António Sardinha
António Maria de Sousa Sardinha foi um político, historiador e poeta português. Destacou-se como ensaísta, polemista e doutrinador, produzindo uma obra que se afirmou como a principal referência doutrinária do Integralismo Lusitano. A sua defesa da instauração de uma monarquia tradicional — orgânica, antiparlamentar ou anticonstitucional e antiliberal — serviu de inspiração a uma influente corrente do pensamento político português da primeira metade do século XX. Apesar de ter falecido prematuramente, conseguiu afirmar-se como referência incontornável dos monárquicos que recusaram condescender com o salazarismo.
Era filho do funcionário das Finanças José Maria da Silva Sardinha, natural da freguesia e concelho de Arronches, e de Maria do Rosário Sousa, também natural da freguesia e concelho de Monforte. Foi seu padrinho de batismo o então administrador do concelho de Monforte, José Alfredo Menici Sardinha. António Sardinha foi um adversário da Monarquia da Carta (1834-1910) chegando, no tempo de estudante na Universidade de Coimbra, a defender a implantação de uma república em Portugal. Depois de 5 de Outubro de 1910, durante a Primeira República ficou profundamente desiludido com ela e acabou por se converter ao ideário realista da monarquia orgânica, tradicionalista, antiparlamentar do "Integralismo Lusitano", de que foi um dos mais destacados defensores. Em 1911 já estava formado em Direito pela respectiva universidade e no final do ano de 1912, escrevia a comunicar a sua «conversão à Monarquia e ao Catolicismo — "as únicas limitações que o homem, sem perda de dignidade e orgulho, pode ainda aceitar". E abençoava "esta República trágico-cómica que (o vacinara) a tempo pela lição da experiência…".
Homenagem
Em 1927 a Câmara Municipal de Elvas promoveu em honra da memória de António Sardinha a instalação de uma lápide incrustada no Aqueduto da Amoreira, desenhada pelo arquitecto Raúl Lino com a inscrição: A António Sardinha, bom Português, pelo muito que amou e serviu Elvas. A biblioteca e o arquivo de António Sardinha foram doados pela sua viúva à Biblioteca Universitária João Paulo II, da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.
Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse
Auxiliado por Eugénio de Castro, publicou os primeiros poemas quando tinha apenas 15 anos.


