Anglo-papismo
Anglo-papismo é o termo utilizado para descrever a corrente anglo-católica no Anglicanismo que reconhece o Papa como líder da Igreja.
O termo "Anglo-Papista" surgiu em meados do século XX a partir das obras teológicas de Spencer Jones, vigário de Morenton-in-March e do Frei anglicano-franciscano Lewis T. Wattson. Outros nomes importantes dentro do Anglo Papismo são Dom Gregory Dix and Hugh Ross Williamson.
Algumas comunidades Anglo-Papistas entre as quais os Benedictines of Dix's Nashdom Abbey usam o Missal Romano e o Breviário Tridentino e celebram a Missa em Latim. A maioria interpretram os rituais do Livro de Oração Comum sob uma tradição ritualista. Os Anglo-Papistas aceitam todos os Concílios Ecumêncios da Igreja Católica Romana, inclusive o Concílio Vaticano II.[carece de fontes?] O mesmo se dá em relação aos dogmas católicos tardios incluindo a Infalibilidade Papal, a Imaculada Conceição da Virgem Maria e sua Assunção corporal ao Céu.[carece de fontes?] Em relação ao Magistério da Igreja Católica Romana, os anglo-papistas rejeitam unicamente a Bula "Apostolicae Curae"(1896) do Papa Leão XIII que declara a nulidade de todas as ordens anglicanas. As Bulas Papais integram o Magistério Ordinário da Igreja, sujeito a erros e falhas.[carece de fontes?] Entretanto, os anglo papistas aceitam plenamente todo o Magistério Extraordinário da Igreja Romana, magistério este infalível, do qual fazem parte os Concílios Ecumênicos e declarações papais ex-cathedra.[carece de fontes?]
O Anglo-papalismo nasceu como uma facção do anglo-catolicismo inglês no final do século XIX. Também chamado de "ultra-catolicismo" na Inglaterra, era a versão ultramontanista dos anglicanos que visavam a reunificação com Roma, mas preferiam ficar dentro da Igreja da Inglaterra. O restabelecimento da hierarquia católica na Inglaterra após os atos de Emancipação dos Católicos na década de 1820, o anglo-papalismo perdeu suporte pois muitos anglo-papalistas simplesmente deixaram a Igreja da Inglaterra e pediram admissão na Igreja Católica Apostólica Romana. A delineação de um partido visível anglo-papalista no seio da igreja Anglicana ocorreu no final do século XIX sob o contexto da publicação da bula papal Apostolicae Curae. Em 1896 a publicação da bula Apostolicae Curae negando a validade das ordens anglicanas deixou os anglocatólicos em situação difícil. Por crerem que ordens validadas pela sucessão apostólica fossem necessária para a eficácia sacramental, os anglo-papalistas formularam apologias defendendo tanto a validade das ordens anglicanas quanto a lealdade ao papa. Sociedades como a Society of Ss. Peter and Paul serviram para propagar o anglo-papalismo e o movimento teve seu auge entre os anos 1920 e 1930. Depois da Segunda Guerra Mundial, o anglo-papalismo entrou em declínio e tornou-se marginal dentro do anglicanismo.


