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Arquitetura do Brasil

A arquitetura do Brasil desenvolveu a maior parte de sua história sob inspiração europeia. Território habitado antes por povos indígenas que não desenvolveram uma tradição arquitetônica a não ser habitacional, de caráter rústico, despojado e mais ou menos imutável, ao receber os conquistadores portugueses, o Brasil passou a integrar uma cultura nova.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/08/2026
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Arquitetura popular

Embora ainda seja comum a visão de que a autêntica arquitetura brasileira seja a arquitetura erudita, em especial a colonial ou a modernista, nas últimas décadas, a arquitetura popular tem sido vista também como parte do acervo artístico nacional. Nessa categoria, enquadram-se manifestações populares com influências de diversas culturas, como as dos povos indígenas, africanos, europeus e árabes.

Arquitetura indígena

Os diversos povos nativos que habitavam o território brasileiro desenvolveram uma linguagem arquitetônica que só encontrou expressão nas suas habitações, as chamadas ocas. Com uma estrutura de madeira coberta de palha ou folhas de palmeira, eram de uso coletivo e não possuíam divisões internas, e organizavam-se em torno de uma praça circular. Podiam atingir até 30 m de extensão e 10 m de altura. Esta arquitetura tribal ainda é comum entre os povos indígenas remanescentes no norte do Brasil, mas não exerceu qualquer impacto significativo na tradição arquitetônica brasileira, permanecendo como um fenômeno cultural isolado. Recentemente, entretanto, este modelo, reinterpretado com técnicas e materiais atuais, vem recebendo atenção de alguns arquitetos como uma alternativa ecológica para o problema habitacional contemporâneo.

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Arquitetura colonial

Esteticamente, os primeiros tempos do período foram marcados pela introdução de uma arquitetura tardo-renascentista ou maneirista, de grande regularidade, solidez e austeridade externa, conhecida como estilo chão, mas que podia ser ricamente decorada nos interiores. No século XVII, chegando com certo atraso em relação aos desenvolvimentos estéticos europeus, o Barroco se disseminou para quase todo o país, alcançando desde o Pará até o extremo sul, e penetrando o interior até Goiás e Mato Grosso, deixando um extenso acervo de arte e arquitetura, com muitos exemplos de alta qualidade, e tornando-se, de certa forma, típico de todo o período colonial, a ponto de ser considerado "a alma do Brasil", conforme frase celebrada de Affonso Romano de Sant'Anna. Caracterizado pela ornamentação dramática, dinâmica e superabundante tanto em fachadas como nos interiores, buscando efeitos teatrais, sua influência se estenderia até o século XIX, como se pode constatar em edificações como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, cuja construção iniciou em 1851, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de Goiana, cuja fachada só foi concluída em 1835, e a grande Igreja da Candelária, só concluída em 1877 seguindo um projeto do século anterior.

Arquitetura militar

Nos séculos de luta contra índios pela conquista do território e de defesa contra estrangeiros, a Coroa ergueu dezenas de fortificações em vários pontos estratégicos do litoral e do interior, de vários tipos, entre paliçadas, fortes, fortalezas, redutos, batarias, etc. Grande parte, especialmente as construções provisórias ou de material perecível como a madeira, a terra batida e a areia, não sobreviveu às batalhas travadas ou à passagem do tempo. Sua importância foi decisiva para a segurança da população portuguesa e do território contra ameaças e emergências diversas que, especialmente nos primeiros tempos, eram de ocorrência constante. A primeira fortificação de que se tem registro no Brasil foi o Fortim de São Tiago da Bertioga, datando de 1532. Era de início uma simples paliçada de madeira, mais tarde reformado em alvenaria, adquirindo sua configuração atual e recebendo o nome de Forte de São João. Ainda está em boas condições de conservação.

Arquitetura civil

A arquitetura civil deixou relativamente poucos edifícios de maior vulto, ainda que tenha se verificado grande variedade, em geral dentro das linhas dominantes do Barroco. Predominou por muito tempo a ideia de que o Brasil era apenas um local de morada passageira, onde se buscava a fortuna entre muitas adversidades, correndo-se frequentemente risco de vida, e de onde se desejava sair o quanto antes para voltar a viver na "verdadeira" civilização, Portugal. Além disso, as famílias tendiam a ser pouco estruturadas e muito móveis. Assim, criou-se uma cultura marcada pelo senso de dispersão e impermanência, e por isso pensava-se que não valia a pena investir em edificações requintadas e destinadas a durar. Ao mesmo tempo, alguns materiais estimados pelos portugueses, como a pedra de lioz, só eram encontrados em Portugal, e precisavam ser importados. Com as dificuldades da navegação naquela época, sujeita a frequentes naufrágios e ataques de piratas, o suprimento de materiais de construção e muitos outros bens de consumo, incluindo alimentos básicos, estava na dependência de muitos imprevistos e as carestias eram comuns, como atestam inúmeros relatórios oficiais, cheios de queixas a respeito de privações de todos os tipos que mesmo as elites governantes se viam obrigadas a passar, tornando regra as soluções simplificadas e o improviso. Adicionalmente, regulamentações da Coroa proibiam a ostentação de luxo nas habitações privadas. Esses fatores em conjunto naturalmente levaram a grandes limitações no desenvolvimento arquitetural brasileiro no período de colônia.

