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Agnelo Queiroz

Agnelo dos Santos Queiroz Filho GOMM é um médico, apresentador de TV e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministro do Esporte durante o governo Lula e governador do Distrito Federal entre 2011 e 2015. Acusado de facilitar negociações nas obras do Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014, cumpriu oito dias de prisão preventiva e solto pois não teria potencial para interferir nas investigações, já que não exercia mais cargos públicos. Pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi deputado federal e distrital.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Vida pessoal

Seu pai era Servidor Público Municipal e sua mãe ajudava na renda familiar com um salão de beleza semi-doméstico. Após concluir o segundo grau, Agnelo se mudou para Salvador, onde formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Bahia. No curso conheceu Ilza Maria Santos Queiroz, com quem se casou e tem dois filhos. Em meados dos anos 80 ele se transferiu para Brasília, para fazer a residência médica e iniciou sua atuação sindical como presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes. Fez pós-graduação em Cirurgia Geral e Torácica e, em 1989, foi nomeado chefe de cirurgia do Hospital Regional de Gama.

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Carreira política

Imagem: Força Aérea Brasileira - Página Oficial · BY-NC-SA · Openverse

Eleito deputado distrital na primeira eleição para a Câmara Legislativa do Distrito Federal em 1990, pelo PCdoB. Sua atividade parlamentar o credenciou para uma vaga de deputado federal, em 1994, reelegendo-se em 1998 e novamente em 2002. Foi co-autor, juntamente com o senador paulista Pedro Piva, da Lei nº 10.264 de 16 de julho de 2001, mais conhecida como Lei Agnelo/Piva, que estabelece o repasse de 2% da arrecadação bruta de todas as loterias ao Comitê Olímpico Brasileiro.

Ministério do Esporte

Foi nomeado sucessor de Caio Cibella de Carvalho como ministro do Esporte pelo recém-empossado Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2003. Em seu ministério, passou a trabalhar com o economista Francisco Gil Castello Branco Neto como secretário-executivo, com o jornalista Eduardo Sérgio Hermano Balduino como chefe de Gabinete, o ativista Orlando Silva —seu companheiro de partido— como secretário Nacional de Esporte, Noel Dorival Giacomitti como subsecretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Virgínia Maria de Moraes Mesquita como sua assessora especial e o professor Lino Castellani Filho como diretor do Departamento de Programas Sociais da secretaria de Orlando Silva.

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Eleições 2010

Imagem: Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires · BY · Openverse

Em 31 de outubro de 2010 foi eleito pelo PT como governador do Distrito Federal, tendo como vice Tadeu Filippelli do PMDB. O petista recebeu 66,1 por cento dos votos, contra 33,9 por cento de Weslian Roriz (PSC), mulher do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Agnelo foi eleito apresentando propostas como criar o bilhete único no transporte coletivo, criar 400 equipes de Saúde da Família e uma Unidade de Pronto Atendimento em cada uma das 30 regiões administrativas do Distrito Federal, reduzir pela metade o número de cargos comissionados, nomear servidores concursados além de construir pelo menos 100 mil unidades habitacionais.[carece de fontes?]

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Ações como Governador do Distrito Federal

Imagem: Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires · BY · Openverse

Com o grande volume de veículos circulando pelo centro de Brasília, a cidade passou a ter um déficit de mais de 7 mil vagas de estacionamento na Esplanada do Ministérios. A fim de solucionar o problema, Agnelo Queiroz apresentou o projeto de estacionamento subterrâneo no gramado da Esplanada. O complexo desenvolvido por meio de parceria público privada, terá quatro andares com mais de 9 mil vagas, área de alimentação e bancos. A construção subterrânea se dá pelo fato da região central de Brasília, onde fica o prédio do Congresso, ser tombada como patrimônio histórico e cultural do País e, portanto, não pode ser modificada. As políticas públicas destinadas a ampliar o acesso à educação, a atenção à saúde, a inclusão social e à acessibilidade foram reforçadas pelo Governador Agnelo Queiroz com a adesão ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência Física. Lançado pela presidenta Dilma Rousseff em novembro de 2011, o Viver sem Limite é um conjunto de ações, coordenadas pela Secretaria de Direitos Humanos, em parceria com 15 ministérios e o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O orçamento do programa é R$ 7,6 bilhões de reais até 2014.

