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Baía de Los Ángeles

Baía de Los Ángeles é uma baía costeira localizada no Golfo da Califórnia, situada na costa oriental da Peninsula da Baixa Califórnia no estado de Baixa Califórnia, México. Há um povoamento homônimo localizado ao longo da Carretera Federal 12, cerca de 68 km da intersecção com a Carretera Federal 1. A baía está localizada no município San Quintín.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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História

A área era conhecida como Adac pelo povo Cochimí, os habitantes indígenas da parte central da península da Baixa Califórnia. No início de 1600, havia aproximadamente 3.000 habitantes na área. Em 1539, Francisco de Ulloa foi o primeiro europeu a descobrir a baía naquela que foi a última expedição financiada por Hernán Cortés. A área então conhecida como Bahía de Lobos foi explorada novamente em 1746 pelo missionário jesuíta Fernando Consag durante sua tentativa de investigar a disputada questão envolvendo a Ilha da Califórnia. Consag é responsável por dar à área o seu nome atual. Em 1752, foi construída uma doca de carga para explorar a Missão San Borja, e o restante da Península da Baixa Califórnia. Após a saída dos jesuítas das Missões Baja, os povoados vizinhos, conhecidos na época como visitas, foram sendo gradativamente ocupados por habitantes nativos. Em 1880, o interesse pelos metais preciosos se espalhou pela região da baía. Em 1900 foi construído outro cais de carga para exportar ouro e prata obtidos nas minas de Sierra San Borja, San Juan e Santa Martha. A mina de prata de San Juan, em Las Flores, tornou-se a maior mina produtora de toda a Baixa Califórnia.

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Meio Ambiente

A área tem um clima desértico. No extremo norte da baía situa-se Punta la Gringa e ao sul está Playa Rincón. A oeste fica a Sierra de San Borja, responsável pelos ocasionais ventos quentes e secos, conhecidos localmente como "Westies", que podem ir de zero a mais de 50 nós em questão de minutos. A leste, encontra-se a Isla Ángel de la Guarda separada das outras ilhas pelo Canal de las Ballenas. Existe um arquipélago de 16 ilhas ao largo da costa e na baía. Existe um farol localizado na Isla Cabeza de Caballo. Encontram-se próximos a um cordão litoral que protege parcialmente a orla marítima da baía, um segundo farol e um porto. A localidade se destaca como um ancoradouro e porto seguro.

Reserva Natural

Em 2007, o então presidente mexicano Felipe Calderón, em cooperação com a organização não governamental Pronatura Noreste, a Comissão Nacional de Áreas Protegidas do México, o Fundo de Conservação Global (GCF) e outros, estabeleceram a Reserva Natural da Bahía de los Ángeles para proteger a ecologia única da região. Abrange uma área de quase 3885 quilômetros quadrados e inclui uma parte da costa de Baixa Califórnia, todas as 16 ilhas, inúmeras outras ilhotas e o Canal de Salsipuedes e o Canal de las Ballenas. A reserva protege uma diversa população marinha, incluindo muitas espécies ameaçadas, como tubarões-baleia, leões marinhos da Califórnia e cinco espécies de tartarugas marinhas. A reserva está dentro do Patrimônio Mundial Mexicano da UNESCO "Ilhas e Áreas Protegidas do Golfo da Califórnia".

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Economia

A pesca excessiva na região tornou cada vez mais difícil o sustento dos residentes. A economia local está transacionando da pesca comercial para a pesca esportiva guiada e outras formas de turismo. A baía abriga por volta de uma dúzia de esquifeiros especializados em pesca esportiva. Antes de a rodovia para a área ser pavimentada, a cidade era conhecida como ponto de trânsito de drogas a caminho dos Estados Unidos. Em 2007, as linhas de energia de Guerrero Negro foram concluídas, acabando com a dependência de geradores a diesel. Há acesso à internet via satélite. A cada dois anos, o Baja 1000 passa pela cidade. O Aeroporto de Bahía de los Ángeles fica ao norte da cidade.

Turismo

A Baía de los Ángeles é popular para atividades como canoagem e windsurf, além de ser um paraíso para pescadores esportivos. O peixe de caça mais comum é o rabo-amarelo, um tipo de peixe esportivo que vive na costa da Califórnia e do México. Espécimes desta região podem crescer até 1,5 metro de comprimento e pesar até 45 quilos. Outros peixes esportivos desta região incluem o robalo, o pargo, a garoupa, a sierra, o bonito e o ocasional mahi-mahi. Peixes não esportivos como peixe-porco, barracuda e outros existem em abundância. Existem duas colônias da população de leões marinhos da Califórnia, uma na Isla Calavera, e na Isla El Racito. A baía também é famosa pelos seus tubarões-baleia, com 20 a 30 indivíduos da espécie avistados a cada verão.

Conservação

O biólogo marinho Antonio Resendiz dirigia um centro de pesquisa de tartarugas marinhas, conhecido como Campo Archelon, ao norte da cidade. A área ao redor da Bahia de los Angeles oferece locais de nidificação para muitas espécies de tartarugas marinhas. A partir de 1979, o oficialmente denominado "Centro Regional de Investigacion Pesquera (CRIP)" conduziu pesquisas para conservação de tartarugas marinhas. Antonio, que estudou biologia marinha na Universidade de Ensenada, estabeleceu a estação de pesquisa primeiro com a ajuda do Instituto Mexicano de Pesca e mais tarde com a ajuda do bioquímico estadunidense Dr. Grant Bartlett. Antonio foi notícia em 1995, quando uma de suas tartarugas, uma cabeçuda de 90 quilos chamada Adelita, foi descoberta na costa do Japão por pescadores locais. A descoberta estabeleceu pela primeira vez o caminho de migração das tartarugas-comuns.

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Fontes consultadas

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