Andreas Osiander, o Velho
Andreas Osiander foi um teólogo luterano alemão.
Nascido na cidade de Gunzenhausen, na Francônia, Osiander estudou na Universidade de Ingolstadt antes de ser ordenado padre em 1520. No mesmo ano começou a trabalhar em um convento augustiniano na cidade de Nuremberg como Professor de Hebraico. Em 1522, ele foi eleito para a Igreja de São Lourenço em Nuremberg, e, ao mesmo tempo, declarou-se publicamente como sendo Luterano. Durante a Primeira Dieta de Nuremberg (em 1522), ele conheceu Alberto da Prússia, Grão-Mestre dos Cavaleiros Teutônicos, e que desempenhou um importante papel em sua conversão ao Luteranismo. Ele também desempenhou um papel proeminente no debate que resultou na adoção da Reforma pela cidade de Nuremberg em 1525, e nesse mesmo ano Osiander se casou. Osiander participou do Colóquio de Marburgo (1529), da Dieta de Augsburgo (1530) e na assinatura dos artigos de Schmalkalden (1531). A Ínterim de Augsburgo em 1548 foi necessária para que ele deixasse Nuremberg, estabelecendo-se primeiro em Breslau, e mais tarde, em 1549, na cidade de Königsberg, como professor da recém-fundada Universidade de Königsberg, nomeado por Alberto da Prússia. Osiander viveu e trabalhou em Königsberg até a sua morte em 1552. Lucas (1534–1604), filho de Osiander, e seus netos Andreas (1562–1617) e Lukas (1571–1638) também atuaram como teólogos. Sua sobrinha se casou com o futuro Arcebispo de Canterbury, Thomas Cranmer.
Osiander publicou uma versão corrigida da Vulgata, com notas, em 1522 e uma Harmonia dos Evangelhos em 1537. Em 1533, a Brandenburg-Nuernbergishe Kirchenordnung do ano 1533 foi publicada, e Osiander foi colaborador tanto na coleta de material como na edição final. Esta ordem combinada de adoração e catecismo foi a primeira obra a incluir a seção de Entradas do Catecismo Menor de Lutero, do qual Osiander é autor presumido. Em 1543, Osiander supervisionou a publicação do livro De revolutionibus orbium coelestium (Sobre a Revolução das Esferas Celestes) escrita por Copérnico. Ele adicionou um prefácio sugerindo que o modelo descrito no livro não era necessariamente verdadeiro, ou mesmo provável, mas tinha a sua utilidade para fins computacionais. Esta certamente não era a opinião de Copérnico, que provavelmente não estava ciente desta informação que foi acrescentada. Como resultado, muitos leitores, ignorando que Osiander era o autor do prefácio, acharam que o próprio Copérnico não acreditava que a sua hipótese era realmente verdadeira. Já em 1584, Giordano Bruno denunciou esta interpretação das ideias copernicanas como devida a “uma certa Epístola preliminar anexada ao livro por algum burro ignorante e presunçoso”.


