Barracuda
Sphyraena é um género de peixes perciformes marinhos, o único da família monotípica Sphyraenidae, que inclui as espécies conhecidas pelo nome comum de barracuda. São peixes ósseos predadores que podem atingir grandes dimensões, armados de fortes mandíbulas e grandes dentes, corpo longo e esguio, quase serpentiforme, recoberto por pequenas escamas lisas. Algumas espécies atingem 2,1 m de comprimento total e 30 cm de diâmetro. O género inclui 28 espécies com distribuição natural nas zonas tropicais e sub-tropicais de todos os oceanos. Com hábitos pelágicos, as barracudas ocorrem junto à superfície das águas e nas proximidades de recifes de coral ou de áreas com o fundo recoberto por prados marinhos. O registo fóssil conhecido deste género inicia-se há 56 milhões de anos, no baixo Eoceno.
As barracudas são peixes alongados e finos, quase serpentiformes, que podem alcançar 1,8 m de comprimento total, chegando nalguns casos a ultrapassar os 2,1 m de comprimento total e os 30 cm de diâmetro. A cabeça é grande e afilada, terminando numa boca desproporcionadamente grande e repleta de dentes aguçados, de tamanhos desiguais, inseridos em fundos alvéolos dentários distribuídos irregularmente ao longo das poderosas mandíbulas. Na maioria das espécies a mandíbula inferior é proeminente. Nas barracudas, a superfície externa dos opérculos é lisa e sem espinhos, recoberta por pequenas escamas. Apresentam duas barbatanas dorsais bem separadas uma da outra e uma linha lateral proeminente. A barbatana anterior tem cinco espinhos e a barbatana posterior apenas um espinho, mas complementado por nove raios moles. A barbatana dorsal posterior é semelhante em tamanho à barbatana anal e está situado acima dela. O linha lateral é proeminente e estende-se em linha recta da cabeça à cauda. A barbatana dorsal é espinhosa e está colocado acima das barbatanas pélvicas, estando normalmente recolhida num sulco. A barbatana caudal é moderadamente bifurcada, com os seus gumes posteriores com dupla curvatura, e está situado na extremidade de um robusto pedúnculo caudal. As barbatanas peitorais estão inseridas em posição lateral baixa. A bexiga natatória é grande.
As barracudas são ferozes predadores oportunistas, que utilizam a velocidade e a surpresa como principais estratégias de captura das suas presas. Há registo de barracudas atingirem, durante curtos intervalos, velocidades de até 45 km/h graças ao hidrodinamismo dos seus corpos e força muscular para alcançarem as suas presas. Os adultos da maioria das espécies tendem a ser solitária, mas os juvenis e os jovens adultos reúnem-se frequentemente em cardumes que alguns casos podem conter grande número de espécimes. As barracudas atacam principalmente outras espécies de peixes, incluindo em alguns casos espécimes tão corpulentos quanto o atacante. Matam e consomem as presas maiores despedaçando e rasgando pedaços de carne. São animais competitivos e agressivos, sendo frequente vistos competindo pela presa contra espécies como a cavala e o peixe agulha e por vezes mesmo contra golfinhos. As barracudas capturam uma grande variedade de presas, com destaque para os pequenos peixes pelágicos, para as garoupas, os pargos, os juvenis dos atuns, os arenques e as anchovas. Na captura, abocanham a presa, simplesmente mordendo-a e cortando-a ao meio. Parecem ser também necrófagos e detritívoros, consumindo quaisquer espécies menores com que se deparem.
Interação com humanos
Como os tubarões, algumas espécies de barracuda têm a reputação de ser perigosas para os nadadores. Sendo as barracudas predadores oportunistas e detritívoros, aqueles animais podem confundir os mergulhadores e nadadores com grandes predadores, seguindo-os na esperança de comer os restos das suas presas. São conhecidos relatos de nadadores mordidos por barracudas, mas esses incidentes são raros e, possivelmente causada por má visibilidade. Embora seja raro, grandes espécimes de barracudas podem ocorrer em águas pouco profundas e de baixa transparência, nomeadamente próximo da foz de rios. Como caçam essencialmente peixes, as barracudas podem confundir objetos que brilhem e faisquem com presas, desencadeando o ataque.
O género Sphyraena inclui 28 espécies validamente descritas:


