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Abel Braga

Abel Carlos da Silva Braga é um ex-treinador, ex-futebolista brasileiro e dirigente esportivo que atuava como zagueiro. Atualmente, é diretor técnico do Internacional.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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Carreira como jogador

Imagem: José Cruz/ABr · BY · Openverse

Clubes

Abel Braga começou no Fluminense em 1968, sendo integrado ao elenco profissional em 1971, ano em que conquistou seu primeiro título do Campeonato Carioca, repetindo este feito em 1973 e 1975 pelo Flu. No total pelo Tricolor das Laranjeiras, o zagueiro atuou em 75 jogos e marcou três gols. Em 1973, foi emprestado ao Figueirense para disputar o Campeonato Brasileiro daquele ano, tendo atuado em 18 partidas pelo clube catarinense e marcado um gol. Em 1976, transferiu-se para o Vasco da Gama, onde se sagrou campeão da Taça Guanabara por 2 vezes e campeão carioca em 1977. Foi pelo clube de São Januário que Abelão, como também ficou conhecido, se firmou como titular, já que no Fluzão geralmente era reserva (voltando a ser titular da Seleção Brasileira, na época comandada pelo técnico Cláudio Coutinho) e atuando pelo Vasco foi convocado para a Copa do Mundo FIFA de 1978. O Vasco da Gama é o clube que Abel Braga mais atuou na carreira, com 204 jogos e 11 gols marcados.

Seleção Brasileira

Pela Seleção Brasileira atuou em cinco partidas, e pertenceu ao elenco que disputou a Copa do Mundo de 1978. Sua primeira partida foi no dia 11 de dezembro de 1971, na vitória por 1 a 0 contra o Peru, e sua última partida foi em 25 de maio de 1978, em um empate por 2 a 2 contra a Seleção Gaúcha.

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Carreira como treinador

Imagem: SOCCER DIGITAL · CC0 · Openverse

A sua carreira como treinador começou no mesmo clube onde ele encerrou a carreira de jogador, o Goytacaz. Formou-se em educação física e, no ano seguinte, foi para Portugal treinar o Rio Ave, regressando ao Brasil em 1987 onde treinou o Galícia para depois assumir o comando da equipe do Botafogo, onde já havia trabalhado como jogador. Foi curta a sua passagem pelo alvinegro carioca e, no mesmo ano, seguiu para Recife para treinar o Santa Cruz. Pelo tricolor do Arruda, Abel conquistou o Campeonato Pernambucano de 1987 em cima do rival Sport. Em 2014, acertou seu retorno ao Internacional, em sua 6ª passagem pelo clube. Conquistou o seu 2º título gaúcho ao vencer o rival Grêmio na decisão. Porém, viu o Colorado ser eliminado da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana para Ceará e Bahia, respectivamente. No dia 27 de agosto, atingiu a marca de 300 jogos à frente do Internacional. Em dezembro, apesar de levar o Colorado a Copa Libertadores depois de três anos, não teve o contrato renovado e deixou o clube. Abel saiu do Internacional como o segundo treinador da história com mais jogos a frente do clube, com 328 partidas.

O salvador em Portugal

Em 1988 assumiu o Internacional, deixando o cargo no ano seguinte, para voltar a Portugal para assumir o comando do Famalicão, que estava na 2ª divisão do Campeonato Português. No seu primeiro ano no clube, Abel conseguiu levá-lo de volta à Primeira Liga. Na temporada 1990–91 os resultados não foram bons, mas Abel conseguiu manter o clube na 1ª divisão, terminando a competição em 18º. Abel permaneceu no clube até metade da temporada 1991–92, quando voltou a treinar um clube que se encontrava na 2ª divisão, o Belenenses. Mais uma vez ele conseguiu levar um clube de volta à 1ª divisão e, com isso, foi mantido no cargo para a temporada 1992–93. Nessa temporada, Abel levou o clube do Restelo a 7ª posição do Campeonato Português, permanecendo no cargo para a temporada seguinte. Mas o treinador não permaneceu até o fim da temporada, trocando o Belenenses pelo Vitória de Setúbal, que terminou em 8º. Os resultados obtidos com os clubes que se encontravam na 2ª divisão deram a Abel notoriedade entre os clubes portugueses.

O retorno ao Brasil

Após cinco anos em Portugal, o treinador voltou ao Brasil em 1995, para assumir o Vasco da Gama, clube onde jogou por três anos. Mas sua carreira como treinador do clube carioca não durou tanto tempo e após apenas dois meses como treinador, foi demitido. Em seguida, novamente assumiu o comando do Internacional.

Os três paranaenses

Em 1997 assumiu o Atlético Paranaense e permaneceu no cargo por um ano. No ano seguinte treinou o Coritiba, ganhando o estadual depois de 10 anos, e o Paraná, por um período muito curto, mas suficiente para conseguir ser treinador dos três maiores clubes do Paraná e de forma seguida. A sua passagem pelo Paraná Clube foi curta pois, pouco tempo depois de assumir a equipe, ele recebeu uma proposta para retornar ao Vasco da Gama. O clube passava por um momento difícil após a derrota no Mundial de Clubes e Abel foi contratado. Depois de alguns meses no comando vascaíno, ele recebeu uma proposta de um clube francês, deixando o Vasco às vésperas da grande decisão do campeonato carioca. Essa passagem pelo Vasco, apesar de rápida, foi notória devido à goleada de 5 a 1 sobre o Flamengo, no domingo de Páscoa. Em julho de 2000, como já estava combinado desde a saída dele do Vasco, foi contratado pelo Olympique de Marseille.

