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Ana Sofia da Dinamarca

Ana Sofia da Dinamarca foi a filha mais velha do rei Frederico III e eleitora-consorte da Saxónia entre 1680 e 1691, como esposa de João Jorge III, Eleitor da Saxônia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Família

Ana Sofia era a filha mais velha do rei Frederico III da Dinamarca e da duquesa Sofia Amália de Brunsvique-Luneburgo. Entre os seus irmãos estavam: o rei Cristiano V da Dinamarca, o príncipe Jorge da Dinamarca (marido da rainha Ana da Grã-Bretanha) e a princesa Ulrica Leonor da Dinamarca (esposa do rei Carlos XI da Suécia). Os seus avós paternos eram o rei Cristiano IV da Dinamarca e a marquesa Ana Catarina de Brandemburgo. Os seus avós maternos eram o duque Jorge de Brunsvique-Luneburgo e a condessa Ana Leonor de Hesse-Darmstadt.

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Filha do rei dinamarquês

O rei Cristiano IV da Dinamarca, seu avô, o trono dinamarquês virou, quando Ana Sofia tinha apenas seis meses de idade e, depois de muita deliberação, o conselho e os estados reais escolheram o seu pai para o suceder. O Frederico III foi coroado a 23 de novembro de 1648. Os seus pais teriam mais seis filhos, dois dos quais viriam a morrer ainda bebés.

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Educação

Ana Sofia teve uma excelente educação. Além do seu dinamarquês nativo, sabia falar alemão, latim, francês, espanhol e italiano. As suas descrições físicas da época referem que tinha sobrancelhas escuras muito grossas e um nariz longo e curvado.

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Casamento

Em 1663, realizou-se uma cerimônia na cidade de Copenhaga para celebrar o noivado da princesa de quinze anos com o príncipe-eleitor João Jorge da Saxónia. Os dois casaram-se três anos depois, no dia 9 de outubro de 1666. O rei polaco, João III Sobieski, diria mais tarde sobre o marido de Ana Sofia: "É um homem honesto com um bom coração". O seu marido também teve um filho ilegítimo da sua amante, a cantora de ópera veneziana Margarita Salicola, e pode ter tido uma filha, Madalena Sibila de Neidschutz, com Úrsula Margarete de Haugwitz. Ambos os seus filhos foram inicialmente educados por damas-de-companhia dinamarquesas enviadas para Dresden pela sua mãe Sofia-Amália. O pai de Ana Sofia morreu a 9 de fevereiro de 1670 e foi sucedido pelo irmão mais velho dela, o rei Cristiano V, com quem Ana se correspondia regularmente e discutia assuntos políticos. Visitou a Dinamarca nesse ano e mostrou-se a favor da prisão de Leonora Christina Ulfeldt, a sua tia paterna. O pai dela e Leonora eram filhos de Cristiano IV da Dinamarca, avó de Ana Sofia.

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Viuvez

O seu marido morreu em 1692 de uma doença epidémica, provavelmente cólera ou peste e foi enterrado na Catedral de Freiberg. No ano seguinte, Ana Sofia tentou acabar com o caso amoroso que o seu filho mais velho, o novo eleitor João Jorge IV, estava a ter com Magdalene Sibylle "Billa" de Neidschutz e que era do conhecimento público desde a morte do seu marido que também tinha tentado separar o casal. O principal motivo para acabar com esta relação, tendo em conta que na altura era costume todos os homens terem uma amante, era o facto de se temer que Magdalene fosse uma filha ilegítima do pai de João Jorge IV, o que fazia com que os dois fossem meios-irmãos. Não se sabe se João Jorge não sabia desta proximidade familiar ou se a descartou como sendo apenas um rumor malicioso. Ana Sofia obrigou o filho a casar-se com a duquesa Leonor Edmunda de Saxe-Eisenach, uma nobre alemã, mas o casamento acabaria por ser um fracasso. João Jorge não só abandonou a noiva, deixando-a em Hofe (a residência oficial do eleitor), para ir viver com a sua amante noutro palácio, mas também a tentou assassinar para assim conseguir casar-se com Billa.

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