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Alexandre III da Rússia

Alexandre III, foi o penúltimo Imperador da Rússia, Rei da Polônia e Grão-Duque da Finlândia de 1881 até sua morte, tendo imperado no país durante um período de 13 anos, sendo o segundo filho do imperador Alexandre II com a esposa, a imperatriz Maria Alexandrovna. Alexandre era inflexivelmente conservador e reverteu várias das reformas liberais realizadas por seu pai.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Biografia

Alexandre nasceu em São Petersburgo, sendo o segundo filho do czar Alexandre II da Rússia e da sua esposa Maria Alexandrovna. Em personalidade tinha poucas semelhanças com o seu pai (de coração mole e liberal) e ainda menos com o seu tio-avô Alexandre I, conhecido por ser requintado, filosófico, sentimental e gracioso. Apesar de ser um apreciador entusiástico de ballet, ao czarevitch Alexandre Alexandrovitch faltavam o requinte e elegância necessários a membros da realeza. De fato, Alexandre orgulhava-se do fato de ser feito da mesma textura forte que caracterizava a maioria dos seus súditos. A sua honestidade cega, modos abruptos temperados por vezes de mau-humor, encaixavam-se perfeitamente na sua estatura gigantesca. Alexandre era também conhecido pela sua grande força física. A sua educação não foi dada no sentido de suavizar estas características. Talvez o testemunho do artista Aleksandr Benois descreva bem a personalidade de Alexandre III:

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Educação

Durante os primeiros vinte anos da sua vida, Alexandre tinha poucas perspectivas para suceder ao trono russo, uma vez que tinha um irmão mais velho (o czarevich Nicolau Alexandrovich) que parecia ter uma saúde e textura fortes. Mesmo quando o seu irmão mostrou os primeiros sinais de que a sua saúde se estava a deteriorar, a possibilidade de que o herdeiro poderia morrer nunca foi levada a sério. Nicolau ficou noivo da gentil princesa Dagmar da Dinamarca em 1864. Sob estas circunstâncias, os maiores esforços de educação foram dirigidos para Nicolau e Alexandre recebeu apenas a formação básica dada a um grão-duque da época, que não ia além de uma educação secundária com uma formação básica em línguas como o francês, o inglês e o alemão e muita prática militar.

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Herdeiro aparente

Alexandre tornou-se herdeiro aparente ao trono (czarevich) depois da morte súbita do seu irmão mais velho em 1865. Foi a partir dessa altura que começou a estudar os princípios das leis e administração sob a orientação de Constantino Pobedonostsev que era, na época, um professor de direito civil na Universidade de Moscovo e que, mais tarde (em 1880) se tornou Procurador Chefe do Concílio Sagrado. Pobedonostsev não fez com que o seu aluno se interessasse muito por estudos abstratos ou por dissertações intelectuais extensas, mas influenciou o tipo de reinado de Alexandre III, moldando a mentalidade do jovem para acreditar no zelo da Igreja Ortodoxa Russa, vista como um fator essencial do patriotismo russo. No seu leito de morte, o irmão mais velho de Alexandre, Nicolau, terá expressado o desejo de que a sua noiva, a princesa Dagmar da Dinamarca, se casasse com o irmão mais novo, o que aconteceu no dia 9 de novembro de 1866. Sendo uma união feliz, monogâmica, e forte até o fim. Pois ao contrário dos seus parentes este nunca teve amantes.

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Reinado

Política interna

No dia do assassinato de Alexandre II, tinha acabado de assinar um decreto que definia a criação de uma comissão consultiva com poderes para aconselhar o monarca. No entanto, quando subiu ao trono, Alexandre III, seguindo o conselho de Pobedonostsev, seu amigo pessoal, decidiu cancelar o decreto antes da sua publicação, deixando bem claro que o sistema de governo autocrático não seria limitado. Todas as reformas internas levadas a cabo por Alexandre III tiveram como objetivo reverter as políticas liberais que foram implementadas durante o reinado do seu pai. O novo imperador acreditava que, ao manter-se fiel à Igreja Ortodoxa, à autocracia e ao nacionalismo (uma ideologia que tinha sido introduzida pelo seu avô, o czar Nicolau I), iria salvar a Rússia da agitação revolucionária. O ideal político de Alexandre era uma nação composta por uma única nacionalidade, língua e religião, assim como uma única forma de administração. Tentou levar a cabo esta ideia instituindo o ensino obrigatório da língua russa por todo o império, incluindo a súditos alemães, polacos e de outras nacionalidades que viviam na Rússia (com a exceção dos finlandeses), padronizando a Igreja Ortodoxa Oriental, destruindo o que restava das instituições alemãs, polacas e suecas em algumas províncias, e enfraquecendo o judaísmo através da política de perseguição aos judeus; esta legitimada através das "Leis de Maio", proposta pelo conde/ministro Nikolay Pavlovich Ignatyev, publicadas em 1882, que ditava a expulsão dos judeus dos povoados shtetl (permitido apenas nas colônias agrícolas judaicas, 1791-1917) e também restringiu as profissões que estes podiam exercer no Império Russo.

