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Dunkirk (filme)

Dunkirk é um filme de 2017, dos gêneros drama histórico e guerra, escrito, coproduzido e dirigido por Christopher Nolan e estrelado por Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James D'Arcy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance e Tom Hardy. A história se passa na Segunda Guerra Mundial, durante a Operação Dínamo, uma operação militar realizada pelo Reino Unido cujo objetivo foi resgatar cerca de quatrocentos mil soldados aliados que foram cercados por tropas da Alemanha Nazista nas praias da cidade de Dunquerque, na França. O longa é uma coprodução britânica, norte-americana, francesa e holandesa, e foi distribuído pela Warner Bros.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/08/2026
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Enredo

Terra

Um jovem soldado britânico chamado Tommy consegue fugir de um ataque alemão nas ruas de Dunquerque na França e chegar vivo na praia, onde milhares de tropas aliadas estão preparando-se para uma evacuação. Ele conhece outro soldado chamado Gibson enquanto este enterra um companheiro. Os dois encontram um homem ferido deixado para morrer após um ataque aéreo alemão e decidem levar a maca até um navio hospital evacuando feridos na esperança de poderem ser evacuados também. Entretanto, eles são barrados e decidem esconderem-se embaixo do molhe com o objetivo de esgueirarem-se para dentro da embarcação. O navio hospital é atacado ao partir e naufraga, com Tommy e Gibson conseguindo salvar um outro soldado chamado Alex. Os três conseguem embarcar em outro navio durante a noite, porém este é torpedeado; Gibson salva os outros dois e eles conseguem voltar para a praia. Enquanto isso, o comandante Bolton da Marinha Real Britânica e o coronel Winnant do Exército Britânico discutem a situação: o primeiro-ministro não irá fazer um acordo com os alemães e comprometeu-se com a evacuação de trinta mil homens. A marinha requisitou barcos civis menores que podem velejar diretamente para a praia com o objetivo de resgatar mais homens.

Mar

A Marinha Real requisita vários barcos particulares para participarem da evacuação. O Sr. Dawson coopera sem questionar, porém decide velejar ele mesmo para Dunquerque abordo de seu iate Moonstone junto com seu filho Peter em vez de deixar uma tripulação da marinha assumir. George, amigo de Peter, junta-se a eles esperando poder fazer algo de notável. Eles fazem seu caminho pelo Canal da Mancha, resgatando no caminho um soldado traumatizado em cima dos destroços de seu navio. O soldado tenta lutar contra Dawson pelo controle do barco ao descobrir que estão velejando para Dunquerque e não para o Reino Unido, acabando por acertar George e fazendo o menino bater gravemente a cabeça no chão. Peter trata o ferimento do amigo da melhor maneira que pode, porém George fica cego. Dawson, por dever, continua seu caminho até Dunquerque.

Ar

Os pilotos Farrier, Collins e seu líder da Força Aérea Real cruzam o Canal da Mancha em seus Spitfires com o objetivo de prover apoio aéreo para os soldados em Dunquerque, recebendo instruções de guardarem combustível suficiente para a viagem de volta até o Reino Unido. O medidor de combustível de Farrier quebra, porém ele continua sua missão. Eles encontram aviões da Luftwaffe, que abatem o líder do esquadrão. Farrier assume o comando e segue junto com Collins para a França. Eles conseguem abater um avião inimigo, porém o Spitfire de Collins é danificado e ele é forçado a fazer um pouso de emergência na água. Farrier continua sozinho com combustível de reserva. Ele testemunha a destruição de um caça-minas por um bombardeiro alemão e o naufrágio de um barco de pesca arrastão, conseguindo derrubar o bombardeiro ao mesmo tempo que era perseguido por um caça inimigo. Farrier finalmente alcança Dunquerque bem quando seu combustível termina, mas mesmo assim consegue derrubar o caça alemão e salvar os soldados sendo evacuados. Ele plana sobre as tropas e pousa mais adiante na praia, porém longe do perímetro aliado. Farrier destrói seu avião e é capturado pelos alemães.

