e historiador C. S. Forester, escrevendo em 1929, comparou o Nilo aos grandes combates da história, concluindo que "apenas está ao mesmo nível da Tsu-Shima, como um exemplo de destruição de uma frota pela outra de igual dimensão material". O efeito na situação estratégica no Mediterrâneo foi imediato, invertendo o equilíbrio de poder do conflito e dando aos britânicos o controlo do mar, que mantiveram até ao final da guerra. A destruição da frota francesa do Mediterrâneo permitiu à Marinha Real regressar ao mar em força, com as esquadras britânicas a estabelecer bloqueios ao largo dos portos franceses e aliados. Em particular, os navios britânicos cortaram a ligação entre Malta e França, apoiados pela população revoltosa da ilha que forçou à retirada da guarnição francesa para Valeta. O subsequente cerco de Malta durou dois anos antes de os franceses, esfomeados, foram forçados a render-se. Em 1799, os navios britânicos pressionaram o exército de Napoleão à medida que este seguia para leste e norte através da Palestina, sendo esta uma das principais razões para a derrota de Napoleão no cerco de Acre, quando as embarcações que transportavam o comboio do cerco foram capturadas, e as forças terrestre francesas foram bombardeadas pela frota britânica ancorada ao largo da costa. Foi durante um destes últimos combates que o capitão Miller do Theseus foi morto numa explosão de munições. A derrota no Acre, forçou Bonaparte a retirar-se para o Egipto, terminado definitivamente os seus esforços de instalar um império no Médio Oriente. O general francês regressou a França, sem o seu exército, mais tarde, nesse mesmo ano, deixando Kléber no comando no Egipto.
Legado
A Batalha do Nilo continua a ser uma das vitórias mais famosas da Marinha Real, e a fazer parte do imaginário popular britânico, representada por cartoons, pinturas, poemas e peças de teatro. Um dos poemas mais conhecidos sobre a batalha é Casabianca, escrito por Felicia Dorothea Hemans, em 1826, o qual descreve um relato romanceado da morte do filho do capitão Casabianca no Orient. Foram erigidos monumentos, destacando-se a Agulha de Cleópatra, em Londres. Este monumento foi oferecido por Mehmet Ali, vice-rei do Egipto, em 1819, pelo reconhecimento da batalha de 1798 e pela campanha de 1801, mas só foi erigida em Victoria Embankment em 1878. Outro memorial, o Arvoredo do Nilo, perto de Amesbury, um conjunto de faias supostamente plantadas por Lorde Queensbury, pelo legado de Lady Hamilton e Thomas Hardy após a morte de Nelson. As árvores têm a forma do plano de batalha; cada conjunto representa a posição de um navio britânico ou francês. Um memorial semelhante terá sido plantado perto de Alnwick pelo agente de Nelson, Alexander Davison. Na Marinha Real, a batalha é comemorada pelos nomes dos navios HMS Aboukir e HMS Nile e, em 1998, o 200.º aniversário da batalha foi celebrado com uma visita à Baía de Abuquir pela fragata HMS Somerset, cuja tripulação colocou coroas de flores em memória daqueles que perderam as suas vidas na batalha.


