A Rede Social
The Social Network é um filme estadunidense de 2010, do gênero drama biográfico, dirigido por David Fincher, com roteiro de Aaron Sorkin e Ben Mezrich, baseado no livro de não ficção The Accidental Billionaires, escrito pelo próprio Mezrich. O filme retrata a fundação da rede social Facebook que, entre parcerias e processos judiciais, levou o criador Mark Zuckerberg a ser, na época, o bilionário mais jovem do mundo. Nem Zuckerberg nem qualquer outro funcionário da empresa estiveram envolvidos na produção do longa, porém o brasileiro Eduardo Saverin, ex-diretor de finanças da instituição, foi um consultor para o livro que inspirou o drama.
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Em outubro de 2003, Mark Zuckerberg, um jovem acadêmico da Universidade de Harvard, indignou-se ao levar um fora da sua namorada, Erica Albright, após ela questionar o seu comportamento egocêntrico. Ao voltar para o alojamento estudantil, Zuckerberg escreve um post insultante sobre Albright em seu blog pessoal no LiveJournal. Após hackear e utilizar os servidores da universidade, Zuckerberg cria um site chamado Facemash, onde os visitantes do site votam e classificam a atratividade de estudantes do sexo feminino. O tráfego no site é tão grande que a rede de computadores de Harvard é desligada por sobrecarga. Zuckerberg é punido pela reitoria com seis meses de suspensão acadêmica, mas a popularidade do Facemash atrai a atenção dos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, atletas e líderes de uma fraternidade na instituição, que juntos de seu parceiro de negócios Divya Narendra, convidam Zuckerberg para trabalhar no projeto Harvard Connection, um site de relacionamentos exclusivo para estudantes da instituição. Zuckerberg aborda seu amigo Eduardo Saverin, um brasileiro estudante de Economia, com uma ideia chamada The Facebook, uma rede social para universitários da Ivy League; Saverin aceita depositar 1.000 dólares em financiamento inicial para o projeto, permitindo que Zuckerberg construa o site, que rapidamente torna-se popular.
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Escolha do elenco
O elenco começou a ser escolhido no início de agosto de 2009, e foram abertas audições em vários estados norte-americanos. Jesse Eisenberg foi o primeiro anunciado como parte do projeto, em setembro do mesmo ano. Em uma entrevista para o Baltimore Sun, o ator comentou, "Mesmo que eu tenha feito parte de vários filmes maravilhosos, esse personagem Mark Zuckerberg parece ser o mais evidentemente insensível em tantos sentidos que deve ser o mais real para mim. Eu não costumo interpretar pessoas insensíveis, estão é bastante confortável: novo e excitante, como se nunca tivesse que se preocupar com o público. Não que eu me preocupe de qualquer maneira - essa deve ser a menor coisa na sua cabeça". Justin Timberlake e Andrew Garfield foram confirmados nos papéis de Sean Parker e Eduardo Saverin no mesmo mês. Em outubro de 2009, Brenda Song, Rooney Mara, Armie Hammer, Shelby Young e Josh Pence também foram escolhidos, assim como Max Minghella e Dakota Johnson, mais tarde.
Filmagens
As filmagens começaram em outubro de 2009, em Cambridge, Massachusetts. As cenas foram filmadas no campus de duas escolas, a Phillips Academy e a Milton Academy. Cenas adicionais foram filmadas na Wheelock College, que serviu de locação para o campus de Harvard. A cena de abertura do filme, com Zuckerberg e sua namorada, levou 99 tomadas para ser terminada. A cena das regatas foram filmadas em Newton e na Henley Royal Regatta. Apesar de uma grande parte do filme se passar no Vale do Silício, os produtores decidiram filmar essas cenas em Los Angeles e em Pasadena. Armie Hammer, que interpretou os gêmeos Winklevoss, atuou ao lado do dublê de corpo Josh Pence enquanto filmava suas cenas. Seu rosto foi digitalmente colocado sobre o rosto de Pence durante a pós produção, enquanto em outras cenas foi usado a técnica de divisão de tela.
Música
Em 1 de junho de 2010 foi anunciado que Trent Reznor e Atticus Ross, da banda de rock industrial Nine Inch Nails, iriam compor a trilha sonora do filme. A trilha sonora foi lançada em 28 de setembro desse ano em diversos formatos. Antes do lançamento da trilha, um extended play com cinco faixas foi disponibilizado de graça para download. A canção "Baby, You're a Rich Man", dos Beatles, aparece nos créditos finais do filme, o que é notável porque a banda raramente libera suas músicas para serem tocadas em filmes ou outras Mídias; ela não está presente na trilha sonora. Em 2011, Trent Reznor e Atticus Ross ganharam um Oscar e um Globo de Ouro de melhor trilha sonora original. E também em 2011 venceram o Óscar de melhor trilha sonora original.
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The Social Network foi aclamado pela crítica. No site Rotten Tomatoes o filme possui um índice de aprovação de 97%, baseado em 253 críticas. O consenso foi, "Com um roteiro impecável, bela direção e cheio de ótimas performances, The Social Network é um ambicioso exemplo do melhor do cinema moderno". No Metacritic o filme recebeu uma média de 95/100, com base em 42 críticas, sendo classificado como "aclamação universal". Peter Travers, da revista Rolling Stone, disse "The Social Network é o filme do ano. Porém Fincher e Sorkin triunfam ao levá-lo além. Laçando suas sagacidades mordazes com uma dolorosa tristeza, eles definem a ironia negra da última década". Apesar disso, não foi apoiado pelo Facebook e seu diretor-executivo e cofundador Mark Zuckerberg, que é mostrado como um anti-herói; apesar do roteiro ter sido mostrado para os sócios da empresa e algumas edições terem sido feitas, eles não o aprovaram.
Bilheteria
Debutou na primeira posição em seu primeiro final de semana nos cinemas dos Estados Unidos, arrecadando US$23 milhões. Permaneceu nessa posição no final de semana seguinte, com US$15,5 milhões, acumulando 46 milhões em seus primeiros quinze dias.
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Em janeiro de 2019, Sorkin revelou que Rudin havia sugerido o desenvolvimento de um roteiro para uma sequência, observando: "Muitas coisas muito interessantes e dramáticas aconteceram desde o fim do filme." Sorkin também mencionou que havia material suficiente para criar uma sequência. Em 18 de julho de 2019, Eisenberg expressou seu interesse em estrelar a sequência proposta, afirmando que "Sorkin é um gênio, e se ele decidir escrever sobre algo, eu obviamente estarei interessado". Em outubro de 2020, uma década após o lançamento do filme, Sorkin anunciou que só escreveria o roteiro da sequência se Fincher retornasse como diretor. Em 2023, Fincher disse ao The Guardian que ele e Sorkin discutiram uma sequência, mas disse "isso é uma caixa de pandora". Em 26 de abril de 2024, Sorkin disse que estava trabalhando no roteiro de um novo filme sobre o Facebook, ligado ao ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro.