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Produção

A empresa Double Negative ficou responsável pelos efeitos especiais, principalmente os visuais. A FotoKem ajudou-a, em escala menor, e participou na criação dos panfletos publicitários. Para a captura de movimento, a Centroid Motion Capture encarregou-se. O supervisor de efeitos visuais foi Andrew Jackson, marcando sua primeira colaboração com Nolan. Aquele fora apresentado a este através da Negative e eles se encontraram num escritório em Londres, no qual discutiram a produção e descobriram que ambos tinham uma postura semelhante com relação aos efeitos visuais: eles gostavam de evitá-lo sempre que possível e preferiam filmar sem fundo azul, usando a computação gráfica (CG) apenas como último recurso. Em alguns momentos, Andrew Lockley, supervisor da Negative, também trabalhou com Jackson. Para realizar seu trabalho, Jackson e sua equipe estudaram horas de filmagens de batalhas e assistiram arquivos sobre voo para entenderem e desenvolverem os movimentos dos aviões nas cenas de batalha aérea. No entanto, para manter o material autêntico, eles não inseriram o método contido no livro, só usaram-no como referência. Ao total, foram mais 429 planos de efeitos visuais. Os aviões, navios e caminhões foram amplamente fotografados e digitalizados usando Faro Focus Laser Scanner. Também foram criadas versões digitais de todas as aeronaves e navios através da combinação de fotogrametria e geometria Lidar que serviram de base para modelagem e textura das fotografias do set. Para os registros em que aparece a equipe de filmagem nas câmeras, usou-se recursos de CG para removê-las e também usou-os na cabine de pilotagem, no cessar das hélices e para baixar o trem de pouso no final do filme. As imagens geradas por computador também foram usadas para melhorar algumas cenas, mas nenhuma dessas dependeu inteiramente daquelas.

Desenvolvimento e roteiro

"A empatia pelas personagens não tem nada a ver com sua história. Eu não queria passar pelo diálogo, contar a história delas [...] O problema não é quem elas são, quem fingem ser ou de onde vêm. As únicas perguntas que me interessavam eram: Elas vão sair dessa? Será que serão mortas pela próxima bomba enquanto tentam alcançar o molhe? Ou serão esmagadas por um barco enquanto fazem a travessia?" Christopher Nolan concebeu a ideia do filme em meados da década de 1990, quando ele e sua esposa, Emma Thomas, navegaram pelo Canal da Mancha, seguindo o caminho feito por muitos pequenos barcos durante a evacuação de Dunquerque. A travessia durou 19 horas. Nolan pensou em improvisar todo o filme em vez de escrever um roteiro, mas Thomas o convenceu a não fazê-lo. Em 2015, ele escreveu um roteiro de 76 páginas, o qual era cerca da metade do comprimento de seus argumentos costumeiros e seu mais curto até a data. Sua estrutura precisa exigiu personagens fictícias, em vez de personagens baseadas em relatos de testemunhas oculares.

Pré-produção

A pré-produção começou em janeiro de 2016. Para os uniformes, o diretor de figurino Jeffrey Kurland equilibrou a precisão histórica com a estética que favoreceria o figurino do filme. Como o pesado tecido original de lã não tinha sido produzido desde 1940, ele foi fabricado a partir do zero. Foram feitos uniformes na medida do elenco principal e mais de mil extras; essas vestimentas foram produzidas em uma fábrica no Paquistão, e as botas, por um sapateiro no México. O departamento de figurinos passou três semanas trabalhando juntamente com a equipe de produção no Longcross Studios. Cada roupa foi feita para parecer com que os soldados pertencessem a diferentes regimentos: Tommy veste um sobretudo sobre o uniforme, já Alex usa uniforme de tropa escocesa. Kurland encontrou referências em museus, revistas contemporâneas, arquivos de fotos e livros. O molhe foi reconstruído dentro de quatro meses a partir dos desenhos originais. A areia foi trazida de Dunquerque para criar uma aparência mais realística com o meio ambiente. O óleo e alcatrão foram feitos especialmente e as próteses eram resistentes à água e ao fogo.

