Alexandria
Alexandria é uma cidade do Egito, sendo a segunda mais populosa do país, com uma população de cerca de 5,2 milhões de habitantes. É o maior porto do Egito, servindo 80% das importações e exportações do país, e um dos principais pontos turísticos egípcios.
Antiguidade
Em 332 a.C., o Egito estava sob domínio persa. Nesse mesmo ano, Alexandre, o Grande entrou triunfalmente como vencedor do rei persa Dario III e os egípcios aceitaram-no, aclamando-o como libertador. Há que ter em conta que no Egito havia desde há muito tempo uma grande quantidade de colónias gregas, e que portanto os gregos não eram considerados como estrangeiros. No ano seguinte, a cidade que levaria o seu nome foi fundada no delta do Nilo, sobre um antigo povoado chamado Rakotis habitado por pescadores. A escolha do local foi muito afortunada, pois estava ao abrigo das variações que o rio Nilo apresentava, e, por outro lado, suficientemente perto do rio para que se pudesse chegar através das suas águas às mercadorias destinadas ao porto, através de um canal que unia o rio com o lago Mareotis e o porto.
Escola de Alexandria
"A Escola de Alexandria durou vários séculos (do final do século IV a.C. até o VII d.C.), e durante esse período teve alguns momentos de glória. (...). Alexandre, o Grande morreu no ano de 323 a.C., e nessa data se estabeleceu o início da dinastia dos Ptolomeus (iniciada por Ptolomeu I, um general de Alexandre que proclamou a si mesmo Imperador). O maior promotor da Escola, entretanto, foi Ptolomeu II (que governou o Egito de 285 a 246 a.C.. Ele é tido como o protetor das letras e um administrador eficiente (a ele se atribui a construção do farol – tido como uma das maravilhas do mundo antigo). Foi depois dele, em 145 a.C., que ocorreu a primeira depredação da Escola. Ela foi saqueada, como represália, em uma guerra civil. Reestruturada, reencontrou um novo auge, e também o seu infortúnio, no século I a.C.. Nesse período, foi Cleópatra (69-30 a.C.), e que foi a última linhagem dos Ptolomeus quem governou o Egito".
Alexandria romana
Júlio César tomou a cidade em 46 a.C., para pôr fim à guerra dinástica entre Cleópatra e o seu irmão e co-regente Ptolomeu XIII, e durante a batalha no mar ocorreu o incêndio de Alexandria, no qual arderam alguns sítios de armazenamento de livros no porto, mas não a Grande Biblioteca. Depois de assegurar que Cleópatra estava no trono egípcio e casada com o seu irmão mais novo, Ptolomeu XIV, Júlio César regressou a Roma. Durante a guerra que surgiu depois da morte de César, Marco António viajou para o Egito para convencer a rainha-faraó a apoiá-lo. A entrada do Egito na guerra implicou a tomada da cidade em 30 a.C. por Augusto, que converteu o Egito em propriedade particular sua, acabando assim com a independência do país.
Os judeus de Alexandria
Os papiros de Elefantina nos informam a comunidade judia que se instalou no Egito depois da tomada de Jerusalém em 586 a.C. por Nabucodonosor II, já que existem dados de assentamento na época de Moisés. Desde os reis ptolomaicos, os judeus da Diáspora se estabeleceram na cidade atraídos pelo Museu, protegidos pela tolerância do mundo pagão em matéria de diversidade religiosa, e criaram um foco intelectual ativo com um centro de estudos hebraicos. Os judeus gozavam de todos os direitos civis, como qualquer cidadão grego, mas mantinham as prerrogativas concedidas pelos reis persas, e constituíam uma comunidade política independente e autónoma, limitada apenas pela subordinação aos Ptolomeus primeiro e aos romanos depois. À sua frente tinham os cargos das comunidades da diáspora: arcontes, que regiam os assuntos administrativos e judiciais, e o arquisinagogo a quem correspondia tudo o referente ao culto, além de um etnarca com grandes poderes civis que lhe permitiam tratar com os funcionários do Egito ou do Império Romano. Constituíram assim um grupo étnico apartado da população de Alexandria, com um isolamento linguístico, económico e cultural que lhes permitiu conservar a sua raça e religião, fiéis à lei e às tradições ancestrais.