Passe Livre Estudantil

Em 2011 o governador Agnelo Queiroz garantiu o passe livre para os estudantes do Distrito Federal. Cerca de 165 mil pessoas foram beneficiadas com o transporte gratuito. Por meio da Secretaria de Transportes do Distrito Federal e do DFTrans, o Governo do Distrito Federal firmou um acordo emergencial com a Fácil e repassou R$ 3 milhões para a realização das recargas dos cartões estudantis, que estão sendo feitas desde então, mensalmente.

Estádio Nacional Mané Garrincha

Com a confirmação do Brasil como Sede da Copa do Mundo de 2014, o governador Agnelo Queiroz deu andamento acelerado ás obras de reforma do novo estádio logo no primeiro de seu mandato. Em 18 de maio de 2013, com 5 meses de atraso em relação à previsão inicial e após 2 adiamentos, o governador inaugurou o novo estádio. O custo da obra, integralmente paga com recursos públicos, foi superior a R$ 1,7 bilhão, tornando-o o segundo estádio mais caro do país. As obras do estádio se destacaram pelo caráter sustentável com diversas iniciativas como o aproveitamento da água das chuvas, que será armazenada em cisternas e utilizada em vasos sanitários, mictórios, irrigação e lavagem em geral. A arena ecológica ainda vai ter estrutura para captar energia solar e ser autossustentável, com a geração de 2,5 megawatts, energia suficiente para abastecer mil residências por dia.

Mané Garrincha

O governador Agnelo Queiroz se reuniu com a diretoria do clube a fim de fazer com que Brasília seja a segunda casa do time. A capital tem o segundo maior número de sócio-torcedores do clube no país, e pensando em aproximar o time dos torcedores candangos, as negociações conseguiram fechar 8 jogos no estádio. A renda arrecadada com os primeiros jogos do time na capital superaram os números de todo o campeonato estadual, o que animou a diretoria do clube a se firmar em Brasília.

Reforma no transporte público

Em 2012 o governador Agnelo Queiroz abriu licitação para renovar 100% da frota de coletivos no Distrito Federal para uma reformulação completa no sistema de transporte público, com a abertura das propostas feita em 10 de abril. Esta foi a primeira grande ação do governo do Distrito Federal para o setor em mais de 35 anos. O novo plano de transportes dividiu o Distrito Federal em 5 grandes bacias, com cada uma sendo atendida por uma empresa licitada. A aprovação das empresas e o início do funcionamento do Novo Sistema de Transporte Coletivo foi marcado para o início do segundo semestre de 2013. No fim de julho de 2013, a Cidade Estrutural foi a primeira contemplada com a nova frota mais moderna e equipada de ônibus. A cidade faz parte da área 5 que ficou sob o atendimento da empresa São José. No começo, 39 novos veículos começaram a circular e 11 ficaram na reserva.

Intervenção no Grupo Amaral

Em fevereiro de 2013, o Governo do Distrito Federal assumiram o controle de todas a empresas do Grupo Amaral operantes no Distrito Federal. A ação foi inédita no Distrito Federal. O objetivo foi manter o número mínimo de ônibus em circulação, além de melhorar a qualidade dos veículos. Com a obrigação de manter pelo menos 350 ônibus em operação, as permissionárias têm se valido de menos de 200, muitos em condições precárias. Com o descumprimento deste e de outros acordos fechados com o grupo, além da rotina de atrasos, superlotação e uso de veículos com idade avançada provocando desconforto, riscos e prejuízos diários, o Governo do Distrito Federal arquitetou a operação de intervenção encabeçada por Agnelo e seu vice, Tadeu Fillipeli.

Acelera DF

Em 2013 o então governador lançou o programa Acelera DF, um pacote de obras e melhorias priorizando obras de infraestrutura como ciclovias, praças, creches e esgotamento sanitário, além de restauração de rodovias, coberturas de quadras poliesportivas e ampliação de penitenciárias. No total são 184 obras em todo o Distrito Federal no valor de R$ 1,9 bilhão investidos.

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Controvérsias

Imagem: Mauricio Macri · BY-ND · Openverse

Corrupção no Ministério dos Esportes

Segundo reportagem publicada no jornal O Globo, Agnelo Queiroz usou a estrutura do Ministério do Esporte para organizar a própria festa de aniversário de 45 anos. O gabinete despachou os convites e os funcionários da assessoria parlamentar do Ministério distribuíram para deputados na Câmara. Em 2008 foi acusado de ter recebido 150 mil reais de uma ONG ligada ao Ministério do Esporte acusada de desviar 3,4 milhões de reais na gestão do então Ministro. Em 2011, Investigado pela Policia Federal no caso ANVISA, juntamente com Daniel Almeida Tavares e Marília Coelho Cunha. Em dezembro do mesmo ano o deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) fez uma denúncia acusando o governador Agnelo Queiroz de se beneficiar de um casal de empresários do ramo da saúde quando era diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em troca, os donos da companhia teriam vendido uma casa para o governador abaixo do valor de mercado e passado a familiares do petista quatro franquias na capital federal.