Seleção do elenco

Depois de ouvir os relatos dos que estiveram presentes na evacuação de quão jovens e inexperientes eram os soldados, Nolan decidiu escalar para o elenco atores jovens e desconhecidos; também foi exigiu que todo o conjunto fosse britânico, apesar de Barry Keoghan e Cillian Murphy serem irlandeses. John Papsidera e Toby Whale foram os diretores de elenco do filme. Em setembro de 2015, Tom Hardy, Kenneth Branagh e Mark Rylance estavam em negociações para juntarem-se como atores coadjuvantes. Fionn Whitehead foi escalado ao "papel principal" em março 2016, e Jack Lowden, Aneurin Barnard e Harry Styles foram adicionados à lista pouco depois. Murphy juntou-se no mês seguinte. James D'Arcy, Keoghan e Tom Glynn-Carney foram incluídos em maio. Michael Caine foi contratado para uma aparição, em que fala ao rádio com o comandante Fortis; sua escolha foi uma homenagem ao seu papel no filme Battle of Britain (1969). De acordo com D'Arcy e Nolan, as personagens Coronel Winnant e Comandante Bolton atuam como um coro grego para dar o contexto ao público.

Arte

"Foi um filme muito difícil [de se gravar], tudo era ao ar livre. Não tinha um estudio de som. Foi um filme difícil, mas todos os filmes de Chris[topher] Nolan são difíceis. Mas é muito importante para mim que seja cinematográfico, porque é por isso que eu sempre fui ao cinema. Eu quero ser surpreendido. Então, isso é realmente crítico. Isso é o que o cinema lhe dá, o que nenhuma outra coisa consegue. É um filme de Christopher Nolan!". — Nathan Crowley. O diretor de arte do filme foi Nathan Crowley, marcando sua sétima colaboração com Nolan. Crowley interessou-se pelo filme porque, de acordo com suas palavras, considera o cineasta muito inteligente e bom, e que este trabalha em uma escala na qual ele gosta de trabalhar. Também declarou que gosta de filmes em larga escala, sendo um grande fã de David Lean. Inicialmente, Crowley ficou receoso em aceitar fazer parte da produção, porque estava preocupado que ninguém fora do Reino Unido se importasse com o filme, já que é sobre uma história britânica, apesar de que ele sempre quis fazer parte de um filme de guerra. Quando estudou-o melhor, acho-o muito atraente e com uma abordagem interessante, aceitando a proposta de fazer parte da produção.

Filmagens

As filmagens começaram no dia 23 de maio de 2016 em Dunquerque, porque a equipe de produção queria evitar que coincidisse com o Dia da Bastilha e com a data da evacuação. A produção continuou por quatro semanas em Urk, nos Países Baixos,[A 1] uma semana em Swanage e Weymouth em Dorset, no Reino Unido, e por duas semanas no Centro de Interpretação Point Vicente e Farol em Rancho Palos Verdes, Califórnia. As gravações em Dunquerque ocorreram no local em que aconteceu a evacuação; já as cenas da rua foram filmadas em Malo-les-Bains, porque a maioria dos edifícios de Dunquerque foram destruídos na guerra. O tempo das tomadas na praia e no molhe foi determinado pelo padrão das marés. As greves geral francesas e os regulamentos relativos ao tempo de trabalho também afetaram o cronograma.

Fotografia

Hoyte van Hoytema, que colaborou anteriormente com Nolan em Interstellar (2014), foi escolhido como diretor de fotografia. O filme foi fotografado sob iluminação natural e grandemente registrado com película cinematográfica do formato IMAX de 65 mm, sendo a produção de Nolan que mais usou imagens desse formato — cerca de 75 por cento. A escassez de diálogo possibilitou que as câmeras IMAX, que são notoriamente barulhentas, fossem usadas como o formato principal, usando a 5-perf-70mm principalmente para as cenas de fala. As lentes Panavision e IMAX possibilitaram a filmagem à noite. Pela primeira vez em um longa-metragem câmeras IMAX foram usadas a mão, o que fez com que Steven Spielberg e Ron Howard afirmassem que foi a melhor maneira de filmar nos navios. A escolha desse formato foi pelo fato de ser, segundo van Hoytema, inegavelmente o melhor e o mais visceral, já que é o maior negativo e colhe a luz e a espalha sobre a maior quantidade de celuloide, o que lhe dá uma maior resolução e renderização de cores, apesar de essas câmeras serem muito desajeitadas. O desafio da produção foi superar todos esses processos práticos, com ela questionando: "Como podemos tornar esta câmera mais móvel? Como podemos colocá-lo no ombro? Como podemos fazer recargas rápidas? Como podemos mergulhá-lo debaixo d'água? Como podemos colocá-la na asa de um avião?", e para isso, usou-se muito de engenharia. Ela criou e projetou lentes para as câmeras as quais eram mais sensíveis à luz e tinham foco mais próximo.

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Temas e análises

Embora se preocupe com o relato cinematográfico de um evento histórico, Dunkirk dificilmente é taxado um filme de guerra: ele caminha mais no estilo de um filme de sobrevivência, ou, como disse Nolan, de um "filme de suspense". Existem sequências de batalha, mas são "apenas" montagens para mostrar as circunstâncias contra as quais os soldados tiveram que sobreviver. Por essa razão, não existe um único herói ou a personagem principal, nem todos as personagens têm seus nomes citados e nenhuma tem seus antecedentes contados, além de que os diálogos são mínimos, fugindo do grande drama que geralmente envolve filmes desse gênero, mas não excluindo os momentos emocionais. Outros pontos a se notar são: a falta de simbolização de uma personagem antagonista, a não exibição dos soldados alemães, o desconhecimento sobre os procedimentos a serem tomados pela Alemanha e a não exposição das discussões estratégicas ou reuniões do país. Isso dá a sensação de um inimigo onipresente e causa incerteza, deixando o espectador e as próprias personagem sem saberem quando e como os alemães atacarão.

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Lançamento

Divulgação

O trailer de anúncio estreou nos cinemas antes do lançamento do filme Suicide Squad e foi lançado online em 4 de agosto de 2016. De acordo com a análise de dados do ListenFirst Media, o trailer foi o que gerou mais engajamento no Twitter entre todos os outros que foram lançados na semana. O primeiro trailer do longa, com duração de pouco mais de 2 minutos, foi lançado em 14 de dezembro, ao lado de um prólogo exclusivo de cinema de cinco minutos mostrado antes das exibições de Rogue One: A Star Wars Story em 150 cinemas em IMAX ao redor do mundo. Ele foi divulgado depois que a produção do filme fez uma transmissão ao vivo no dia anterior no Facebook, a qual durou mais de 24 horas, sendo considerada a mais longa já feita na história da rede social. Nela, a equipe ofereceu imagens do East Pier e da praia de Malo-les-Bains, apesar de essas filmagens terem sido feitas por uma outra equipe da Warner Bros., as quais vinham acompanhadas de músicas e faixas crescentes, que faziam alusão ao "tique-taque" de uma contagem regressiva, frequência cardíaca e sirenes de um Junkers Ju 87, e um texto declarando: "Em 2017, a esperança é uma arma, a sobrevivência é uma vitória." De acordo com a empresa de análise da internet ComScore, Dunkirk foi o filme mais discutido naquela semana. O prólogo foi novamente exibido por uma semana em salas selecionadas, incluindo no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, e no Barra Shopping, no Rio de Janeiro, antes do lançamento em IMAX de Kong: Skull Island. A gravação em vídeo foi aclamada no CinemaCon 2017, no qual recebeu durante sua apresentação uma retumbante ovação de pé, a maior da história do evento. A Warner Bros. exibiu um comercial de televisão do filme para coincidir com os Playoffs da NBA de 2017.

Distribuição

Dunkirk teve sua estreia mundial em 13 de julho de 2017 no Odeon Leicester Square, em Londres, contando com a presença de alguns veteranos da Segunda Guerra Mundial, do Príncipe Harry, do diretor e dos atores Tom Hardy, Cillian Murphy, Mark Rylance, Kenneth Branagh, Fionn Whitehead, Aneurin Barnard e Harry Styles, que recebeu elogios do príncipe. Em 16 de julho, apresentou-se no Galway Film Fleadh, no Teatro Town Hall, em Galway, Irlanda. Sua próxima exibição num festival foi no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no qual recebeu uma exibição especial no formato 70 mm IMAX, o primeiro filme de Nolan para aparecer no festival desde Following, dezenove anos atrás. O diretor e chefe executivo de ofício do festival, Piers Handling, escolheu a obra para apresentar nesse formato porque a achou original, afirmou: "Dunkirk é bastante marcante. Ele estabelece um novo padrão para a visão da guerra. Sua forma e estrutura são imersivas e experienciais e sua atenção aos detalhes exemplares. Esta é uma história para diferentes épocas - uma [história] de resiliência contra todas as probabilidades, pessoas comuns sobrevivendo em meio ao caos. Christopher Nolan captura este momento seminal na história com o olho de um artista." Durante a apresentação do longa no festival, o crítico de cinema Jordan Hoffman, da Vanity Fair, chamou-o de "uma conquista técnica inovadora e um dos maiores sucessos do ano", e afirmou que ele "provavelmente não será esquecido por ninguém." Dunkirk representou o maior lançamento no formato 70mm nos últimos 25 anos.

Classificação indicativa

Nos Estados Unidos, o filme recebeu da Motion Picture Association of America (MPAA) a classificação PG-13 (Não recomendado para menores de 13 anos) por conter "intensas experiências de guerra e algumas linguagens impróprias". A classificação favorável ao público adolescente provocou receios de que o filme pudesse representar uma idealização romantizada da guerra ao invés de um relato realista de eventos reais. O diretor declarou-se confortável com a avaliação e comentou que muitos filmes, em diferentes épocas, já retrataram a brutalidade da guerra. "Meu filme é intenso, mas ele não lida necessariamente com os aspectos sangrentos de uma batalha. [...] Ele não é de guerra. É uma história de sobrevivência e, antes de tudo, é um filme de suspense". O portal Common Sense Media discordou da classificação concedida pela MPAA à obra, recomendando-a apenas para maiores de quatorze anos, justificando: "Uma história intensa e desafiadora que mostra os horrores da guerra." Pais usuários do site mantiveram a idade prevista por ele; por outro lado, as crianças recomendaram-na para maiores de doze anos. Na Alemanha, a Autorregulação Voluntária da Indústria Cinematográfica ou Autocontrole Voluntário da Indústria Cinematográfica Alemã recomendou o filme para maiores de doze anos. A justificativa do portal foi a seguinte: "Num suspense constantemente dominado pela dramaturgia e pela música, o filme concentra-se na experiência da maioria dos jovens soldados entre o desespero e a vontade de sobreviver, abordando também os aspectos éticos da guerra. Apesar do abandono generalizado de imagens sangrentas, a atmosfera ameaçadora e as representações individuais de mortes podem assustar crianças de idade escolar primária. A partir dos 12 anos, esses elementos podem ser discernidos pelo contexto e, pelo menos devido ao aspecto único de filmes, as crianças podem suficientemente diferenciar os eventos. Mesmo que o fim seja relativamente pacifico, 12 anos é a faixa etária ideal."