O cristianismo
Uma tradição muito antiga assegura que o primeiro cristão que chegou a Alexandria para predicar a nova religião foi São Marcos. Este sucedia no ano 61 de nossa era. A mesma tradição conta que o primeiro cristão convertido foi Aniano, de ofício, sapateiro. São Marcos curou-lhe a ferida de uma mão e ao mesmo tempo falou-o do significado do cristianismo. Desde esses tempos de predicação, os cristãos de Alexandria e do resto do Egito mantiveram uma grande tradição evangélica. São Marcos foi perseguido sob o mandato do imperador Nero que no ano 62 foi martirizado e morto. Desde então até a época do imperador Trajano (começo do século II), os cristãos tiveram que ocultar suas crenças, ameaçados pelas perseguições. A partir deste momento se permitiu com tolerância estender-se por toda a cidade de Alexandria e pouco a pouco, ao longo de todo o vale do Nilo.
O Islamismo
Alexandria seguia sendo uma das maiores metrópoles mediterrâneas no momento da conquista muçulmana. Seu patriarca, Ciro, capitulou ante os invasores em abril de 641, ao ser derrotadas as forças imperiais locais. Contudo, o governo imperial não reconheceu a capitulação, e os seus habitantes alçaram-se contra os muçulmanos. Após 14 meses de assédio, a cidade foi conquistada pelos muçulmanos em finais de 642. O historiador Eutíquio de Alexandria cita uma carta escrita a 22 de dezembro de 642, na qual o comandante muçulmano Anre ibne Alas, ao entrar na cidade, dirigiu-se ao segundo sucessor de Maomé, o califa Omar e fez um inventário do encontrado na cidade de Alexandria: "4 000 palácios, 4 000 banhos, 12 000 mercadores de azeite, 12 000 jardineiros, 40 000 judeus e 400 teatros e lugares de espairecimento". O cronista Ibn al-Kifti afirmou na sua Crônica dos sábios que naquele momento foi destruída a Grande Biblioteca. Embora os árabes pudessem ter destruído numerosos livros, o certo é que nem a Grande Biblioteca nem a biblioteca do Serapeu existiam já naquele tempo, vítimas das guerras civis entre romanos, dos desastres naturais e o fanatismo dos coptas.
Os antigos monumentos de que fala a história de Alexandria desapareceram quase todo - só de alguns chegaram aos nossos dias restos e ruínas dispersas:
O Porto de Alexandria está dividido em duas partes: o Porto Ocidental e o Oriental.
Aviação
Alexandria é servida pelo Aeroporto El Nouzha, localizado a 7 km do centro da cidade, e é também servida por outro aeroporto de nome Aeroporto Borg al Arab, localizado a 25 km da cidade. Este último, iniciou as suas funções apenas em 2003, anteriormente, era um aeroporto militar, e actualmente, mantém ainda uma parte dedicada às forças militares.
Autoestradas
Alexandria é servida pelas seguintes principais vias de movimentação rodoviária:
Comboios
Extensões a partir da "Estação de Misr"; a estação principal de Alexandria, para Abu Qir.
Outros meios de transporte
Em Alexandria, existe também um grande tráfego de autocarros e miniautocarros.
Eléctricos (bondes)
A rede de eléctricos de Alexandria é uma rede extensa construída em 1860, e é por sua vez, a mais velha rede de eléctricos da África. A rede está dividida em duas partes que se encontram/juntam na "Estação de Raml". Os eléctricos que operam a esta da "Estação de Raml" estão pintados de azul e são conhecidos geralmente como "Eléctricos de al-Raml". Por sua vez, os eléctricos que operam para oeste da Estação de Raml, estão pintados de amarelo e são um pouco mais pequenos que os outros, com apenas um veículo a trabalhar em ambas as direcções. São o meio de transporte mais lento em Alexandria, mas são os preferidos para pequenas viagens, entre duas a três estações. Porém, se uma pessoa tiver tempo, constituem-se como uma das melhores e mais económicas maneiras para ver toda a cidade.
Táxis
Os táxis são a minoria dos transportes públicos de Alexandria. Os táxis são pintados de preto e amarelo. A tarifa base começa geralmente nas 2 libras egípcias (isto em 2008). Todos os táxis têm (pela lei), de possuir um sistema que vá actualizando o preço, mas a maioria não é usada actualmente desde que as tarifas não mudaram no grande espaço de tempo para manter em alta a inflação. A quantia para se pagar um táxi não é exactamente conhecida, e é deixado ao critério dos taxistas, quanto é que cada viagem custa (como em todas as outras cidades do Egito, incluindo Cairo), mas a maioria dos alexandrinos que costumam usar os táxis mais frequentemente sabem, por experiência, exactamente o que cada viagem custa. Isto cria então um problema para os viajantes e para os turistas que são geralmente lesados com viagens mais caras. Os turistas são sempre avisados, para perguntarem quanto custa um viagem (em média), antes de entrar num táxi.
Alexandria é cidade-irmã das seguintes cidades:


