Alberto Pinheiro Torres
Alberto Pinheiro Torres foi um advogado, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, jornalista, escritor e político ligado aos meios conservadores do Integralismo Lusitano, membro fundador do Centro Católico Português (1917), no qual ocupou várias funções directivas. Foi deputado à Assembleia Nacional do Estado Novo e grão-mestre da Ordem do Santo Sepulcro.
Nasceu em Braga, onde realizou os estudos secundários. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra no ano de 1900. Iniciou a sua actividade profissional como advogado na cidade do Porto. Ingressou pouco depois na magistratura, sendo nomeado subdelegado do Procurador Régio junto do tribunal de Cabeceiras de Basto. Manteve actividade político na direita monárquica, tendo sido administrador do Concelho de Caminha e deputado às Cortes, eleito nas listas do Partido Nacionalista (1908–1910). Foi director da Casa de Correcção e Detenção do Distrito do Porto. Assumidamente monárquico e católico fervoroso, a sua carreira de magistrado foi interrompida em 1911 por se ter recusado obedecer ao governo que resultou da implantação da República Portuguesa, sendo em consequência exonerado das suas funções públicas. Passou então a dedicar-se em exclusivo à advocacia, com escritório na cidade do Porto.
Como escritor foi autor do romance Uma Tragédia no Campo (1898), da peça Maria Telles (em coautoria com Afonso Lopes Vieira) e o livro de poesia em prosa Alva.