Formato doméstico

Dunkirk foi lançado nos formatos 4K Ultra HD, DVD e Blu-ray em 19 de dezembro de 2017, enquanto a cópia digital em HD fora disponibilizada no dia 12 do mesmo mês para o Amazon Video e iTunes. Sobre o lançamento no primeiro formato, o diretor comentou: "Estou animado para lançar Dunkirk em 4K UHD com HDR. O filme foi rodado inteiramente na mais alta definição IMAX, 65mm e este novo formato fantástico, com resolução ampliada e reprodução de cores superior, capazes de maximizar o impacto de Dunkirk em casa." A caixa coletânea em 4K Ultra HD, em Blu-ray e em DVD contém características especiais não incluídas em alguns formatos, como: Criação, Terra, Mar e Conclusão. Nos Estados Unidos, na semana de lançamento em DVD, vendeu 281,360 unidades, alcançando a segunda classificação e arrecadando 4 771 866 de dólares. Já em Blu-rays, começou a primeira semana no topo de vendas, vendendo 477,516 unidades e lucrando 11 899 699 de dólares. Na semana seguinte, continuou dominando as paradas, apesar de ter um declive de 72 por cento, com 132,449 produtos vendidos e com uma arrecadação de 3 291 358. Na classificação dos Blu-rays mais vendidos do ano no país, Dunkirk posicionou-se na 29.ª colocação, com apenas duas semanas em vendas. Ao total, vendeu 609,965 unidades e lucrou 15 191 057 de dólares.

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Recepção

Bilheteria

Antes de seu lançamento nos cinemas, várias fontes especularam sobre quanto o filme arrecadaria em sua semana de estreia e, posteriormente, em sua bilheteria total, e todas essas pesquisas apontaram para resultados positivos. A revista Variety pressupôs um ganho entre 30 e 40 milhões de dólares no fim de semana de abertura, a Deadline.com opinou por 35 milhões, enquanto a Boxoffice presumiu uma arrecadação na estreia de 55 milhões e um total de 220 milhões na bilheteria norte-americana, já o site IndieWire especulou um lucro de 50 milhões no fim de semana de abertura e um total de 500 milhões de dólares no mundo todo. Dunkirk foi um sucesso nos Estados Unidos, e ficou na primeira posição dos filmes mais assistidos no dia de sua estreia, em 21 de julho, em que recebeu um total de 19 736 259 de dólares arrecadados em 3 720 cinemas — incluindo 5,5 milhões de sua pré-estreia no dia anterior —, com uma média de 5 305 dólares por sala. No dia seguinte, continuou na mesma classificação, e arrecadou 17 543 645 de dólares. Em seu terceiro dia, o qual foi o fim de semana de abertura, o filme superou as expectativas e arrecadou 50,5 milhões de dólares, tornando-se a terceira maior arrecadação da história para um fim de semana de abertura de um filme sobre a Segunda Guerra Mundial (atrás apenas de Captain America: The First Avenger, que arrecadou 62,1 milhões, e Pearl Harbor, com 59,1 milhões), assim como a quarta estreia mais bem sucedida da carreira de Nolan. Após sete dias nos cinemas, o qual foi o fim da segunda semana de abertura, permaneceu no topo e arrecadou 26,6 milhões. Na segunda semana, o filme começou a ser mais procurado pelo público americano, e abriu no segundo lugar, com 7 898 257 de dólares — 52.1 por cento a mais em relação ao dia anterior. No segundo dia dessa semana — o nono após seu lançamento — apresentou uma alta e recuperou o primeiro lugar, angariando 11 182 034 dólares em 3 748 cinemas; o mesmo aconteceu no terceiro dia, apesar de ter declinado 33 por cento, com 7 530 839 de lucro. Dunkirk permaneceu na primeira posição pelo resto da semana, apesar de sua bilheteria ter apresentado oscilações. Em seu terceiro fim de semana, ele expandiu-se para 4 014 cinemas e arrecadou 1 801 222 de dólares, fechando em primeiro lugar novamente. No dia 11 de agosto, o primeiro da quarta semana, o filme apresentou um crescimento de 73 por cento em relação ao dia anterior e sua arrecadação foi 3 120 296 de dólares, subindo para 4 849 708 no dia seguinte, e encerrou o final de semana na segunda classificação, com um total de 16 500 528 de dólares recebidos. Assim como na anterior, iniciou a quinta semana com um saldo positivo, na qual obteve 2 048 415 e 69.8 por cento de crescimento comparado ao fim de semana que se passou. Repetiu o aumento no dia seguinte e oscilou pelo resto da semana, fechando-a em quarto lugar entre os mais assistidos. Até então, a bilheteria total somava 168 529 030 de dólares. A obra começou a sexta semana em superávite, em que posicionou-se na sexta posição entre os mais vistos, e encerrou-a na quinta posição. Nas semanas seguintes, o filme iniciou-as sempre com saldo positivo. Dunkirk encerrou sua exibição em território americano em 23 de novembro de 2017, em 28 cinemas, com uma arrecadação total de 188 045 546 de dólares.