Arquitetura religiosa

As ordens religiosas como os Jesuítas, Franciscanos e Carmelitas, as primeiras a se fixarem no Brasil, possuíam em seus quadros arquitetos e construtores notáveis, e com eles se iniciou uma grande tradição de construções religiosas. Ao mesmo tempo em que se formavam as vilas e povoados, surgiam as igrejas, conventos e capelas, já que desde o início um dos objetivos da conquista fora propagar a fé cristã entre os gentios. Além disso, a população portuguesa que se fixou necessitava de assistência espiritual. Como a administração civil na colônia quase sempre foi ineficiente, a Igreja Católica assumiu também grande parte das tarefas de organização da sociedade, do espaço urbano e do provimento de serviços de efeitos legais como as certidões de nascimento, matrimônio e óbito. Igualmente se responsabilizaram pela educação e pela assistência social, construindo colégios, hospitais, orfanatos e asilos. Essas estruturas, embora às vezes de grande porte, foram em regra despojadas e eminentemente funcionais. As igrejas e conventos, por outro lado, podiam apresentar uma decoração de luxo verdadeiramente régio.

Mobiliário

Em decorrência do Brasil ter sido uma colônia portuguesa, é natural que a produção de marcenaria (com atenção especial para as peças de mobiliário) seja um desdobramento do mobiliário tradicional português. Embora que o material empregado fosse legitimamente brasileiro, os responsáveis pelo trabalho das peças foram sempre os portugueses, ou quando nascidos no Brasil de ascendência portuguesa ou mestiça. O mobiliário português desenvolvido no Brasil era singelo e despretensioso, ou seja, apenas o essencial para desempenhar a função do objeto (como exemplos: pequenos oratórios, camas, cadeiras, mesas e arcas). A simplicidade das primeiras peças dos colonos seguiu como uma das características marcantes da casa brasileira naquele período em diante. Mas, ainda que tais mobiliários apresentassem simplicidade e despretensão, as peças em si eram bem trabalhadas, não apenas porque a tradição do oficio era desenvolvê-las dessa maneira caprichosa, mas também porque os oficiais e ajudantes de carpintaria eram muitas vezes da própria casa (sendo alguns escravos cujos dotes eram descobertos), que trabalhavam sem pressa e que não visavam o lucro, importando apenas “o prazer de fazer bem feito”. O móvel brasileiro, ou seja, o móvel português feito no Brasil acompanhou a evolução do mobiliário de todos os países europeus. As “modas” eram todas importadas, atingindo as camadas mais abastadas em primeiro lugar, sendo depois vulgarizadas com a produção dos mesmos modelos de móveis no tipo “ordinário” ou comum. No período colonial existiam basicamente três tipos de móveis: os de “luxo” (feitos com madeiras nobres de lei); os “ordinários” (também feitos de madeira de lei, porém mais simples); e por fim os “toscos” (desenvolvidos em madeira comum para uso popular ou serviços domésticos). O mobiliário do Brasil pode ser classificado em três grandes períodos: Renascimento: abrange os séculos XVI e XVII e prolonga-se até o início dos anos setecentos; Barroco-Rococó: estende-se praticamente por todo século XVIII; e Neoclássico: corresponde principalmente à primeira metade do século XIX, no período histórico das reações acadêmicas. Após tais períodos, surgiram apenas modas originadas pela influência da produção industrial que se acentuava gradativamente.

