Amate
Amate é um tipo de papel que era fabricado na Mesoamérica pré-colombiana. Era produzido cozendo a parte interna da casca de algumas espécies de árvores como Ficus cotinifolia e Ficus padifolia. O material fibroso resultante era moído com uma pedra dando origem a um papel um tanto delicado, de cor castanha clara com linhas corrugadas.
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Apesar de sua fabricação e uso serem comuns entre as culturas mesoamericanas, este material é geral e contemporaneamente designado com base na sua designação em língua náuatle amatl. A palavra espanhola amate deriva directamente do termo náuatle. Tanto em maia iucateco do século XVI como no maia iucateco actual, o termo equivalente é kopo. Na língua maia clássica, a principal língua das inscrições maias, o termo equivalente parece ter sido huun (ou hun), que tinha também os significados de "livro" e "casca".
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O papel amate tinha usos reiligiosos e seculares, e era pintado com pincel e enrolado ou dobrado para poder ser guardado. Foi usado como um material básico por várias culturas mesoamericanas na produção de livros dobrados em acordeão, incluindo os códices maias e os códices astecas.

