Alfredo de Freitas Branco
Alfredo António Maria de Castro Leal Teles de Meneses de Vasconcelos de Bettencourt de Freitas Branco, ̃1.º visconde de Porto da Cruz, foi um intelectual e político madeirense, monárquico e apologista dos nacionalismos exacerbados fascistas, que se distinguiu no campo da etnografia e como historiador de música, em especial do folclore do Arquipélago da Madeira.
Na sua cidade natal frequentou os estudos primários na Escola do Hospício D. Maria Amélia (Hospício da Princesa Dona Maria Amélia) e no Colégio de D. Laura Estela. Em 1901 foi enviado para Lisboa, para frequentar os estudos secundários como aluno interno no Colégio de Campolide, uma instituição jesuíta. Contudo, problemas de saúde obrigam ao seu regresso à Madeira vindo a terminar o curso no Liceu Nacional do Funchal. Terminado o ensino liceal, voltou para Lisboa, onde se matriculou no curso Curso Superior das Alfândegas, posteriormente designado Curso de Ciências Económicas e Financeiras, que concluiu. No entretanto, após a implantação da República Portuguesa a 5 de outubro de 1910, as suas convicções monárquicas levaram-no a participar na luta contra os republicanos na procura do restabelecimento da monarquia. Exilou-se em Espanha, tendo participado a partir da Galiza nas malogradas incursões monárquicas de 1911-1912, comandadas por Henrique de Paiva Couceiro. Foi ajudante do tenente Ornelas e Vasconcelos e entrou em Chaves sob o comando do capitão Sousa Dias. Após o combate nessa localidade, travado a 8 de Julho de 1912, fugiu exilado para França. Aí conviveu com os apoiantes da Action Française (AF) de Charles Maurras, o grupo nacionalista que inspirou a criação do Integralismo Lusitano, movimento a que aderiu.
Deixou uma vasta obra, da qual fazem parte textos de diferentes géneros literários, que abordam variadas temáticas, entre as quais se destacam os romances, as novelas, os contos, o teatro, as biografias, as memórias, a política, a etnografia e ainda vários estudos ou textos sobre a natureza, a economia, o folclore e o turismo madeirenses. Entre outras, o Visconde do Porto da Cruz é autor das seguintes obras:
Foi o 1.º visconde do Porto da Cruz, título autorizado por D. Manuel II de Portugal, no exílio, em abril de 1921, e reconhecido pelo Conselho da Nobreza em 1949. Nasceu na cidade do Funchal, na ilha da Madeira, filho de Luís Vicente de Freitas Branco e de Ana Augusta de Castro Leal Freitas Branco. Seu padrinho foi D. Miguel Vaz de Almada (1858-1916), 15.º representante do título de conde de Avranches de França, que o terá impulsionado para o afilhado escrever o seu primeiro artigo. Que era casado com Leocádia Silvana de Sant’Ana e Vasconcelos, pertencente a uma ilustre família madeirense, filha de João de Sant’Ana e de Vasconcelos Moniz de Bettencourt referido no segundo volume da «História Literária», acima citada. Luís Vicente Freitas Branco, o pai do Visconde do Porto da Cruz, era filho do conselheiro Silvano de Freitas Branco (1828-1918) e irmão de João de Freitas Branco (1855-1910), um dramaturgo com obra publicada, e do advogado Fidélio de Freitas Branco (1861-1918), pai dos compositores Luís de Freitas Branco e Pedro de Freitas Branco.


