Ciberativismo
Ciberativismo utiliza as redes cibernéticas como seu principal meio de difusão. Aproveitando-se dos principais meios de mídias sociais como Facebook, Twitter, YouTube, e-mail, podcasts, entre outros, para reunir grande quantidade de compactuantes com a ideologia apresentada, propagar suas ideias e planos, organizar ações de maior complexidade e impacto, podendo assim aumentar a velocidade na interação e comunicação entre ativistas integrantes do grupo.
O primeiro registro de ciberativismo, ou pelo menos seus movimentos iniciais iniciou-se quase que paralelamente à Internet, em meados de 1980, quando ativistas ao redor do mundo usavam, fazendo parte da PeaceNet, listas de email e sites Gopher para distribuir informações sobre direitos e conciliar discussões internacionais. Outro exemplo primordial de ciberativismo foi o caso Lotus, onde, em 10 de abril de 1990, um coletivo de ciberativistas pronunciou-se contra a formação de um banco de dados unificado, contendo endereços, nomes, emails e informações de compra de mais de 120 milhões de cidadãos norte-americanos, na época campanhas de email e apresentações informavam sobre os riscos potenciais de permitir que uma empresa mantivesse suas informações armazenadas de tal maneira, acarretando mais de 30 mil ligações às centrais da Lotus pedindo que os nomes fossem retirados do banco de dados.
Imagem: Campus Party Brasil · BY-SA · Openverse
Sandor Vegh divide o ciberativismo em três categorias: Conscientização/Prática política, Organização/Mobilização e Ação/Reação, cada categoria utiliza diferentes ferramentas para atingir seus objetivos. As ferramentas que são utilizadas na maioria das vezes envolvem manipulação de sistemas de informação ou engajamento sociopolítico. Dentre essas ferramentas as mais comuns são:
As mais diversas plataformas de comunicação e locais para se expressar online são utilizados como ambientes de difusão de ideais propagados através do ciberativismo. Dessa forma podemos citar algumas das principais tecnologias na utilização da rede mundial de computadores para espalhar e multiplicar o alcance dos ciberativistas, são eles:
Imagem: campuspartybrasil · BY-SA · Openverse
Assim como existem diferentes correntes culturais e organizações militantes de diferentes tipos de ativismo, o ciberativismo também tem suas nuances, uma forma de ciberativismo é o cypherpunks que defendem o uso massivo de criptografia forte como uma maneira de direcionar mudanças sociais e políticas, esse ciberativismo é focado em ideias libertárias e fortemente enraizado na cultura hacker, o movimento tem como um dos expoentes o co-fundador do Wikileaks, Julian Assange, com o livro Cypherpunks. Uma discussão mais profunda sobre as motivações dos diferentes grupos cypherpunks mostra que mesmo dentro de sua heterogeneidade algumas crenças políticas e de direitos básicos são comuns. A privacidade de negociações, conversas seja direito dos cidadãos, que os paradigmas políticos sejam pautados pelo poder da tecnologia e que os direitos sejam assegurados por tecnologias e não por leis. Norteados por esses princípios, cypherpunks atuam.
Imagem: Srta. Bia · BY-NC-ND · Openverse
É possível observar através de vários movimentos e formas de organização da população ao redor do mundo que o ciberativismo consegue atingir seus objetivos e deixar sua marca. Como exemplo de movimentos e eventos simbólicos de ciberativismo podem ser citados:
No Brasil também ocorreram manifestações e atos que demonstraram a força do ciberativismo e da força da internet no âmbito não apenas ideológico mas também como ferramente para auxiliar no ativismo de massa. Logo abaixo é possível observar alguns destes eventos que marcaram o Brasil:
Imagem: Srta. Bia · BY-NC-ND · Openverse
Vários grupos mais organizados e alguns deles inclusive sem liderança definida atuam na internet, contribuindo para a sociedade, seja de forma anônima ou não, mas com o ciberativismo como principal ferramenta de impacto. Dentro alguns grupos notáveis no Brasil e no mundo, podem ser citados:
Imagem: Srta. Bia · BY-NC-ND · Openverse
Com o crescimento cibernético, ocorreu também o aumento da globalização de dados. Graças a rápida fluidez de informações, indivíduos podem se informar sobre artigos e notícias a qualquer hora ou lugar: a participação do mesmo nos ramos econômicos, políticos e sociais floresce, e consequentemente, a busca por mais informação cresce. A sociedade tende a pesquisar e se aprofundar em assuntos de maior interesse: todos as minorias são integradas, basta clicar numa lupa e buscar sobre o tema. Outro fator importante é o da organização de manifestações, em escala nacional, através de eventos em redes sociais, como Facebook, onde você pode convidar todos os seus amigos para participar. Através de fóruns e posts - em qualquer rede social - conseguimos manifestar opiniões criticando políticos, empresários, famosos e até o vizinho, que cometeu alguma gafe. Através dessa pressão, conseguimos, mesmo que só de aparência, a mudança de comportamento do indivíduo, que acaba sendo segregado e se vê obrigado a mudar. Há um porém: com a agilidade de informações, muitas notícias são propagadas de formas errôneas. Movimentos sociais, como negro, feminismo e LGBT, sofrem muito com isso: além de possuírem indivíduos que se afirmam do movimento, porém não possuem estudo do assunto, há quem sequer leu sobre e afirma algo sobre um título de uma FakeNews que foi lido rapidamente durante o Feed de Notícias.