Relações externas

Alexandre desprezava aquilo que via como influência externa desnecessária em geral e influência alemã em particular, por isso adotou princípios tipicamente nacionalistas e tinha como ideal uma Rússia homogénea em língua, administração e religião. Com tais ideais e inspirações, nunca conseguia concordar com o pai que, apesar de ser também patriota, tinha grandes simpatias com os alemães, utilizando frequentemente a língua alemã em conversas privadas, sendo várias vezes ridicularizado pelos seus exageros e excentricidades e por basear a sua política externa na melhoria das relações com o Reino da Prússia. Este antagonismo tornou-se público durante a Guerra Franco-Prussiana quando o czar Alexandre II da Rússia apoiou o governo prussiano enquanto o czarevich não escondeu as suas simpatias pelo governo francês. O antagonismo voltou a reaparecer numa moda intermitente durante os anos de 1875-1879 quando a "Questão do Oriente" causou grande entusiasmo entre a sociedade russa. No início, o czarevitch era mais eslavófilo do que o governo, mas a sua natureza pragmática protegeu-o de muitos exageros cometidos por outros e nenhuma das ilusões populares que o possam ter afetado ultrapassaram a sua própria observação da situação na Bulgária onde ele comandou uma parte do exército invasor.

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Vida familiar

Após o assassinato do seu pai, Alexandre III foi aconselhado a deixar o Palácio de Inverno, em São Petersburgo, uma vez que seria difícil manter a família em segurança nesse edifício. Assim, Alexandre mudou-se para o Palácio de Gatchina, localizado 30 km a sul de São Petersburgo, que se tornou a sua residência principal. A partir desse momento, as visitas de Alexandre a São Petersburgo começaram a ser raras e sempre acompanhadas de grandes medidas de segurança e, passou a preferir alojar-se no Palácio de Anichkov e não no Palácio de Inverno. Na década de 1860, Alexandre apaixonou-se profundamente por uma das damas-de-companhia da sua mãe, a princesa Maria Elimovna Meshcherskaya. Ao saber que o príncipe de Wittgenstein tinha pedido a sua amada em casamento na primavera de 1866, Alexandre disse aos seus pais que estava preparado para prescindir dos seus direitos de sucessão para se casar com a sua amada "Dusenka". A 19 de maio de 1866, o czar Alexandre II informou-o de que a Rússia tinha chegado a acordo com os pais da princesa Dagmar da Dinamarca para que os dois se casassem. Dagmar era sua prima em décimo grau e noiva do seu irmão mais velho, Nicolau, que tinha morrido no ano anterior.

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Doença e morte

Em 1894, Alexandre adoeceu com uma doença de rins terminal (Nefrite). No outono desse ano, a cunhada de Maria Feodorovna, a rainha Olga da Grécia, ofereceu a sua villa Mon Repos, na ilha de Corfu, na esperança que o clima ameno ajudasse a melhorar a saúde do czar. No entanto, quando chegaram à Crimeia, ficaram alojados no Palácio de Maly, em Livadia, uma vez que Alexandre estava demasiado fraco para continuar a viagem. Reconhecendo que não restava muito tempo de vida ao czar, vários parentes imperais viajaram até Livadia. Até um conhecido clérigo da época, João de Kronstadt, visitou o czar e deu-lhe a comunhão. A 21 de outubro, Alexandre recebeu a noiva de Nicolau, a princesa Alexandra Feodorovna, que tinha viajado de Darmstadt para receber a bênção do czar, Apesar de estar muito fraco, Alexandre insistiu em receber Alexandra vestido de uniforme, uma actividade que o deixou exausto. Pouco depois, a sua saúde começou a deteriorar rapidamente. O czar Alexandre III acabaria por morrer nos braços da sua esposa, no Palácio de Maly, na Livadia, na tarde de 11 de novembro de 1894, aos quarenta e nove anos de idade. Foi sucedido pelo seu filho mais velho, o czarevich Nicolau, que se tornou no czar Nicolau II da Rússia.

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