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Neoclassicismo

Elementos classicistas começam a ser notados novamente no Brasil a partir da atuação de arquitetos enviados pelo Marquês de Pombal para auxiliarem nas demarcações territoriais determinadas pelo Tratado de Madri de 1750, um grupo que incluía Antonio Landi, José Fernandes Alpoim e José Custódio de Sá e Faria. Outro arquiteto notável que adotou esquemas neoclássicos foi Mestre Valentim, atuando no Rio na virada para o século XIX. Inspirada no austero modelo do templo grego e influenciada pelo iluminismo, a arquitetura neoclássica buscava o equilíbrio e a economia, uma estética carregada de associações éticas e cívicas idealistas e progressistas, desejando expressar ordem, racionalidade e disciplina. Contudo, somente após a chegada ao Rio da corte portuguesa em 1808, é que o estilo se tornou uma moda, reforçada pela presença da Missão Artística Francesa, um grupo de artistas e intelectuais franceses adeptos do Neoclassicismo que se transferiu para o Rio em 1816, propondo a renovação da prática e do ensino artístico nacional, onde se incluía a arquitetura. Por seu estímulo iniciaram as atividades da futura Academia Imperial de Belas Artes, que instaurou no país o método de ensino acadêmico, com prolífica descendência, e fixou definitivamente o Neoclassicismo como a estética mais prestigiada, contando com o patrocínio real.

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Ecletismo

A partir da segunda metade do século XIX, já sob influência romântica, ainda que permanecendo em vigor alguns princípios classicistas, voltaria com força o gosto pela decoração abundante, tanto no interior como nas fachadas, privilegiando o conforto, o luxo e a monumentalidade, formando-se uma síntese eclética na arquitetura brasileira, a qual veio, no início do século XX, a ressuscitar até mesmo elementos barrocos. Como um dos importantes frutos da Academia Imperial, neste período começou a se formar um corpo de crítica e historiografia da arquitetura, das quais os primeiros expoentes são Manuel de Araújo Porto-Alegre, diretor da Academia, José Albano Cordeiro e Moreira de Azevedo. Também começam a se difundir obras teóricas de Johann Joachim Winckelmann, Marc-Antoine Laugier, Quatremère de Quincy, Jean-Nicolas-Louis Durand, Vignola e Palladio, e surgem os primeiros tratados autóctones no Compêndio de Architectura Civil e Hydraulica (1844) de Pedro de Alcântara Bellegarde e no Vocabulario dos Termos Technicos da Arte de Construir (1868-69), de André Rebouças.

Neogótico

Uma tendência marcante e bem caracterizada, embora embutida na mesma perspectiva romântica-historicista que originou o Ecletismo, e em muitos casos transitando através de outros estilos em sínteses polimorfas, foi a moda neogótica que correu todo o Brasil entre o fim do século XIX e meados do século XX, visível especialmente na arquitetura sacra, em vista do entendimento do Gótico histórico como um estilo "espiritual", mas encontrada em muitos tipos de edificação, incluindo residências, colégios, hospitais e presídios. Embora fosse uma corrente revivalista, não impediu os arquitetos de experimentarem inovações nos materiais e na técnica construtiva. Por outro lado, o Neogótico frequentemente se manifestou apenas em detalhes e na decoração, e não nas estruturas essenciais, sendo facilmente distinguido pela presença de aberturas em arco ogival, típica do Gótico histórico, muitas vezes o único elemento que denuncia a referência historicista, misturada a outros elementos de estilos diferentes. Entre os primeiros exemplares a aparecer no território brasileiro estão o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, os pavilhões da Ilha Fiscal e a Capela da Piedade, na mesma cidade, a Catedral de Petrópolis e o Santuário do Caraça. Embora o Neogótico internacional já tenha sido muito explorado pelos estudiosos, as pesquisas sobre esta corrente no Brasil ainda são escassas.

Neocolonial

Outra corrente historicista que ganhou significativo espaço no início do século XX foi a neocolonial, também chamada neobarroca. Num tempo em que a tradição arquitetônica colonial no Brasil ainda era largamente vista como ultrapassada, o Neocolonial se inseriu num movimento, apoiado por setores do governo e academias, que buscava as raízes culturais "autênticas" do país, procurando resgatar seu prestígio, legitimá-las e lutar contra as tendências internacionalizantes em voga, uma ideologia que grassava em toda a América Latina naquele momento histórico. O Neocolonial apropria-se, como entende Carlos Kessel, "da relação entre passado e presente para justificar uma intervenção concreta na vida social: a iniciativa da construção de escolas, residências, prédios públicos e igrejas segundo um cânone estético que visa à regeneração do espírito da nação, de uma sociedade considerada em vias de decadência". Embora bem caracterizada, com elementos que remetiam diretamente à tradição colonial histórica, a escola neocolonial se revelou muitas vezes ela mesma uma versão peculiar do Ecletismo, já que em sua reconstrução do passado se apropriou de elementos de períodos distintos da longa fase colonial em misturas indiscriminadas e incorporou traços de outras correntes estéticas.

