Violência policial no Brasil
A violência policial no Brasil é apontada como uma das mais graves no mundo, e as principais vítimas são os negros.
De acordo com a Anistia Internacional, entre 1999 e 2004, as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo mataram quase 10 mil pessoas em situações descritas como "resistência à prisão seguida de morte". Mais recentemente, dados da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul indicaram queda de 141 para 80 mortes por intervenção policial no estado entre 2023 e 2024. O Observatório das Violências Policiais de São Paulo compilou, entre 2006 e 2010, uma lista mensal de assassinatos por policiais e por homens não identificados e encapuzados em São Paulo. A lista tomou como base as informações da imprensa no período e foi iniciada depois dos atos de violência organizada em 2006 que evidenciaram um modus operandi deste tipo de violência. "Auto de resistência", que é um caso de exclusão de ilicitude previsto no Código Penal Brasileiro, acabou virando um eufemismo para execuções policiais no Brasil; foi tema do documentário Auto de Resistência. Por exemplo, auto de resistência já foi utilizado para justificar até a morte de uma criança de 2 anos de idade pela polícia.


