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Abederitas

Os abederitas ou Banu Abede Adar foram um dos principais ramos dos coraixitas, descendentes de Abede Adar ibne Cuçai, filho mais velho de Cuçai ibne Quilabe. Durante a Época da Ignorância, exerceram algumas das mais importantes magistraturas de Meca, incluindo a administração da Dar Anadua, a hijaba e a sidana da Caaba, além da custódia do liva dos coraixitas. Embora a sicaia, a rifada e a quiada tenham sido transferidas aos Banu Abede Manafe após a disputa sucessória entre os descendentes de Cuçai, os Banu Abede Adar conservaram as principais funções ligadas à administração do santuário até a Conquista de Meca.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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História

Segundo a tradição, Cuçai ibne Quilabe designou seu filho mais velho, Abede Adar ibne Cuçai, como sucessor na administração de Meca, confiando-lhe a guarda da Caaba, o abastecimento de água e alimentos aos peregrinos, o porte do liva e a direção da Dar Anadua. Após sua morte, os descendentes de Abede Manafe ibne Cuçai contestaram essa sucessão, mas um acordo entre os principais clãs coraixitas pôs fim à disputa. Os Banu Abede Adar conservaram a guarda da Caaba, o liva e a administração da Dar Anadua, enquanto as demais magistraturas passaram aos Banu Abede Manafe. Essa divisão permaneceu em vigor até o advento do islão. Conhecidos também pelas designações abederitas, abeditas e ibaditas, os Banu Abede Adar desempenharam papel ativo na história religiosa e política de Meca. Participaram da reconstrução da Caaba, sendo responsáveis, juntamente com outros clãs, pela edificação do muro correspondente ao Hijre. Antes da redescoberta do Poço de Zenzem, escavaram um poço conhecido como Umue Arrede. Integrantes do clã participaram da primeira migração para a Abissínia, enquanto outros permaneceram entre os opositores de Maomé. Almançor ibne Icrima redigiu o documento que formalizou o boicote aos haxemitas, ao passo que Muçabe ibne Omeir, um dos primeiros propagadores do islão em Medina, também pertencia ao ramo. Como detentores do liva dos coraixitas, os Banu Abede Adar tiveram a responsabilidade de portar o estandarte do exército mecano nas guerras contra os muçulmanos. Na Batalha de Uude, diversos membros da família tombaram sucessivamente enquanto procuravam impedir a captura da bandeira pelos adversários. Após a Conquista de Meca, Maomé restituiu a chave da Caaba a Otomão ibne Tala, declarando que a custódia do santuário permaneceria para sempre entre seus descendentes. A partir de Xaiba ibne Otomão, essa função passou a ser exercida pelo ramo dos Banu Xaiba, que continua tradicionalmente responsável pela guarda da Caaba.

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Fontes consultadas

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