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Arradi

Abu Abas, Abul Abas, Abul-Abás ou Abulabás Amade (Maomé) ibne Jafar Almoctadir, geralmente só pelo título califal de Arradi ou Arade Bilá, foi o 20º califa do Califado Abássida, reinando de 934 até sua morte. Morreu em 23 de dezembro de 940, aos 31 anos. Seu reinado foi marcado pelo fim do poder político do califa e a ascensão de poderosos chefes de guerra, que competiram pelo título de emir de emires.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Vida

Arradi nasceu em dezembro de 909, filho do califa Almoctadir (r. 908–932) e a concubina escrava Zalum. Quando seu pai foi morto em 932, foi proposto como sucessor, mas no fim seu tio Alcair (r. 932–934) foi escolhido. Alcair o prendeu e ele permaneceu confinado até a deposição do califa em abril de 934, quando ascendeu. Hugh N. Kennedy descreve-o como "silencioso e afável, dado à companhia de estudiosos". Ao contrário de Alcair, rapidamente se tornou um títere, enquanto homens ambiciosos conquistaram a autoridade no Estado. Depois que o ilustre ex-vizir Ali ibne Issa Aljarrá se recusou a ser reconduzido ao cargo por causa de sua idade avançada, ibne Mucla, que liderou o complô contra Alcair, recebeu o cargo. Nos primeiros meses do califado de Arradi, Maomé ibne Iacute continuou sendo o membro mais poderoso da corte até sua queda em abril de 935; só então ibne Mucla ganhou o controle da administração. Em 935, o governo foi forçado a tomar medidas para conter a turbulência em Baguedade devido o comportamento agressivo de fanáticos hambalitas. Apoiados pelo sentimento popular, abordaram pessoas nas ruas, forçaram seu caminho a residências particulares, esvaziaram vasos de vinho onde quer que fossem encontrados, quebraram instrumentos musicais e maltrataram cantoras, investigaram os detalhes do comércio, espancaram seus rivais xafeístas e agiam de maneira arbitrária contra qualquer um que ultrapassasse a estrita interpretação da lei e dos costumes islâmicos.

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