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Aloysio Nunes

Aloysio Nunes Ferreira Filho, mais conhecido simplesmente por Aloysio Nunes, é um advogado e político brasileiro Filiado ao Partido Socialista Brasileiro. Foi vice-governador, deputado estadual, federal, senador e secretário de estado de São Paulo, além de ministro da Justiça e ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Biografia

Começou a militância política em 1963, quando entrou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da Universidade de São Paulo. Logo depois do golpe militar de 1964, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), que, por ter sua existência proibida, atuava na clandestinidade. Foi presidente do tradicional Centro Acadêmico XI de Agosto e formou-se bacharel em direito em 1968. Como o PCB se opunha à resistência armada contra a Ditadura Militar que se instalara desde 1964 no Brasil, Aloysio Nunes ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN), organização guerrilheira liderada por Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo. Assumiu na clandestinidade o pseudônimo Mateus. Durante muito tempo foi motorista e guarda-costas de Marighella. As ações da ALN incluíram assaltos para angariar fundos que sustentariam a resistência armada. Em agosto de 1968, participou do assalto ao trem pagador da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Segundo relatos da imprensa da época, a ação ocorreu sem que houvesse o disparo de tiro. Aloysio Nunes foi o motorista do carro no qual os assaltantes fugiram do local com os malotes que continham 108 milhões de cruzeiros novos (21 600 dólares estadunidenses), dinheiro suficiente para o pagamento de todos os funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Em outubro do mesmo ano, participou do assalto ao carro-pagador da Massey-Ferguson interceptando o veículo na praça Benedito Calixto, no bairro paulistano de Pinheiros.

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Controvérsias

Agressão a jornalista

Em 6 de maio de 2014, nos corredores do Senado Federal, Rodrigo Grassi arguiu o senador acerca de um suposto envolvimento com acusações de corrupção e formação de cartel nas obras do metrô de São Paulo. O chanceler acusou Grassi de insultá-lo sob encomenda do PT ao tentar associá-lo com falcatruas, enquanto o blogueiro agredido está processando o senador por violência e violação de direitos constitucionais.

Ofendido por assessor parlamentar

Sob o pretexto de entrevistar o senador Aloysio Nunes a respeito de Comissões Parlamentares de Inquérito, Rodrigo Pilha, como é conhecido o ex-assessor da deputada Érika Kokay (PT-DF), ofendeu o parlamentar com grave injúria. Pilha não é jornalista. Essa não foi a primeira vez que o ex-assessor do PT hostilizou alguém. Em abril de 2014, postou nas redes sociais um vídeo no qual insultava o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Também insultou repórteres da revista Veja, que haviam publicado matéria a seu respeito.

Investigação pela Operação Lava Jato

Em 2015, durante o interrogatório de investigações da Operação Lava Jato, em seu depoimento, o empresário Ricardo Pessoa, afirmou que fez doação para vários partidos e políticos, entre as doações, quinhentos mil reais teria ido para Aloysio Nunes. Em 15 março de 2017, após a homologação de diversas delações premiadas, a Procuradoria-Geral da República denunciou diversos políticos por envolvimento em corrupção, entre eles Aloysio Nunes. O procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu a retirada do sigilo da documentação que havia sido entregue no mesmo dia ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de que é necessário promover transparência e atender ao interesse público, o pedido foi acolhido. Documentos liberados pelo STF citam Aloysio Nunes, de ter supostamente pedido e recebido 500 mil reais em recursos não contabilizados da Odebrecht (atual Novonor).

Suposto caixa 2 de campanha em 2010

Em 29 de julho de 2020, o Ministério Público de São Paulo apresentou uma ação cível de ressarcimento contra o ex-senador e ex-ministro Aloysio Nunes, pedindo a devolução de R$ 854 mil, em valores corrigidos, que ele teria recebido da Construtora Odebrecht, a título de suposto caixa 2 de campanha em 2010. Em 23 de junho de 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou o encerramento de uma ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro Aloysio Nunes.

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Fontes consultadas

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