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Família Caiado

Caiado é uma família luso-brasileira, centrada em Goiás, notabilizando-se por sua participação na política estadual e nacional, presente no país desde o Século XVIII. Há registros da presença desse grupo familiar em Goiás desde 1772, no qual o nome de Manoel Caiado de Souza, natural de Caria, Bispado de Lamego, Portugal, filho de Manoel Dias e Maria Caiado se encontra redigido no assentamento paroquial de Vila Boa de Goiás, no dia 20 de agosto.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Influência na política, agronegócio, economia e judiciário

Ancestralidade e presença na política

O ingresso na política da família veio por meio de Antônio José Caiado, abolicionista e membro do Partido Liberal durante o Brasil Império, que presidiu a Província de Goiás entre 1883 e 1884, e após a Proclamação da República do Brasil, permaneceu no jogo político, sendo eleito para a presidência estadual em 1892 até 1893, retornando ao cargo em 1895, seguindo para o Senado Federal do Brasil, onde permaneceu na câmara alta brasileira até sua morte em 8 de agosto de 1899. Além disso, foi membro ativo do Partido Republicano de Goiás e sendo um dos seus cofundadores. Seus descendentes incluem uma série de políticos influentes no estado, como o filho Torquato Ramos Caiado, senador estadual por Goiás entre 1905 e 1908, que teve filhos que exerceram ainda mais influência, englobando: Brasil Ramos Caiado, presidente de Goiás de 1925 a 1929; Leão Di Ramos Caiado, senador estadual de 1925 a 1928 e novamente de 1929 a 1930; e Arnulfo Ramos Caiado, deputado estadual de 1912 a 1924 e Antônio Ramos Caiado, o mais influente da família a partir da Revolução de 1909, articulada pelo grupo político da família Caiado.

Participação no judiciário e em atividades econômicas

Há ainda notoriedade para a primeira e a segunda esposa de Emival, Maria Curado Caiado e Maria Paulina Boss Caiado, respectivamente, que dentre seus filhos, há mais membros que destacaram-se não só na política, como no agronegócio, nas atividades econômicas e no poder judiciário. Do primeiro casamento, há Sérgio Ramos Caiado, ex-deputado federal por Goiás e Emival Ramos Caiado Filho, empresário e CEO do Grupo Rialma S.A.; já do segundo há Breno Boss Cachapuz Caiado, jurista e desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, em conjunto com seu irmão, Murilo Boss Caiado, também advogado. Os dois Boss Caiados (que são descendentes apenas de Emival e Maria Boss, ao contrário de Emival Filho e Sérgio que são filhos de Maria Curado Caiado e Emival) estão correlacionados ao caso da desocupação do povoado de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto. Tal despejo, advém de uma reivindicação das terras ocupadas por cerca de quatrocentas famílias por três herdeiros, que seriam descendentes do proprietário da fazenda homônima do povoado, que engloba todas as terras da região do território, Francisco Apolinário Viana. Desses declarados três herdeiros, está a falecida Maria Paulina Boss Caiado, que na condição de suposta herdeira, deu entrada na justiça para continuidade do processo iniciado em 1945 por Apolinário, nas reivindicações da terra, após 40 anos de existência do caso processual, ou seja, em 1985. A família Boss Caiado uniu-se para habilitar no processo após 4 décadas, portando apenas documentos particulares sem domínios o que é vedado pelo artigo 967 do Código de Processo Civil:

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Membros notáveis

Antônio José Caiado

Antônio José Caiado, nascido em 1825, era natural de Vila Boa de Goiás, capital da Província de Goiás. Era neto do primeiro Caiado registrado no Brasil, Manoel Caiado de Souza, nascido em Caria, Belmonte. Sua família dedicou-se às atividades agropecuárias. Antônio José se tornou abolicionista e membro do Partido Liberal durante o Brasil Império, ao auxiliar na fundação da agremiação política. Em seguida, foi eleito para à vice-presidência da província, assumindo a chefia de Goiás de 25 de outubro de 1883 a 6 de fevereiro de fevereiro de 1884, e novamente entre 3 de setembro e 1.º de novembro de 1884. Para a defesa da abolição da escravidão, fundou conjuntamente ao irmão de Leopoldo de Bulhões, Felix Bulhões, o Centro Libertador de Goiás e o jornal O Libertador. Também foi Coronel da Guarda Nacional em Goiás.

Totó Caiado

Antônio Ramos Caiado, mais conhecido como Totó Caiado, havia montado uma linha de influência enquanto bacharel de direito na Faculdade de Direito de São Francisco do Largo, era membro do mesmo partido que seu pai e seu avó, o PRG. Florianista de início, formalizou um grupo em prol da continuidade do Governo Floriano Peixoto, também lutou durante a Revolta da Armada, em 1893, sendo promovido a primeiro-tenente do Exército Brasileiro. Concluiu o bacharelado em 1896, retornando ao seu estado natal. Em 1904, foi o secretário de Interior, Justiça e Segurança Pública do governo de José Xavier de Almeida; que assim como Almeida, estava se distanciando da figura e grupo de José Leopoldo de Bulhões Jardim; auxiliando Xavier de Almeida a fundar o grupo regional do Partido Republicano Federal. Também nesse espaço de tempo, Bulhões sofreu derrota nas Eleições estaduais em Goiás em 1905, além de ter tido a solicitação de intervenção federal declinada, pelo relator do Congresso Nacional do Brasil, deputado Estevão Lobo Leite Pereira.

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Fontes consultadas

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