Movimento de pinça
O movimento de pinça, também conhecido como envolvimento duplo ou duplo envelopamento, é uma tática militar estratégica. Nela, as alas de uma força defensiva atacam simultaneamente os flancos de um exército oponente que avança contra o centro. O objetivo principal é cercar o atacante, movendo-se como os braços de uma pinça. Em sua execução completa, essa manobra pode incluir o cerco total do inimigo pela retaguarda, impedindo o envio de reforços e visando a destruição ou rendição das forças adversárias.
Pontos-chave
- É uma manobra militar onde os flancos inimigos são atacados por duas alas defensivas simultaneamente.
- O objetivo é cercar o exército atacante, podendo culminar no cerco total pela retaguarda.
- Batalhas com cerco completo geralmente resultam em rendição ou destruição das forças inimigas.
- Sun Tzu desaconselhou o cerco total, sugerindo deixar uma rota de fuga para evitar resistência feroz.
- Foi provavelmente usada pela primeira vez na Batalha de Maratona e aperfeiçoada na Blitzkrieg alemã.
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Um envolvimento duplo, por sua própria natureza, força o exército atacante a combater em múltiplas frentes: pela frente, em ambos os flancos e na retaguarda. Se os 'braços da pinça' conseguem se unir na retaguarda, o inimigo fica completamente cercado. Batalhas que culminam nesse cerco total frequentemente resultam na rendição ou na completa aniquilação das forças inimigas. Contudo, as tropas cercadas podem tentar uma fuga, atacando o cerco por dentro para tentar rompê-lo, ou uma força aliada pode atacar por fora na tentativa de abrir uma rota de escape.
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O estrategista Sun Tzu, em 'A Arte da Guerra', teorizou sobre essa manobra, mas desaconselhou sua aplicação completa, acreditando que o exército atacante provavelmente fugiria antes que o cerco se completasse. Ele argumentava que era mais vantajoso deixar uma rota de fuga, pois um exército totalmente cercado lutaria com muito mais ferocidade. A primeira utilização provável da manobra ocorreu na Batalha de Maratona, em 490 a.C. O historiador Heródoto descreve como o general ateniense Milcíades organizou suas forças (10 mil hoplitas atenienses e 900 plateienses) em uma formação em 'U', com as alas significativamente mais profundas que o centro. Superado em número pelos persas, Milcíades optou por afinar seu centro e reforçar as alas. Durante a batalha, as formações centrais, mais fracas, recuaram de forma ordenada, criando espaço para as alas convergirem por trás da linha frontal persa, o que causou pânico nas forças inimigas, que eram mais numerosas, mas menos armadas.
Uma variação dessa manobra era a tática padrão dos impis zulus, conhecida como formação 'chifre de búfalo'. Uma forma rudimentar também foi empregada por Gengis Khan, apelidada de tática dos 'chifres', onde dois flancos de cavalaria cercavam o inimigo, embora raramente se encontrassem na retaguarda, deixando uma rota de fuga. O movimento de pinça atingiu sua perfeição na Blitzkrieg da Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse contexto, a manobra transcendeu uma simples tática de infantaria, evoluindo para uma complexa operação multidisciplinar. Envolvia o avanço rápido da infantaria mecanizada, uso intensivo de barragens de artilharia, bombardeios aéreos e comunicações por rádio eficazes, culminando na destruição das hierarquias de comando e controle inimigas, minando o moral das tropas e desorganizando as linhas de suprimentos.


