Toninho Baiano
Antônio Dias dos Santos, mais conhecido como Toninho ou Toninho Baiano, foi um futebolista brasileiro que atuou como lateral-direito.
Toninho foi um lateral direito de muito fôlego, que subia constantemente ao ataque com piques pela direita e não fugia de divididas. Começou sua carreira no São Cristóvão-BA, como ponta esquerda, mas depois assumiu a lateral-direita, em virtude de uma contusão do titular desta posição no time. Estreou profissionalmente em 1967, jogando pelo Galícia, mas, três anos depois, veio a grande chance, quando acertou sua ida para o Fluminense, que pagou cem mil cruzeiros por seu passe. Seu início no clube carioca não foi muito bom. Após um acidente de automóvel, que gerou muito interesse por parte da imprensa, ele foi sacado do time e, nas poucas vezes que entrava, não raro sentia dores ou cãibras. "Eu fui um deslumbrado que, no primeiro tombo, vacilou", lembraria, em 1973. Sob o comando do técnico Paulo Amaral, entretanto, tornou-se um jogador "polivalente", tendo jogado nas duas laterais e nas duas pontas. "O bom profissional joga onde o técnico manda", explicou o jogador, no início da experiência, em 1970. "Eu não estranho jogar na esquerda. Vou avançar do mesmo jeito e tentar o gol." Conquistou os títulos cariocas de 1971, 1973 e 1975, além do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970. Após a final de 1971, recebeu elogios de Carlos Alberto Torres, que deu declarações dizendo que via Toninho como seu substituto.