Resposta da crítica

Após sua liberação, Dunkirk foi frequentemente considerado como um dos melhores filmes de 2017 pelos críticos cinematográficos e pela imprensa internacional; elogios vieram principalmente para seu elenco, roteiro, direção, música e fotografia. Alguns críticos chamaram-no de "o melhor filme de Nolan até à data" e um dos melhores filmes de guerra já feitos. No agregador de resenhas Rotten Tomatoes, o filme recebeu um "Certificado de Fresco" e marca uma pontuação de 92% com base em comentários de 469 críticos, e registra uma nota 8.6 de 10. De acordo com o site, o consenso crítico do filme diz: "Dunkirk serve um espetáculo emocionalmente satisfatório, entregue por um escritor-diretor com total domínio de sua arte e revivido por um elenco talentoso que honra a história baseada em um evento real." No Metacritic, que atribui uma média aritmética ponderada com base em 100 comentários de críticos mainstream, o filme recebeu uma pontuação média de 94 pontos com base em 53 comentários, indicando "aclamação universal". De acordo com MRQE, a obra tem uma classificação média de 85/100, com base em 127 avaliações. O público pesquisado pelo CinemaScore deu ao filme uma nota "A-" em uma escala de A+ (máxima) a F (mínima), e o PostTrak informou que os espectadores deram-lhe 88% de aprovação.

Prêmios e indicações

O êxito comercial e crítico de Dunkirk renderam-lhe diversas indicações a prêmios ao redor do mundo. Logo após sua liberação, apresentou-se como um dos favoráveis para receber indicações a prêmios prestigiados do cinema como ao Oscar, BAFTA, Globo de Ouro, National Board of Review e Screen Actors Guild, além do Grammy. Nos Critics' Choice Movie Awards de 2018, por exemplo, a obra recebeu oito indicações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Elenco, Melhor Trilha Sonora (Hans Zimmer), Melhor Fotografia (Hoyte van Hoytema), Melhor Produção de Arte (Nathan Crowley e Gary Fettis), Melhores Efeitos Visuais e venceu Melhor Edição (Lee Smith). Para o BAFTA, recebeu sete nomeações e uma vitória de Melhor Som (para Richard King, Gregg Landaker, Gary Rizzo e Mark Weingarten), sendo as indicações para Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição, Melhor Direção de Arte e Melhor Efeitos Visuais (Scott Fisher e Andrew Jackson). Ao Globo de Ouro, foi indicado a Melhor Filme Dramático, Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora. Para o Satellite Awards, além da vitória em Melhor Som (edição e mixagem), recebeu dez indicações, incluindo para Melhor Filme e Melhor Diretor. Foi nomeado a Melhor Elenco de Dublês em Filme nos Prêmios Screen Actors Guild 2018. Ao Oscar 2018, foi nomeado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som, vencendo as três últimas. Semanas antes da cerimonia, críticos apostavam que Dunkirk deveria ser grande vencedor da premiação, inclusive de Melhor Filme.

Reconhecimento

Dunkirk foi amplamente reconhecido como um dos melhores filmes do seu gênero, constando em várias publicações como tal; é o terceiro filme que mais entrou em publicações de "Os 10 melhores do ano" e encabeçou 40 das 378 listas em que apareceu. O American Film Institute, National Board of Review, New York Film Critics Online e SAPO elegeram-no um dos dez melhores do ano — sem ordem específica —, enquanto a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro, Associated Press, o Dublin Film Critics' Circle, Florida Film Critics Circle, Rolling Stone, Total Film e VEJA classificaram-no na primeira posição; já a The Atlantic, o The Arizona Republic, Collider, Austin Film Critics Association e o Vox posicionaram-no nas segunda, terceira, quarta, sexta, décima segunda classificação, respectivamente. Orlando Weekly e The Telegraph inseriram-no em sua publicação dos "Melhores Filmes de Guerra já feitos". No catálogo de mesmo título elaborado por Gem Seddon, do GamesRadar, a obra foi posicionada na 17.ª colocação. Ficou em quarto lugar na lista "100 Melhores Filmes de Guerra do Século XXI", do IndieWire,

