Pesquisa · Mapa mental

Augusto II da Polônia

Augusto II, o Forte, também conhecido na Saxônia como Frederico Augusto I, foi eleitor da Saxônia em 1697, vigário imperial e eleito rei da Polônia e grão-duque da Lituânia nos anos de 1697-1706 e de 1709 até sua morte em 1733. Ele foi sucedido por seu filho, Augusto III da Polônia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
01

Biografia

Augusto nasceu em Dresden em 12 de maio de 1670, filho mais novo do eleitor João Jorge III e Ana Sofia da Dinamarca. Como segundo filho, Augusto não esperava herdar o eleitorado, já que seu irmão mais velho, João Jorge IV, assumiu o cargo após a morte de seu pai em 12 de setembro de 1691. Augusto era bem-educado e passou alguns anos viajando e lutando contra a França. Augusto casou-se com Cristina Everadina de Brandenburgo-Bayreuth em Bayreuth em 20 de janeiro de 1693. Eles tiveram um filho, Frederico Augusto II (1696-1763), que sucedeu seu pai como eleitor da Saxônia e rei da Polônia como Augusto III. Enquanto esteve em Veneza durante a temporada de carnaval, seu irmão mais velho, o eleitor João Jorge IV, contraiu varíola de sua amante Magdalena Sibylla, de Neidschutz. Em 27 de abril de 1694, João Jorge morreu sem herdeiros legítimos e Augusto tornou-se eleitor da Saxônia, como Frederico Augusto I.

Conversão ao Catolicismo

Para ser elegível para a eleição ao trono da Comunidade Polaco-Lituana em 1697, Augusto teve que se converter ao catolicismo romano. Os duques saxões eram tradicionalmente chamados de "campeões da Reforma". A Saxônia havia sido um reduto do protestantismo alemão e, portanto, a conversão de Augusto foi considerada chocante na Europa protestante. Embora o príncipe-eleitor garantisse o status quo religioso da Saxônia, a conversão de Augusto alienou muitos de seus súditos protestantes. Como resultado do enorme dispêndio de dinheiro usado para subornar a nobreza e o clero poloneses, os contemporâneos de Augusto referiram-se ironicamente às ambições reais do duque saxão como sua "aventura polonesa".

02

Rei da Polônia

Primeiro Reinado

Após a morte do rei polonês João III Sobieski e depois de se converter ao catolicismo, Augusto venceu a eleição como rei da Comunidade Polaco-Lituana em 1697, com o apoio da Rússia e da Áustria, que o financiaram através do banqueiro Berend Lehmann. Na época, alguns questionaram a legalidade da eleição de Augusto, já que outro candidato, Francisco Luís, príncipe de Conti, havia recebido mais votos. Cada candidato, Conti e Augusto, foi proclamado rei por uma autoridade eclesiástica diferente: (o Primaz Michaŀ Radziejowski proclamou Conti e o bispo de Kujawy, Stanisław Dąmbski proclamou Augusto). No entanto, Augusto correu para a Comunidade com um exército saxão, enquanto Conti ficou na França por dois meses.

Segundo Reinado

A Comunidade Polaco-Lituana enfraquecida logo passou a ser considerada quase um protetorado da Rússia. Em 1709, Augusto II retornou ao trono polonês sob os auspícios russos. Mais uma vez, ele tentou estabelecer uma monarquia absoluta na Comunidade Polaco-Lituana, mas foi confrontado com a oposição da nobreza (szlachta). Ele foi prejudicado pelo ciúme mútuo dos saxões e poloneses, e uma luta eclodiu na Polônia, que só terminou quando o rei prometeu limitar o número de seu exército naquele país a 18 000 homens. Pedro, o Grande, aproveitou a oportunidade para posar como mediador, ameaçou militarmente a Comunidade, e em 1717, forçou Augusto e a nobreza a assinar uma acomodação favorável aos interesses russos, no Sejm Silencioso (Sejm Niemy).

03

Casamento e relações amorosas

Augusto casou com Cristiana Everadina de Brandemburgo-Bayreuth em Bayreuth a 20 de janeiro de 1693. A Eleitora Cristiana, que permaneceu protestante, e que se recusou a mudar para a Polônia com o marido, preferiu passar o seu tempo na mansão em Pretzsch, no Elba, onde veio a falecer. Augusto, um homem bastante mulherengo, nunca sentiu falta da mulher, passando o seu tempo com uma série de amantes:

04

Descendência

A 17 de outubro de 1696, três anos após o seu casamento, Augusto e Cristiana Everadina, tiveram um filho, batizado de Frederico Augusto tal como o pai, nascido na cidade de Dresda. Esta foi a única gravidez ao longo dos 34 anos de casamento. O filho foi criado pela sua avó paterna, Ana Sofia da Dinamarca. Como a mãe e avó mantinham uma boa relação, Cristiana Everadina visitava o filho frequentemente.

Descendência ilegítima

Fontes contemporâneas, incluindo Guilhermina de Bayreuth, alegam que Augusto teria 365 ou até 382 filhos, número extremamente difícil de confirmar; oficialmente Augusto reconheceu apenas uma pequena fração desse número como seus bastardos (as mães destes "escolhidos", com excepção de Fátima, eram todas senhoras aristocráticas):

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando