Alfredo Sirkis
Alfredo Hélio Syrkis mais conhecido como Alfredo Sirkis ou simplesmente Sirkis foi um jornalista, escritor, roteirista de TV e cinema, gestor ambiental e urbanístico e político brasileiro, tendo o Partido Socialista Brasileiro como sua última agremiação partidária.
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Movimento estudantil e resistência contra a ditadura
Descendente de judeus poloneses, iniciou as atividades políticas no movimento estudantil em 1967 no grêmio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tornou-se coordenador do Grêmio Livre do Aplicação e fez parte da diretoria da Associação Municipal de Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro. Participou ativamente das manifestações de 1968 contra a ditadura militar no Brasil, incluindo a famosa Passeata dos Cem Mil. Reagindo ao aumento da oposição civil, principalmente entre a classe média e intelectual, a ditadura militar no Brasil promulgou o Ato Institucional Número Cinco no final de 1968 e passou a reprimir as manifestações políticas de forma cada vez mais violenta, com cassações de políticos, aposentadoria compulsória de professores universitários e de juízes, prisões arbitrárias e tortura de presos políticos.
Exílio
Sirkis, em 1971, resolveu abandonar a Vanguarda Popular Revolucionária e seguir para o exílio, recebendo, para isso, a autorização e o apoio do seu líder Carlos Lamarca. Em 1973, tornou-se correspondente do jornal francês Libération e foi para o Chile enviar notícias sobre o governo do socialista Salvador Allende. Estava em Santiago quando ocorreu o golpe militar de 1973; para evitar a prisão, ou mesmo a morte, teve que fugir para Buenos Aires . Passou um ano em Buenos Aires como correspondente do jornal Libération. Em 1975, passou a morar em Lisboa, onde foi redator-chefe da edição portuguesa da revista Cadernos do Terceiro Mundo, editor internacional do jornal Página Um e colaborador do jornal francês Le Monde Diplomatique. Em 1977, lançou o livro A guerra da Argentina, um ensaio sobre a história argentina de 1945 a 1976.
Militância política
Ao voltar do exílio, dedicou-se à carreira de escritor. Lançou, em 1980, o livro de memórias Os carbonários, que se tornou um best-seller. e ganhou o Prêmio Jabuti de 1981. No ano seguinte, lançou mais um livro de memórias, desta vez abordando seus dois primeiros anos no exílio: Roleta chilena. Em 1983, lançou Corredor polonês, romance baseado na trajetória de seus pais poloneses. Em 1985, fez uma incursão no gênero da ficção científica com Silicone XXI, onde descreve uma Rio de Janeiro futurista. Abandonando a ideologia marxista de seus tempos de guerrilheiro, Sirkis não entrou para os tradicionais partidos de esquerda e tornou-se um dos expoentes da ideologia verde no Brasil. Em 1986, foi um dos fundadores do Partido Verde brasileiro, seu primeiro secretário-geral e presidente nacional entre 1991 e 1999.
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Morreu em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, no dia 10 de julho de 2020, aos 69 anos, em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido na rodovia do Arco Metropolitano, por volta das 14:20hrs; seu carro saiu da pista, colidiu em um poste e capotou; Sirkis faleceu no local. Sirkis estava a caminho de um sítio nos arredores de Sacra Família do Tinguá e Morro Azul, distritos do município de Paulo de Frontin, para visitar a mãe, Liliana, de 96 anos, em isolamento social por causa da pandemia Covid-19, ele era filho único, muito ligado a ela e costumava fazer o trajeto com frequência. Também iria rever o filho Guilherme, que terminara mestrado recentemente nos Estados Unidos e está com a avó.
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Em 2020, cerca de uma semana após seu falecimento, foi criado o projeto de Lei Nº 2872/2020, de autoria de deputados estaduais fluminenses com o intuito de dar ao Arco Metropolitano do Estado do Rio de Janeiro o nome de “Arco Metropolitano Alfredo Sirkis”. Todavia, tal iniciativa, esbarra no obstáculo de que a estrada popularmente conhecida como "Arco Metropolitano" já tem a denominação oficial de Rodovia Raphael de Almeida Magalhães, em homenagem ao político e advogado Almeida Magalhães. Na cidade do Rio de Janeiro, em memória de Alfredo Sirkis, foram criados em dezembro de 2020 o Bosque da Amizade e o Mirante Ana e Alfredo, no Parque Natural Penhasco Dois Irmãos, no bairro do Leblon. Sirkis, quando secretário municipal de Meio Ambiente, reflorestou a área; além de idealizar e inaugurar o parque onde foi feita a homenagem. Durante a cerimônia, as cinzas do ambientalista foram depositadas no parque pelos filhos Guilherme e Anna Sirkis e pela viúva, Ana Borelli, no berço onde foi plantada uma muda de jequitibá rosa. Oficialmente o parque tem a denominação de Parque Natural Municipal Dois Irmãos - Dois Cariocas - Sérgio Bernardes e Alfredo Sirkis.


