Avante
O Avante é um partido político brasileiro de centro. Foi fundado em 1989 e registrado definitivamente em 1994 com o nome Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), sendo uma iniciativa de dissidentes do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em março de 2017 alterou seu nome para Avante, oficializado pelo TSE em setembro.
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Século XX
Criado em 1989, disputou as eleições daquele ano, reaparecendo em 1992, conquistando o registro definitivo em 1994. Juntou vários grupos trabalhistas, a maior parte dissidentes do PTB, e outros partidos menores, também de origem trabalhista. De 1994 a 2014, teve crescimento lento, mas constante, em sua base local e nacional. Em 1994, o partido teve o registro do seu então presidente nacional, Caetano Matanó Júnior, indeferido como candidato à presidência, pelo fato do seu registro definitivo estar então em andamento. Em 1998, lançou o jornalista e comerciante João de Deus Barbosa de Jesus como candidato a presidente, obtendo 0,2% dos votos (198 mil votos).
2006–2016
Em 2006, com a incerteza se a obrigatoriedade da verticalização das coligações iria se manter, o PTdoB resolveu desistir de lançar uma candidatura presidencial própria ou de compor formalmente outra coligação presidencial, ficando assim livre, nos estados, para fazer quaisquer alianças. No final de 2009, o partido anunciou a pré-candidatura do advogado e engenheiro Mario Oliveira, lançado pelo PTdoB de São Paulo, que obteve índices de 1 ponto entre março e maio de 2010; na convenção nacional realizada em junho de 2010, o partido desistiu da candidatura própria, e apoiou a candidatura de José Serra à presidência, coligando-se com o PSDB. Em 2014, a aliança com o PSDB foi mantida, com a candidatura de Aécio Neves.
Mudança de nome
Em abril de 2017, o PTdoB oficializou sua mudança de nome em convenção nacional, passando a se denominar "Avante". A mudança de nome se deu em meio a uma estratégia para combater a desconfiança do eleitor com a classe política devido à crise político-econômica de 2014 e aos escândalos de corrupção associados a ela. A renomeação para sobrevivência política também está presente na mesma época da crise política nos então Partido Social Liberal (de PSL para Livres) e Partido Trabalhista Nacional (de PTN para Podemos). Mas também não constitui um fenômeno inédito no país, uma vez que anteriormente o Partido da Frente Liberal virou Democratas e o Partido Progressista por diversas vezes foi renomeado.
2018–2020
Na eleição de 2018 o partido coligou-se ao Partido Democrático Trabalhista na candidatura de Ciro Gomes. Neste ano, começou a ser aplicada a cláusula de barreira progressiva, exigindo-se dos partidos políticos pelo menos 1,5% dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados, distribuídos em 1/3 das unidades federativas, com pelo menos 1% dos votos em cada uma delas. O partido obteve 1,89% dos votos nacionais na eleição para a Câmara dos Deputados. Nas eleições municipais de 2020, o partido elegeu o primeiro prefeito em uma capital: David Almeida em Manaus, no Amazonas.
2022–2024
Em 2022, após divulgação dos primeiros resultados, o partido não conseguiu superar a cláusula de barreira nas eleições parlamentares, que exigia dos partidos políticos pelo menos 2,0% dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados, distribuídos em 1/3 das unidades federativas, com pelo menos 1% dos votos em cada uma delas. Consequentemente, iniciou negociações para realizar uma fusão com outros partidos. Inicialmente, foram feitas negociações com o Solidariedade. O Solidariedade, contudo, acabou por incorporar o PROS, desistindo de negociar com o Avante. Depois disso, em novembro de 2022, o partido iniciou discussões sobre uma possível fusão com o PSC. Todavia, tais negociações também não atingiram seu propósito, de forma que o PSC anunciou sua incorporação ao PODE.
2026
Em 2026, a cláusula de barreira exigirá dos partidos políticos pelo menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, percentual nunca avançado pelo Avante desde 2018, quando a cláusula de barreira progressiva começou a ser aplicada.
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Os números das bancadas representam o início de cada legislatura, desconsiderando, por exemplo, parlamentares que tenham mudado de partido posteriormente.
Eleições estaduais
Em negrito estão os candidatos filiados ao Avante durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o Avante compôs.Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores.Não estão listados os futuros suplentes empossados. Em negrito estão os candidatos filiados ao Avante durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o Avante compôs.Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores.Não estão listados os futuros suplentes empossados.
Eleições presidenciais
(FE Brasil, PSB, Solidariedade, Fed. PSOL REDE, Avante, Agir e PROS)


