Batalha do Carvalho d'Este
Durante a segunda invasão francesa liderada por Jean de Dieu Soult, o general Bernardim Freire de Andrade, Governador de Armas da Província do Minho tinha ordens para defender a cidade do Porto, mas para que a linha de defesa do Porto fosse pronta, e para dar tempo a chegada de reforços do sul, ele precisava de travar o avanço de Soult. No inicio teve algum sucesso, impedindo que as tropas francesas atravessassem o rio Minho, e obrigou Soult a dar uma grande volta por Trás-os-Montes. Assim as tropas invasores entraram em Portugal em dia de 10 de março de 1809 por Chaves que conquistaram no dia 12.
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As forças portuguesas somavam cerca de 23.000 homens e eram comandadas pelo Barão de Eben. Tratava-se de um corpo de tropas muito heterogéneo pois incluía algumas tropas de linha e uma maioria de milícias e ordenanças. Só 1995 eram militares ou milícias, (120 granadeiros do regimento de Viana, 150 da guarnição de Salamonde, 1000 das milícias de Braga, 700 da legião (Lusitana), 25 dragões, com entre quinze a vinte bocas de fogo de artilharia (o número varia nas descrições) os outros 5000 estavam mal armados com espingardas, 11000 com piques ou outras ferramentas agrícolas, o resto com paus. Demais as ordenanças não dispunham de munições para efetuar mais de três disparos por arma, estavam mal enquadrados, mal armados e constituíam uma massa indisciplinada de pouco valor militar apesar do seu grande entusiasmo em enfrentar os franceses. O II CE (francês), sob o comando do marechal Soult, invadiu Portugal com cerca de 23.000 homens. No ataque às posições de Carvalho d'Este, Soult dispunha de uma força com cerca de 3.000 cavaleiros e 13.500 infantes que estavam organizados da seguinte forma:
No dia 17 de Março, a guarda avançada de Soult constituída pela cavalaria de Franceschi e a infantaria de Delaborde chegaram perto de Carvalho d'Este. Com a morte de Bernardim Freire, o Barão Eben tinha assumido o comando. Eben tomou de imediato providências para melhorar as posições defensivas. As forças portuguesas estendiam-se entre a Ponte do Porto uma ponte sobre o Rio Cávado, e a linha de alturas de Monte Valongo sobre a estrada que ligava Guimarães a Braga. No meio, ficava a linha de alturas do Monte Adaúfe, sobre a estrada que ligava Chaves a Braga. Monte Valongo era a posição de mais difícil acesso. À frente (a Leste) destas posições situavam-se as povoações de Carvalho d'Este e Lanhoso. Perto da povoação de Carvalho d'Este existia um terreno elevado que foi ocupado por alguma artilharia e 994 militares das tropas de linha. No dia 17 de Março os franceses lançaram um primeiro ataque contra as posições avançadas em Carvalho d'Este e foram repelidos. No dia seguinte, foi lançado novo ataque mas foi igualmente repelido. No dia 19 os franceses conseguiram tomar a posição frente ao dispositivo português. Só no dia 20 estava presente todo o exército de Soult, com excepção da 1.ª Divisão de Merle. Soult não esperava encontrar grande resistência e, por isso, decidiu lançar um ataque frontal em vez de flanquear as posições pois acreditava que o inimigo fugiria assim que se aproximassem os soldados franceses.


