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Arquitetura de Portugal

A arquitetura em Portugal foi, como na maioria das nações europeias, drasticamente influenciada pelos movimentos culturais e estéticos que caracterizaram as várias épocas da História da Arte, o que resultou num rico legado patrimonial. Refere-se às práticas da arquitectura realizadas no território português desde antes da fundação do país no século XII. O termo também pode se referir a edifícios criados sob influência portuguesa ou por arquitetos do país em outras partes do mundo, particularmente no Império Português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Arquitetura primitiva

Megalítico

Os primeiros exemplos de atividades arquitetónicas em Portugal datam do Neolítico e consistem em estruturas associadas com a cultura megalítica, cujos exemplares mais antigos datam do quarto milénio antes de Cristo (das primeiras culturas do sudoeste da Península Ibérica, 3 750 a.C. a 2 500 a.C.). A área de influência portuguesa é pontilhada com um grande número de dólmens (chamadas antas ou dólmenes), tumuli (mamoas) e menires. A região do Alentejo é particularmente rica em monumentos megalíticos, como a notável Anta Grande do Zambujeiro, perto de Évora. Podem ser encontradas perafitas circulares isoladas ou formando círculos de pedra (ou Cromeleques). O Cromeleque dos Almendres, também localizado perto de Évora, é o maior da Península Ibérica, com cerca de 100 menires dispostos em duas matrizes elípticas sobre uma orientação Leste-Oeste.

Povoados pré-romanos

Povoados fortificados pré-históricos que datam da Idade do Cobre são encontrados ao longo do rio Tejo como o de Vila Nova de São Pedro, perto do Cartaxo, e o Castro do Zambujal, perto de Torres Vedras. Estes locais foram ocupados por volta dos anos 2500-1700 a.C e foram cercados por muros de pedra e torres, um sinal do constante nível de conflito que se fazia sentir. Iniciado por volta do século VI a.C., o Noroeste de Portugal, assim como a vizinha Galiza, na Espanha, viu o desenvolvimento da cultura castreja. Esta região foi pontilhada com aldeias Castro (chamadas citânias ou cividades) que em sua maior parte continuaram a existir sob a dominação romana, quando a área foi incorporada à província da Galécia. Sítios arqueológicos notáveis são a Citânia de Sanfins, perto de Paços de Ferreira, a Citânia de Briteiros, perto de Guimarães, e a Cividade de Terroso, perto de Póvoa de Varzim. Por razões defensivas, estes fortes foram construídos em terreno elevado e foram cercados por anéis de paredes de pedra (Terroso tinha três anéis de parede). As casas eram de formato redondo, com paredes feitas de pedra sem argamassa e telhados feitos de brotos de relva. Banhos foram construídos em alguns deles, como em Briteiros e Sanfins.

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História

A história da arquitetura portuguesa começa ainda na Idade do Bronze quando as primeiras aldeias começaram a surgir de forma minimamente organizada, com casas, assembleias, balneários e muralhas em seu redor. Nessa época apareceram os Lusitanos. Foi depois, no século III, com a ocupação romana, que as primeiras cidades começaram a crescer de forma organizada com inúmeros edifícios públicos e estradas pavimentadas que melhoram as comunicações em certas partes. Após a queda do Império Romano do Ocidente o panorama artístico ficou quase esquecido. Apenas no século VIII, com a invasão muçulmana a arte voltou a ser praticada de forma mais organizada e uniforme. Mesquitas e palácios surgiram nas principais vilas e cidades do país. Do intenso relacionamento cultural estabelecido pela dinastia de Avis entre Portugal e os principais centros italianos (sobretudo da Toscânia), reforçado à medida que a expansão marítima avançava, se a pintura foi a primeira, a arquitectura foi a última das artes a beneficiar. Enquanto já D. João I tinha como pintor régio um "António Florentino" e em Pisa - o porto mais frequentado pelos navios portugueses - florescia Álvaro Pires de Évora ( act. 1411-34 ), apenas passado o meado do século encontramos algum indício de atenção às novas formas construtivas italianas no campo da arquitectura militar, e talvez um vislumbre de ar toscano na religiosa como o claustro de D. Afonso V no Mosteiro da Batalha (1450) porventura explicável pelas comuns fontes espirituais do franciscanismo.

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Fontes consultadas

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