Ansegisel
Ansegisel foi um alto oficial franco, um dos antepassados de Carlos Magno.
Imagem: Rijksmuseum · CC0 · Openverse
Foi um dos filhos de santo Arnulfo, bispo de Metz, e de santa Doda. Apenas um documento coevo documenta sua existência, um diploma do rei Sigeberto III datado de c. 643-8 emitido em favor da Abadia de Stavelot, sendo citado junto com seu irmão Clodulfo com o título de domesticus, um elevado cargo administrativo, mais ou menos equivalente a governador de uma província. Seus prestígio é atestado também pelo fato de que ele é citado logo depois de duques. Outros diplomas da época que o citam, aceitos por muito tempo, recentemente se revelaram falsificações. No final do século VIII, Paulo Diácono, na sua História dos Lombardos, menciona-o mas chama-o de Anquises e o qualifica de major domus (mordomo do palácio). Por volta de 805, os Anais Mettensespriores o qualificam como príncipe. Já existia então uma tendência dos carolíngios em glorificar os seus antepassados e de ligá-los aos Troianos (Anquises era o pai de Eneias) e, através desta ligação, à Roma Imperial. O silêncio das fontes contemporâneas permite afirmar que Ansegisel nunca foi mordomo de palácio, nem príncipe, e as histórias que o reivindicam são a expressão de um desejo de sobrevalorizar a importância dos antepassados de Carlos Magno, ou uma confusão com Adalgisel, que efetivamente foi um mordomo do palácio na época considerada.
Casamentos e filhos
Casou-se por volta de 643 ou 644 com Begga de Landen (◊ c. 615 † c. 694), filha de Pepino de Landen, prefeito do palácio da Austrásia e de Ida de Nivelles. O casal gerou:


