Alexandre Baldy
Alexandre Baldy de Sant'Anna Braga é um empresário industrial, bacharel de direito e político brasileiro filiado ao Progressistas (PP), que serviu como secretário de Indústria e Comércio de Goiás, no governo de Marconi Perillo, entre 2011 e 2013; foi deputado federal por Goiás, entre 2015 e 2019, e Ministro das Cidades do Brasil, no Governo Michel Temer, entre 2017 e 2018. Também foi secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, durante o Governo João Doria, entre 2019 e 2021. Em 4 de abril de 2023, foi nomeado presidente da Agência Goiana de Habitação, pelo governador Ronaldo Caiado, exercendo o cargo até 2 de abril de 2026.
Natural do município brasileiro de Goiânia, capital do estado de Goiás, Alexandre Baldy nasceu no dia 21 de julho de 1980, filho de Joel Sant'Anna Braga, procurador de justiça do Ministério Público do Estado de Goiás, e de Eulina Braga. Seu pai foi secretário estadual de Goiás na gestão de Maguito Vilela. Além de Alexandre, Joel e Eulina tiveram Joel Filho, secretário de Indústria e Comércio da Gestão Ronaldo Caiado, Adriano Baldy, secretário da Cultura de Goiás na mesma gestão, Márcia Braga e Millene Braga, sendo a última ex-secretária municipal da Educação de Goiânia.
Formação acadêmica e carreira empresarial
Após concluir o ensino médio, bacharelou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Pouco antes havia ingressado em atividades empresariais no ramo industrial, desde seus 18 anos. Em dezembro de 2022, se tornou conselheiro especial da automobilística BYD Company, alçando o cargo de Vice-Presidente Sênior da BYD Brasil e Head Comercial e Marketing da BYD Auto, em julho de 2024.
Filiação ao PSDB e chefia da Secretaria da Indústria e Comércio
Ingressou na vida política em 2010, ao filiar-se ao Partido da Social Democracia Brasileira. Assumiu seu primeiro cargo em 1.º de janeiro de 2011, ao ser nomeado Secretário da Indústria e Comércio de Goiás, pelo governador estadual e companheiro partidário, Marconi Perillo. Permaneceu no cargo até 31 de dezembro de 2013, quando foi exonerado pelo mesmo governador a pedido.
Deputado federal por Goiás
Elegeu-se deputado federal por Goiás, nas eleições estaduais em 2014, com 107 544 votos. Deixou o PSDB no final de 2015, se filiando ao Podemos (PODE). Em 17 de abril de 2016, Baldy votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff.
Saída do PODE, filiação ao Progressistas e Ministro das Cidades
Após votar contra os pedidos de impeachment de Michel Temer, o que era contrário ao direcionamento partidário, Baldy perdeu a liderança da bancada parlamentar e desfiliou-se do PODE. O Podemos anunciou sua desfiliação e que o mesmo assumiria ministério no governo Temer. Indicado pelo Progressistas, partido do qual tornou-se filiado, foi nomeado Ministro das Cidades, sendo o nono titular do cargo. Assumiu a função em 22 de novembro de 2017, exercendo até 1.º de janeiro de 2019. Nesse período, manteve-se licenciado da Câmara dos Deputados do Brasil. Enquanto chefiou a pasta das Cidades, foi responsável em especial pela liberação de verbas para o programa Minha Casa, Minha Vida, a exemplo do financiamento de 750 milhões de reais para o programa em 2018. Deixou o cargo em janeiro de 2019, com a mudança de governo.
Secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo
Assumiu pasta no governo de João Doria, o secretariado dos Transportes Metropolitanos do estado de São Paulo. Tendo sido sua última licença parlamentar, já que deixaria o cargo em um mês. No dia 6 de agosto de 2020, Baldy foi preso preventivamente em casa, na Rua Haddock Lobo, em São Paulo, durante ação da Polícia Federal como desdobramento da Operação Lava-Jato, tendo sido cancelada no dia seguinte pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Segundo o texto da Suprema Corte, “No caso dos autos, a possibilidade de decretação da prisão preventiva do reclamante foi expressamente afastada na decisão reclamada ante à absoluta ausência de contemporaneidade dos fatos investigados.” Enquanto esteve preso, ficou afastado do cargo por dois dias para "tratar de assuntos particulares."
Eleições de 2022 e presidência da AGEHAB
Deixou a secretaria em 18 de outubro de 2021, para disputar uma vaga no Senado Federal do Brasil nas eleições estaduais em Goiás em 2022, porém foi derrotado, ficando em quarto lugar dentre os colocados, com 406 379 votos, ou 12,84%. Em 4 de abril de 2023, foi nomeado presidente da Agência Goiana de Habitação, pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Seguindo os prazos eleitorais legais, deixou a presidência da AGEHAB, poucos dias após o vice-governador, Daniel Vilela, ter deixado o governo também por razões eleitorais. Ele se anunciou pré-candidato, novamente, ao Senado Federal por Goiás, dessa vez integrando à União Progressista.