Mensalão no DF

Em janeiro de 2010, Agnelo Queiroz confirmou ter visto as gravações em vídeo de Durval Barbosa que mostram integrantes do Governo do Distrito Federal, incluindo o então governador José Roberto Arruda, recebendo dinheiro do esquema de corrupção no Distrito Federal. De acordo com o próprio Agnelo Queiroz, ele esteve com Durval Barbosa em junho de 2009, mas resolveu não compartilhar essa informação com a Polícia Federal ou com seu partido (PT), uma vez que o próprio Durval já se comprometera a fazê-lo e também por não possuir as provas em seu poder. As investigações da Polícia Federal começaram em setembro de 2009.

Carlinhos Cachoeira

A imprensa noticiou suspeitas da Polícia Federal sobre a relação de Agnelo Queiroz com o bicheiro Carlinhos Cachoeira após gravações da Operação Monte Carlo em que ele seria citado por membros da quadrilha de Cachoeira como envolvido. Seu chefe de gabinete, Cláudio Monteiro, pediu exoneração após ter seu nome citado nas escutas. Matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que houve pedido de Agnelo, assim que eleito, para que convênios do sistema de Limpeza Pública do Distrito Federal e que beneficiam a empreiteira Delta, ligada ao esquema, fossem prorrogados. Apesar de Agnelo inicialmente ter dito que nunca havia se encontrado com Cachoeira, através de um assessor, Agnelo admitiu ter conversado com Cachoeira em um evento quando era diretor da ANVISA (entre 2007 e 2010), durante o governo Lula.

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Resultado das investigações policiais

Imagem: Mauricio Macri · BY-ND · Openverse

Ministério dos Esportes

Após dois anos tramitando, um dos inquéritos que apurava supostas irregularidades no programa "Segundo Tempo", do Ministério dos Esportes foi arquivado. O próprio Ministério Público Federal, depois de trocar a procuradora responsável pelo caso, reconheceu que não havia razão para a continuidade das investigações. A procuradora Melissa Garcia Blagitz Abreu e Silva, ao analisar o inquérito, disse que a empresa Vivo Sabor forneceu lanches de qualidade e que continham em sua composição ingredientes mais caros dos que os indicados pelo Ministério dos Esportes, o que esvaziava as acusações. A procuradora afirmou ainda que não existe qualquer prova de conluio ou crime nos elementos analisados.

Absolvição das acusações de superfaturamento

De acordo com a decisão do desembargador José Antônio Lisbôa Neiva, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Agnelo não pode ser responsabilizado pelo suposto superfaturamento porque "não foi signatário do Instrumento Particular de Concessão de Direito Real de Uso firmado assinado em 5 de novembro de 2004 ou do contrato de compra a venda mútuos para a aquisição de terrenos". A defesa de Agnelo conseguiu o desbloqueio dos bens em outubro do ano passado, por meio de liminar impetrada reconhecida por decisão da 21ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Inocentamento das acusações de adversários

Uma sindicância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu que Agnelo Queiroz é inocente da acusação de ter recebido uma suposta propina quando era dirigente da autarquia para autorizar a comercialização de um medicamento. A denúncia contra o governador partiu do ex-funcionário da indústria União Química Farmacêutica, Daniel Tavares, que afirmou que Agnelo teria recebido R$ 5 mil como parte do pagamento de propina para a liberação de um medicamento. Em um segundo momento, Tavares disse ter recebido recursos de adversários de Agnelo para incriminá-lo. A Operação Saint Michel, da Polícia Federal, serviu de prova de que o governador Agnelo Queiroz não estava envolvido com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O porta-voz do governador, Ugo Braga, alegou que nenhum funcionário do governo foi pego nessa operação nem na Monte Carlo, que desmontou o esquema de Cachoeira.

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Eleições 2014

Imagem: Elza Fiúza/ABr · BY · Openverse

No dia 5 de outubro de 2014 ficou em 3º colocado pela disputa do governo do Distrito Federal com 307.500 votos.

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Fontes consultadas

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