Alberto Monsaraz
Alberto de Monsaraz, o 2.º conde de Monsaraz, foi um político e poeta cultor do parnasianismo histórico. Militante monárquico, opôs-se activamente ao regime republicano, o que o forçou repetidamente ao exílio. Aderiu ao movimento do Integralismo Lusitano tendo dirigido os seus órgãos de imprensa, nomeadamente A Monarquia e Nação Portuguesa, tornando-se numa das suas figuras centrais. Após a instauração do regime do Estado Novo, assumiu as funções de secretário-geral do Movimento Nacional-Sindicalista, liderado por Francisco Rolão Preto, acabando por ser novamente forçado ao exílio quando o movimento foi proscrito pelo regime salazarista.
Nasceu em Lisboa, filho de António de Macedo Papança, um advogado, poeta e político monárquico que em 1890 seria elevado a 1.º conde de Monsaraz por decreto do rei D. Carlos I de Portugal. Em 1906 matriculou-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra, curso que apenas viria a concluir em 1915, com 18 valores, devido à sua militância pró-monárquica o ter entretanto forçado um período de exílio. Enquanto estudante em Coimbra foi activo colaborador do jornal Pátria Nova, um periódico ligado à direita monárquica. Tem ainda colaboração nas revistas Serões (1901-1911), A Sátira (1911), Contemporânea -1926, e na Revista de turismo iniciada em 1916. Quando a 4 de Outubro de 1911 se deu a incursão monárquica comandada por Henrique Mitchell de Paiva Couceiro, cujas forças entram em Portugal por Cova de Lua, Espinhosela e Vinhais, vila onde foi hasteada na varanda da Câmara Municipal a bandeira azul e branca da Monarquia Constitucional Portuguesa, e convergiram sobre Chaves, Alberto Monsaraz foi um dos estudantes de Coimbra que aderiram ao movimento e se tentaram juntar às forças revoltosas. Em consequência, quando três dias mais tarde a incursão monárquica foi derrotada pelas forças republicanas e as tropas de Paiva Couceiro foram forçadas a retirar para a Galiza, foi forçado a interromper os estudos e a refugiar-se no exílio, fixando-se em Paris.
Foi filho de António de Macedo Papança, 1.º conde de Monsaraz, e de sua esposa Amélia Augusta Fernandes Coelho Simões. Casou com Maria Luísa de Azevedo Coelho Bacelar Corsino Caldeira, tendo o casal dois filhos, Flávia de Monsaraz e António Duarte Nuno de Azevedo de Monsaraz.


