Pesquisa · Mapa mental

Batalha do Cricaré

A Batalha do Cricaré foi a primeira de uma série de batalhas entre portugueses e índios brasileiros da região da Capitania do Espírito Santo que, posteriormente, ficou conhecida como Guerra dos Aimorés. Ocorreu na confluência dos rios São Mateus e Mariricu, nas proximidades do então povoado do Cricaré, atualmente município de São Mateus. O combate foi travado no ano de 1558 e tinha por objetivo livrar Vasco Fernandes Coutinho, donatário da Capitania do Espírito Santo, e seus homens, do risco de ataque dos nativos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
01

Antecedentes

Atravessar o oceano Atlântico para fixar residência no Brasil, no século XVI, era considerado uma aventura, pois enfrentar as doenças tropicais, os animais selvagens e os índios antropófagos não eram coisas fáceis. Os primeiros portugueses, liderados por Vasco Fernandes Coutinho, aportaram na capitania do Espírito Santo em 23 de maio de 1535.Junto com o donatário, vieram aproximadamente 60 colonizadores, os quais eram pescadores, mercadores, agricultores, criminosos e degredados. No entanto, a chegada destes colonos foi marcada por um cenário de guerra e resistência dos nativos que ali viviam. Índios aimorés, conhecidos por sua bravura, selvageria, destreza com a guerra e por serem antropófagos receberam os portugueses com flechas e só desistiram quando estes revidaram com canhões e armas de fogo. Fixando-se em terras capixabas, Vasco Fernandes Coutinho fundou as vilas do Espírito Santo e de Nossa Senhora da Vitória, desenvolveu a agricultura de cana-de-açúcar e montou engenhos para a produção de açúcar. Combateu os Aimorés, os quais se defendiam com armas primitivas, tais como arco e flecha, tacape e bordunas. Estes eram escravizados para o trabalho nos engenhos e as índias estupradas. Muitas delas se tornaram companheiras e esposas dos portugueses. Os índios começaram a entender que aquele povo poderoso estava vindo para ficar e trataram de se defender como podiam, juntando-se até com nações e tribos adversárias para enfrentar os invasores.

Prelúdio

O capitão-mor da expedição, Fernão de Sá, deixou Salvador no comando da galé São Simão. Junto a ele estavam os capitães Diogo Morim, conhecido como O Velho, que posteriormente tomou o comando da expedição, e Paulo Dias Adorno. Baltazar de Sá, primo de Fernão, comandava a galé Conceição. Em Porto Seguro juntaram-se à expedição os capitães Diogo Álvares e Gaspar Barbosa, com seus Caravelões. Ainda em Porto Seguro, Fernão de Sá chegou recebeu a informação que a grande concentração de índios que combatiam Vasco Fernandes Coutinho estava na região da Aldeia do Cricaré. Além disso, a proximidade com a então Capitania de Porto Seguro representava um risco iminente a esta. Sendo assim, a deixa com aproximadamente 200 homens em 6 embarcações e veleja rumo ao rio Cricaré.

02

Batalha

O assalto se iniciou logo antes do amanhecer, pondo finalmente as proas das embarcações em terra, o que, no rio em que navegavam era permitido apenas a preamar. No entanto, ainda antes de tocarem a praia, foram atacados pelos indígenas, que para tentar conter o desembarque, realizaram um ataque utilizando-se de arcos e flechas. Estes primeiros momentos do encontro portanto se deram ainda no leito do rio. Este ataque foi desencorajado pelo uso, por parte dos portugueses, de artilharia de bordo, fazendo com que os indígenas retrocedessem, debandando para o interior da fortaleza. O avanço contra a fortificação indígena se fez a golpes de machado e disparos de arma de fogo, sendo este ataque revidado por nuvens de flechas que eram lançadas pelas frestas da fortaleza e aparadas pelo uso dos escudos portugueses. Rompida a barreira, possibilitando assim o assalto português, estes são recebidos por uma descarga de flechas indígenas, já reagrupados, que, de imediato, causou duas baixas muito comemoradas pelos nativos. Este fato levou a um combate corpo a corpo, onde os portugueses, munidos de espadas, saíram vitoriosos.

03

Consequências

Após este revés, a esquadra portuguesa bateu em retirada rumo à vila de Vitória sob o comando de Diogo Morim. Mem de Sá, posteriormente, enviou seu sobrinho Baltazar de Sá até a Capitania do Espírito Santo, ao comando de uma nova esquadra, sendo realizada uma grande matança de índios, pacificando a Capitania por um breve período. Além disso, Mem de Sá sugeriu, em carta à regente Dona Catarina, sua encampação para fundar uma cidade real, a fim de proteger as Capitanias do sul, o que acabou não acontecendo, dada a fundação da cidade do Rio de Janeiro.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando