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Clã Doghmush

O Clã Doghmush é uma influente família palestina da Faixa de Gaza, notória por sua complexa relação e frequentes conflitos com o Hamas. Com raízes turcas e uma história de envolvimento em diversas atividades, desde o contrabando até a afiliação com grupos militantes, o clã tem desempenhado um papel significativo na dinâmica política e social da região. Seus líderes, como Mumtaz Doghmush e, mais recentemente, Nizar Doghmush, têm sido figuras centrais em eventos de grande repercussão.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 20/07/2026

Pontos-chave

  • O Clã Doghmush é uma família palestina da Faixa de Gaza com origem turca, conhecida por sua rivalidade com o Hamas.
  • Membros do clã estão associados a diversas facções militantes e são acusados de extorsão, contrabando e venda de armas.
  • O clã esteve envolvido no sequestro do jornalista britânico Alan Johnston em 2007 e em confrontos violentos com o Hamas.
  • A família Doghmush sofreu pesadas baixas em ataques aéreos israelenses durante a Guerra de Gaza em 2023.
  • Há acusações de colaboração do clã com Israel, embora o líder Nizar Doghmush tenha negado administrar uma 'zona humanitária'.
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Origem e Ortografia do Nome

A família Doghmush chegou a Gaza vinda da Turquia no início do século XX. Por essa razão, seu nome também pode ser escrito como Doğmuş, seguindo a ortografia turca moderna. Em turco, 'Doğmuş' significa 'nascido', utilizando o tempo passado inferencial ou dubitativo.

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Atividades e Conflitos com Facções

Membros do clã Doghmush possuem ligações ou alinhamentos com vários grupos palestinos e islamistas, incluindo Fatah, Hamas, Comitês de Resistência Popular e até mesmo a Al-Qaeda. A família é supostamente envolvida em atividades como extorsão, contrabando, venda de armas e assassinatos de rivais, o que lhes rendeu o apelido de 'Os Sopranos da Cidade de Gaza'. Mumtaz Doghmush, uma figura histórica do clã, liderou o Exército do Islã em 2008 e esteve envolvido no sequestro de Gilad Shalit. Após a tomada de Gaza pelo Hamas, o clã Doghmush frequentemente se envolveu em confrontos violentos e mortais com as forças de segurança do Hamas. Em 16 de setembro de 2008, após a morte de um policial do Hamas, forças de segurança invadiram um reduto do clã, resultando em confrontos que mataram dez membros do clã, incluindo o irmão de Mumtaz, e a filha bebê de Zakaria Doghmush, secretário-geral dos Comitês de Resistência Popular.

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O Sequestro de Alan Johnston

Membros do clã Doghmush, com ligações à Al-Qaeda, foram os responsáveis pelo sequestro e detenção do jornalista britânico Alan Johnston. Autodenominando-se 'Jaysh al-Islām' (Exército do Islã), eles mantiveram Johnston cativo por quatro meses em 2007. O grupo é associado ao extremista palestino-jordaniano Abu Qatada, radicado na Grã-Bretanha. Mumtaz Doghmush é apontado como o mentor por trás do sequestro de Johnston.

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O Clã Doghmush na Guerra de Gaza

A Guerra de Gaza teve um impacto devastador sobre o clã Doghmush. Em 15 de novembro de 2023, 44 membros da família foram mortos por um ataque aéreo israelense a uma mesquita em Sabra, Gaza. Entre 17 de novembro e 17 de dezembro, as forças israelenses realizaram dois massacres, bombardeando o quarteirão onde a família estava concentrada no Bairro de Sabra, resultando na morte de 109 membros do clã, incluindo o líder. A Al Jazeera Mubasher divulgou uma lista das vítimas fornecida pelo ministério da saúde. Em 22 de novembro de 2023, três membros do clã foram mortos por atiradores de elite das FDI. Um soldado israelense, Daniel Raab, supostamente confessou ter matado Salem Doghmosh, de 19 anos, em um vídeo, incidente confirmado por uma investigação do The Guardian. Em março de 2024, o líder do clã, Saleh Doghmush, foi morto. Embora veículos de imprensa israelenses tenham relatado que o Hamas o executou após confrontos, a família negou essa versão.

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Acusações de Colaboração com Israel

O Hamas acusou o clã Doghmush de colaborar e negociar com Israel. Em junho de 2025, Benjamin Netanyahu confirmou que Israel armou clãs e milícias anti-Hamas em Gaza, embora o clã Doghmush não tenha sido especificamente nomeado. Após os confrontos de outubro de 2025, uma fonte sênior do Ministério do Interior de Gaza afirmou à Al Jazeera que a milícia Doghmush tinha laços com Israel, embora outros relatos de Gaza contestem essa conexão. Nizar Doghmush, o chefe da família em Gaza, reconheceu que Israel lhe pediu para administrar uma 'zona humanitária', mas ele recusou.

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Conflito Recente com o Hamas (Outubro de 2025)

Após o anúncio do cessar-fogo de outubro de 2025, o clã Doghmush matou dois membros do Hamas na Cidade de Gaza, incluindo o filho de um chefe da inteligência militar. No dia seguinte, o Hamas retaliou, matando um membro do clã e prendendo outros 30. Uma fonte do clã acusou o Hamas de ter iniciado o conflito ao despejar membros da família de um edifício onde haviam se refugiado. Durante esses confrontos, o clã Doghmush também foi responsabilizado pela morte do jornalista Saleh al-Jafarawi.

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Fontes consultadas

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