Império de Axum
O Império de Axum também conhecido como Reino de Axum, Cidade-Estado de Axum, ou Império Axumita foi um reino africano que se tornou conhecido pelos povos da região por volta do século I. Localizava-se no território onde atualmente fica o norte da Etiópia, e abrangendo a atual Eritreia, Djibuti e Sudão, bem próximo ao Mar Vermelho e ao Rio Nilo, estendeu-se no seu auge por grande parte do sul da Arábia durante o reinado de Kaleb, rei de Axum. Estava centrado na África Oriental e no Sul da Arábia desde a antiguidade clássica até a Idade Média.
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Segundo alguns filólogos, a palavra Axum deriva de uma combinação de duas línguas diferentes; as línguas agaus e ge'ez. A palavra “Ak” (significa água na língua agau) e a palavra “Shum” (significa chefe ou senhor em ge’ez). Porém, Carlo Conti Rossini acredita que a palavra possui raiz semítica e significa um "jardim verde e denso, cheio de grama".
Cidade-Estado de Axum
Antes do estabelecimento de Axum, o planalto do Tigré, no norte da Etiópia, era o lar de um reino conhecido como Dʿmt. Evidências arqueológicas mostram que o reino foi influenciado pelos sabeus do atual Iêmen; o consenso acadêmico era anteriormente que os sabeus foram os fundadores da civilização semita na Etiópia, embora isso tenha sido posteriormente refutado e sua influência seja considerada menor. A presença dos sabeus provavelmente durou apenas algumas décadas, mas sua influência na civilização axumita posterior incluiu a adoção da Antiga Arábia do Sul em questão de décadas, mas sua influência na civilização axumita incluiu a adoção do antigo alfabeto arábico meridional, que se desenvolveu e se tornou a escrita Geʽez, e na antiga religião semita.
Segundo a história contada por Teodoreto, que se refere aos eventos como passando na Índia, um homem de Tiro, interessado em comerciar com a Índia, partiu em viagem com seus dois sobrinhos. O barco, porém, foi atacado por bárbaros, que mataram quase todos a bordo. Seus sobrinhos, Edésio (Ædesius) e Frumêncio (Frumentius), foram levados como escravos ao rei do país, que, percebendo sua inteligência, os promoveu a superintendentes do reino. Eles eram cristãos, e continuaram servindo ao reino após a morte do rei e a ascensão ao trono do seu filho. Após algum tempo, eles pediram para voltar para seu país, e voltaram a território romano. Edésio foi para Tiro, mas Frumêncio para Alexandria, onde informou que os indianos estavam ansiosos para ganhar a luz espiritual. Atanásio, o bispo, disse que não havia ninguém melhor que o próprio Frumêncio para a missão, nomeou-o bispo, e enviou-o de volta.
A partir do século VII se inicia a decadência de Axum, primeiro devido à instabilidade comercial causada pelas disputas entre bizantinos e os persas do Império Sassânida e, após 632, pela expansão dos domínios dos árabes muçulmanos. Apesar de que as relações com os muçulmanos foram inicialmente amistosas, a partir do século VII a ascensão da dinastia omíada causou seu declínio final. Os árabes dominaram o comércio do mar Vermelho, conquistando Adúlis e cortando as rotas comerciais do Império de Axum. A produção agrícola caiu, provavelmente por problemas ambientais e de excessiva exploração da área circundante da cidade, que nos finais do século VIII foi reduzida a um vilarejo. As elites abandonaram a cidade, assim como os reis, que transferiram a capital ao sul. Apesar haver mantido sua importância simbólica, especialmente religiosa, os líderes da igreja etíope deixaram a cidade na metade do século X.


