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Dinastia nerva-antonina

A dinastia nerva-antonina foi uma dinastia de sete imperadores que governaram o Império Romano entre 96 d.C. e 192 d.C. Foram eles: Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco Aurélio, Lúcio Vero e Cômodo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/06/2026
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Sucessão por adoção

As primeiras cinco das seis sucessões ocorridas neste período foram notáveis por que o imperador reinante adotou o candidato de sua escolha para ser o seu sucessor. Sob a lei romana, uma adoção criava uma ligação legal tão forte quanto a de parentesco. Por conta disto, os imperadores do segundo ao sexto nesta dinastia são chamados de imperadores adotivos. Esta peculiaridade tem sido geralmente considerada como um repúdio consciente do princípio da herança dinástica e tem sido considerado como um dos fatores para a prosperidade do período. Porém, não era uma prática nova; imperadores romanos adotaram herdeiros no passado: o imperador Augusto adotou Tibério e Cláudio adotou Nero. Júlio César que se auto-nomeou ditador vitalício, considerado instrumental na transição da República para o Império, adotou Otaviano, que seria conhecido como Augusto, o primeiro imperador de Roma, mesmo tendo, possivelmente, um filho ilegítimo, Cesarião, com Cleópatra. Além disso, havia sempre uma ligação familiar, pois Trajano adotou seu sobrinho Adriano e este obrigou Antonino Pio a adotar seu primo Marco Aurélio. Finalmente, a nomeação por Marco Aurélio de seu filho Cômodo foi considerada infeliz e o início do declínio do Império.

Dinastia antonina

Os antoninos foram quatro imperadores romanos que governaram entre 138 e 192: Antonino Pio, Marco Aurélio, Lúcio Vero e Cômodo. Em 138, depois de um longo reinado dedicado à unificação cultural e à consolidação do império, Adriano nomeou Antonino Pio seu filho adotivo e herdeiro na condição de que ele adotasse Marco Aurélio e Lúcio Vero. Adriano morreu no mesmo ano e Antonino começou seu pacífico e benevolente reinado. Ele aderia estritamente às antigas tradições e instituições romanas, dividindo o poder com o senado romano. Marco Aurélio sucedeu-o quando ele morreu, em 161, e continuou seu legado como um administrador habilidoso e despretensioso e um líder. Lúcio Vero governou com ele até 169. Marco Aurélio morreu em 180 e foi sucedido pelo seu filho biológico Cômodo.

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Cinco bons imperadores

Os imperadores conhecidos geralmente como "os cinco bons imperadores" foram Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio e Marco Aurélio. O termo foi cunhado pelo filósofo político Maquiavel em 1503 Maquiavel argumentou que estes imperadores adotados conquistaram o respeito de todos à volta através do bom governo: O historiador do século XVIII Edward Gibbon em sua obra "A História do Declínio e Queda do Império Romano" era da opinião que o governo deles foi uma época em que "o Império Romano era governado pelo poder absoluto guiado pela sabedoria e pela virtude". Gibbon acreditava que estes ditadores benevolentes e suas políticas moderadas eram incomuns e contrastavam com seus sucessores, mais tirânicos e opressivos (Gibbon não tratou dos predecessores). Ele chegou ao ponto de afirmar que:

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Árvore genealógica

Exceto se explicitado de outra forma, as notas abaixo indicam que o parentesco de um indivíduo em particular é exatamente o que foi indicado na árvore genealógica acima.

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