Arnulfo de Métis
Santo Arnulfo de Metz, também conhecido como Arnoldo, foi um influente nobre franco e o 27º Bispo de Metz. Ele governou a Austrásia ao lado de Pepino de Landen e, posteriormente, tornou-se um eremita. Sua vida é marcada por sua atuação política e religiosa, culminando em sua veneração como santo, com uma forte ligação à genealogia da Dinastia Carolíngia.
Pontos-chave
- Arnulfo de Metz foi um nobre franco e 27º Bispo de Metz.
- Teve papel crucial no governo da Austrásia, ao lado de Pepino de Landen.
- É considerado um ancestral da Dinastia Carolíngia, embora com algumas incertezas históricas.
- Após deixar o bispado, viveu como eremita e foi posteriormente canonizado.
- Sua lenda inclui um anel episcopal encontrado dentro de um peixe, símbolo de perdão.
A vida de Santo Arnulfo de Metz, desde sua possível ascendência até seus últimos dias como eremita e sua posterior santificação, com ênfase em sua influência política e nas incertezas genealógicas.
Família e Ancestralidade
Arnulfo é amplamente aceito como um ancestral de Carlos Magno e de muitas famílias reais europeias modernas, embora essa ligação não seja isenta de dúvidas. Seu nome só aparece em genealogias mais de cem anos após sua morte, na crônica "Gesta episcoporum Mettensium". Sua própria ancestralidade é incerta, sem fontes de sua época que citem seus pais. Hipóteses sugerem que seu pai seria Arnoldo e sua mãe Ada da Suábia, ou que seria filho de Bodegisel II. Outras fontes apontam Berta, princesa de Paris, como sua mãe.
Governo e Influência Política
Nascido em uma família da alta nobreza franca, Arnulfo foi educado na corte e nomeado conde palatino e doméstico. Casou-se com Doda e teve dois filhos: Ansegisel e Clodulfo. Em 613, colaborou com Pepino de Landen para derrubar a regente Brunilda da Austrásia, o que levou Clotário II ao controle de toda a Frância. Clotário II o recompensou com a sé episcopal de Metz e um posto em seu conselho. Arnulfo tornou-se um conselheiro influente e tutor do futuro rei Dagoberto I, auxiliando na administração da Austrásia a partir de 623.
Vida Eremítica e Santificação
Em 629, ao assumir Dagoberto I o trono da Frância, Arnulfo deixou seus serviços. Ele renunciou ao bispado e viveu como eremita em Remiremont, na região de Habendum, com seu amigo Romarico, até sua morte em 18 de julho de 640 ou 641. Lendas posteriores narram que seu corpo foi transladado para Metz com sinais prodigiosos, e a Igreja dos Santos Apóstolos tornou-se um centro de culto carolíngio. Sua santificação foi parte da estratégia carolíngia de criar genealogias gloriosas, conferindo um carisma especial à dinastia, embora sua ancestralidade direta não seja totalmente segura.
As lendas associadas a Santo Arnulfo, especialmente a do anel episcopal encontrado em um peixe, que se tornou um símbolo de perdão e é celebrado em procissões.