As derrotas na Copa do Brasil

Valorizado no mercado de treinadores, assumiu o Flamengo em 2004, tendo como auxiliar-técnico o ex-jogador Andrade. O rubro-negro carioca tinha um projeto, comandado por outro ex-jogador, Júnior, que visava assegurar uma vaga para a Copa Libertadores da América do ano seguinte. Abel levou o clube ao título do Campeonato Carioca de 2004 e à final da Copa do Brasil do mesmo ano. Porém, na decisão contra o Santo André, após empatar o primeiro jogo em 2 a 2, foi derrotado no Maracanã por 2 a 0, perdendo, assim, a chance de conquistar o título e, consequentemente, a vaga para a Libertadores. Após o jogo, Abel declarou que esta tinha sido a maior derrota na sua carreira.

Campeão da Libertadores e do Mundial pelo Internacional

Em 2006 Abel voltou a Porto Alegre para assumir mais uma vez o comando do Internacional. Esta passagem tornou-se a mais vitoriosa de sua carreira. O começo não foi feliz e, no primeiro trimestre, acabou perdendo o título do Campeonato Gaúcho, após dois empates com o Grêmio, mas foi mantido pela diretoria para a disputa da Copa Libertadores, que já estava a decorrer. A confiança foi retribuída e Abel conduziu o Internacional ao seu primeiro título da competição continental, após uma final disputada com o então campeão do mundo São Paulo. O título garantiu a presença do Internacional no Mundial de Clubes da FIFA, em dezembro daquele ano. Abel não perdeu a oportunidade e conquistou o título mundial após derrotar o Barcelona na final, por 1 a 0, com gol de Adriano Gabiru. No Campeonato Brasileiro, Abel levou o Internacional à 2ª posição.

Campeão Carioca e Brasileiro de 2012 pelo Fluminense

Abel, logo após retornar do mundo árabe, iniciou sua trajetória no Fluminense enviando, inicialmente, seu auxiliar-técnico Leomir de Souza, ex-jogador do próprio clube das Laranjeiras e campeão brasileiro de 1984 com toda a equipe. Leomir, em sua primeira partida, ganhou do Cruzeiro por 2 a 1, com dois gols de Rafael Moura. Abel então estreou no jogo contra o Corinthians, sendo que ele perdeu o primeiro jogo dele em sua volta. A campanha do Fluminense foi boa e assim terminou na 3ª colocação do campeonato nacional. Logo no ano seguinte, seu time ganhou quase todos os campeonatos que disputou: Taça Guanabara, Torneio Luiz Penido, Campeonato Carioca e, por fim, Abel ganhou o único título que faltava em sua carreira: o Campeonato Brasileiro. Este título foi conquistado com 3 rodadas de antecipação, em um jogo em Presidente Prudente. O Fluminense chegou a fazer 2 a 0 diante do Palmeiras antes de ceder o empate que perduraria até os 43 minutos do segundo tempo. O placar final foi 3 a 2, com dois gols de Fred e um gol contra de Maurício Ramos.

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Carreira pós-aposentadoria

Imagem: soccerdigital · PDM · Openverse

Diretor técnico do Vasco da Gama

Após a sua aposentadoria como treinador, Abel assumiu um novo cargo no futebol, sendo anunciado como diretor técnico do Vasco da Gama no dia 6 de dezembro de 2022. Em 7 de dezembro de 2023, um dia após o fim do Campeonato Brasileiro, Abel Braga foi demitido juntamente com Paulo Bracks, quem o indicou para a função de diretor técnico. Ambos foram muito criticados devido a péssima temporada do clube, na qual foi eliminado na semifinal do campeonato estadual para o seu arquirrival Flamengo, sendo eliminado na segunda fase da Copa do Brasil para o ABC nos pênaltis, clube que ficou na última colocação na Série B, e passando boa parte do Campeonato Brasileiro na zona de rebaixamento, garantindo a permanência na elite apenas na última rodada. Abel achou uma injustiça a demissão do executivo Paulo Bracks, classificando-o como o melhor trabalho de um executivo na temporada. Ele segue negociando com o Internacional para uma nova função.

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Homenagens

Imagem: José Cruz/ABr · BY · Openverse

Uma estátua em homenagem ao treinador foi construída pelo Internacional, inaugurada em 16 de fevereiro de 2026, modelada pelo escultor Luiz Henrique Mayer. A estátua pesa cerca de 90 quilogramas.

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Controvérsias

Imagem: José Goulão from Lisbon, Portugal · BY-SA · Openverse

Ao longo da sua carreira, Abel Braga sempre foi visto como uma pessoa que não media as palavras, por vezes causando embaraços aos dirigentes e jogadores por suas declarações. No Botafogo, quando treinador, foi a público por diversas vezes reclamar da falta de reforços, o que acabou mais tarde resultando no seu pedido de demissão. O ano de 2006 foi, além de marcante pelos títulos, também marcante pelas suspensões. Em outubro foi suspenso por 30 dias por insultos ao árbitro Vágner Tardelli. No mesmo ano foi julgado mais duas vezes pelo STJD por ter comparecido ao vestiário do Internacional em dois jogos no período em que ainda cumpria a pena anterior, sendo uma vez absolvido e a outra punido com 90 dias de suspensão. Ainda em 2006, mas referente a um caso de 2001, quando treinava o Atlético-MG, foi dado início a um processo contra Abel em nome do árbitro Luiz Carlos Silva por danos morais.

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