Art Nouveau

Como já ficou evidente, o período entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX foi repleto de tendências e estilos distintos em competição, um fenômeno que ocorria também em nível internacional, atestando a mudança acelerada de todo um paradigma cultural e social de índole tradicionalista que havia permanecido mais ou menos cristalizado ao longo de séculos, e essa diversidade torna o estudo do período extremamente complexo e sujeito à controvérsia. Duas outras tendências ainda merecem nota neste cenário em ebulição, pela sua originalidade e ampla difusão: a Art Nouveau e a Art Déco, ambas, como outras, movidas pela urgência de ser modernas e expressar os novos tempos. A Art Nouveau (Arte Nova) foi um estilo internacional de arte e arquitetura caracterizado pela fluida e requintada ornamentação inspirada em motivos vegetais, às vezes se aproximando da abstração e da geometria, procurando a integração entre fachadas, interiores e mobiliário.

Art Déco

No contexto da industrialização e expansão urbana aceleradas, aparece a Art Déco. Enquanto que a Art Nouveau é vista como parte da eclética belle époque, a Déco é situada geralmente como um divisor de águas, um passo importante para os futuros desenvolvimentos da arquitetura modernista. Mas delimitações deste tipo costumam ser enganosas, e servem mais como um parâmetro teórico generalista, já que de costume a realidade prática mostrou ser mais fluida e aberta a misturas do que podem descrever os manuais; a própria Déco foi ela mesma uma síntese de várias fontes diversificadas, tendo uma genealogia estética que inclui, entre outras referências, a própria Art Nouveau, o Cubismo, a Bauhaus, o Expressionismo, a arte africana e egípcia, o Neoplasticismo, o design de máquinas e de navios, e, neste sentido, conforme pensam Conde & Almada, pode se entendida também como a derradeira manifestação do Ecletismo.

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Modernismo

Sentindo a necessidade de uma renovação definitiva no panorama arquitetônico nacional, com vistas a uma homogeneização da paisagem urbana, em meados da década de 1920 se reuniu um grupo de profissionais em torno do russo Gregori Warchavchik, contratado pelo grupo Simonsen para trabalhar na cidade de São Paulo. Seu primeiro projeto foi a Casa Modernista. Este grupo de arquitetos colocou o Brasil entre os principais expoentes internacionais da indústria da construção civil. O grupo vinha inspirado pela arquitetura de Le Corbusier, Walter Gropius, Richard Neutra, Mies Van der Rohe e Frank Lloyd Wright, e se ligava a movimentos estéticos como o Futurismo e o Modernismo. Participaram deste período revolucionário, entre outros, Affonso Eduardo Reidy, Rino Levi, Carlos Leão, Ernâni Vasconcelos, Jorge Moreira, Lucio Costa, e acima de todos Oscar Niemeyer. A visita de Le Corbusier ao Brasil em 1929, e sua posterior contratação pelo governo brasileiro em 1936 para dar assessoria ao projeto do prédio do antigo Ministério da Educação e Saúde, no Rio, colocaram o Modernismo em evidência. Corbusier, conforme análise de Luís Henrique Luccas, procurou adaptar os seus princípios universalistas e sintéticos à realidade nacional, recomendando o uso de referenciais da tradição colonial, como o uso de azulejaria decorada e ajardinamento do entorno com as tradicionais palmeiras imperiais. Isso de fato estava concorde com a tendência política nacionalista dominante, e o edifício do Ministério se tornou um protótipo do palácio público dos novos tempos, incluindo em sua concepção também outros elementos simbólicos tradicionais, como a decoração em escultura e pintura com temas patrióticos, num período em que o Brasil acenava para as direitas internacionais, o governo queria homogeneizar culturalmente a nação e fundava o Estado Novo. Para a obra, Portinari, espécie de pintor-oficial do governo naquela época, deixou sua tela famosa do Café, e Bruno Giorgi, seu grupo escultórico da Juventude brasileira.

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Pós-modernismo e contemporaneidade

A partir da década de 1970 começam a se tornar patentes sérios problemas de urbanismo ligados à crescente densidade populacional nas grandes cidades e à sua intensa verticalização. Particularmente em anos recentes tem havido grande demanda por habitação popular e especulação imobiliária, com conseqüente proliferação de espigões de estrutura "genérica" ou impessoal, rebaixamento na qualidade de vida, impacto ambiental negativo, infra-estruturas sanitárias e de abastecimento hídrico e elétrico insuficientes, perda do senso de escala humana nos prédios, vias de tráfego congestionadas, expansão dos cinturões de pobreza em torno dos grandes centros, degradação do ambiente social e uma série de problemas associados. Embora sejam questões mais diretamente ligadas ao urbanismo, a arquitetura desempenha um papel decisivo neste processo, e as projeções da ONU, apontando que em 2030 60% da população mundial viverá em cidades, forçam uma reavaliação urgente na tipologia das construções e sua adequação às realidades locais com vistas a uma sustentabilidade da urbanização futura.

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