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Axum

Axum ou Aksum é uma cidade do norte da Etiópia, localizada na Região Tigré. A localidade é de grande importância histórica por ter sido capital do antigo Império de Axum. As ruínas da antiga cidade foram inscritas pela UNESCO, em 1980, na lista do Património Mundial.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História

Império de Axum

A cidade de Axum foi aparentemente fundada por volta de 100 d.C., mas a região circundante é habitada há milênios. A terra de Punt, mencionada pelos antigos egípcios como fonte de mirra, localizava-se possivelmente na zona de Axum. Por volta de 500 a.C. surgiu na área uma cultura pré-Axumita, chamada Da'amat, com ligações culturais com o sul da vizinha Península Arábica. De fato, desde o II milênio a.C. até o século IV, a região de Axum foi colonizada por imigrantes sabeus vindos da Península Arábica. A influência da cultura dos sabeus é vista na arquitetura e na língua do Império, o ge'ez. A partir deste contexto, Axum foi sede de um dos estados mais poderosos da região entre o Império Romano do Oriente e a Pérsia, cujo poder estendeu-se do século I ao XIII. O auge da cidade e do Império de Axum ocorreu no século IV, quando o território controlado abrangia a atual Etiópia, o sul do Egito e parte da Arábia, no sul do atual Iêmem. O comércio marítimo, com rotas que chegavam até o Ceilão, era realizado através do porto de Adúlis (na atual Eritreia). Segundo o autor grego anônimo do Périplo pelo Mar da Eritreia, datado do século I, Adúlis exportava escravos, marfim e cornos de rinoceronte. Relações comerciais foram mantidas com o Egito (então uma província romana) desde o século I e com a Índia a partir do século III; o comércio continuou com o Egito, Síria e o Império Bizantino até o século VII. A área da cidade chegou a cobrir 250 acres e estima-se que a população alcançou 20.000 pessoas no seu auge. A desaparição do Império de Meroé, por volta de 320, pode estar relacionado ao crescimento de Axum, que com isso pôde redirecionar o comércio de marfim do rio Nilo para o porto de Adúlis. Sinal da importância econômica da cidade foi a cunhagem de moedas, que começou no século III e continuou até o século VII.

Decadência

A partir do século VII inicia-se a decadência de Axum, primeiro devido à instabilidade comercial causada pelas disputas entre bizantinos e os persas do Império Sassânida e, após 632, pela expansão dos domínios dos árabes muçulmanos. Apesar de que as relações com os muçulmanos foram inicialmente amistosas, a partir do século VII a ascensão da dinastia omíada causou seu declínio final. Os árabes dominaram o comércio do Mar Vermelho, conquistando Adúlis e cortando as rotas comerciais do Império de Axum. A produção agrícola caiu, provavelmente por problemas ambientais e de excessiva exploração da área circundante da cidade, que nos finais do século VIII foi reduzida a um vilarejo. As elites abandonaram a cidade, assim como os reis, que transferiram a capital para o sul. Apesar de ter mantido a sua importância simbólica, especialmente religiosa, os líderes da igreja etíope deixaram a cidade na metade do século X.

Século XX

No século XX, quando a Etiópia foi invadida pelos fascistas italianos, a região de Axum foi atacada com armas químicas, e boa parte da elite intelectual da cidade foi assassinada pelos invasores. Os italianos permaneceram entre 1935 e 1941, estabelecendo algumas melhorias na infraestrutura e introduzindo os valores da cultura fascista italiana da época na cidade. O império etíope foi restabelecido mais tarde e durou até 1974, quando o imperador Haile Selassie foi assassinado numa revolução comunista. Axum, muito ligada ao poder imperial, teve sua rica história e tradição reprimida pelos novos governantes. A partir de 1991, quando o ditador Mengistu Haile Mariam foi expulso do país, Axum passou a ser revalorizada como centro cultural e religioso, com a promoção tanto das tradições locais como do turismo.

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Geografia

A cidade localiza-se na zona de Mehakelegnaw da região Tigré. É o centro administrativo do woreda (distrito) de La'ilay Maychew.[carece de fontes?] Axum está situada a cerca de 2100 msnm, no alto do Planalto de Tigré.

Demografia

Em 2007, o censo nacional da Agência Central de Estatísticas determinou a população de Axum em 44629 pessoas, das quais 20729 homens e 23900 mulheres. Em 1994, o censo nacional informava uma população de 27148 (12536 homens e 14612 mulheres).

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Religião

No censo de 2007, a maioria da população era praticante da Igreja Ortodoxa Etíope (88,9%), enquanto que 10.9% eram muçulmanos. Axum é considerada a cidade mais sagrada da Igreja Ortodoxa Etíope e é um importante destino de peregrinações. Alguns festivais religiosos dignos de mencionar são o Festival T'imk'et (equivalente à Epifania nas igrejas cristãs ocidentais), a 7 de Janeiro e o Festival de Maryam Zion nos finais de Novembro.[carece de fontes?]

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Fontes consultadas

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