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Precisão histórica

O filme foi elogiado por sua representação, de modo geral, realista da evacuação. Ele retrata com precisão alguns aviões da Força Aérea Real que combatem os da Luftwaffe sobre o mar, estando esse confronto limitado a uma hora por causa da capacidade de combustível dos aviões. Em 1940, destruidores e aviões de combate foram efetivamente retirados da batalha, já que a Marinha Real e a Força Aérea teriam sido as únicas defensoras contra a invasão. Também observou-se as representações precisas de como um pequeno barco tentou escapar de ataques aéreos e de como os soldados que retornavam à Inglaterra encontraram um grupo de civis que, em grande parte, estava desinformado ou não foi afetado pela guerra. Inicialmente, oficiais britânicos recusaram-se a evacuar os soldados franceses, embora Churchill insistiu, posteriormente, para que esses fossem evacuados juntamente com aqueles. O realismo do filme foi reconhecido pelos veteranos sobreviventes, embora Branagh afirmou que alguns achavam que "era mais exagerado que a realidade."

Fatos reais que inspiraram o desenvolvimento da trama

Vários soldados britânicos ajudaram na portação das macas e carregaram os feridos para que estes pudessem embarcar mais depressa para a Inglaterra; isso é representado no inicio do filme, no qual aparece Tommy e Gibson carregando os feridos. Joshua Levine, o consultor histórico de Nolan, cita o exemplo do cabo Charles Nash que conseguiu escapar. Como as personagens do filme, vários soldados refugiaram-se no cais de madeira e entre vigas, durante um ataque aéreo alemão na manhã de 29 de maio de 1940, como comprovado pela tripulação do Manxman, um barco a vapor que ajudou na evacuação das tropas. A tripulação do barco Moonstone foi inspirada em várias tripulações reais de pequenas embarcações, como o iate particular Sundowner. Este iate foi dirigido pelo seu dono, Charles Lightoller, um ex-oficial naval sobrevivente do naufrágio do RMS Titanic em 1912. Como o Sr. Dawson no filme, ele insistiu em realizar a travesia por conta própria, ao passo que o Almirantado Britânico o queria no comando para a Operação Dínamo. Ele embarcou com o filho mais velho, Peter, e o escoteiro marinho Gerald Ashcroft, de 18 anos. A cena dos soldados náufragos, queimados por petróleo que espalhou-se pelo mar, é inspirada no naufrágio do Eagle Crested, um barco destruído pela Força Aérea Alemã em frente à comuna francesa de Bray- Dunes.

Críticas à representação do exército francês e indiano

O Le Monde descreveu como "insulto grosseiro" e "indiferença desagradável" o pequeno espaço concedido ao exército francês no filme, e questionou: "Onde estão os 120 mil soldados franceses que também foram evacuados de Dunquerque? Onde estão os outros quarenta mil que se sacrificaram para defender a cidade contra um inimigo mais poderoso tanto em armas como em soldados?". Em uma coluna publicada no jornal, o tenente-coronel e historiador militar Jérôme de Lespinois acredita que Dunkirk reforça a falsa ideia de que os ingleses são melhores por conta própria. Le Figaro descreveu como "traição", e criticou Nolan por reduzir os franceses a "um grupo de figuras furtivas e ridículas, os quais representam os quarenta mil soldados que enfrentaram heroicamente o exército alemão em Dunquerque e em Lille, e avançaram contra às Forças de Defesa Alemã." Em resposta às críticas, o historiador e documentarista britânico Paul Reed afirmou que "esta história conta a experiência britânica em Dunquerque, enquanto agradece a resistência francesa que permitiu que o resgate fosse realizado."

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Fontes consultadas

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