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Benjamin Netanyahu

Benjamin "Bibi" Netanyahu, é um político israelense que serve atualmente como Primeiro-ministro de Israel desde dezembro de 2022. Ele ocupou a posição anteriormente duas outras vezes, de 1996 a 1999 e de 2009 a 2021. Esse período que esteve no poder fizeram dele o político que mais ficou à frente do governo israelense na história da nação. Netanyahu é membro do Knesset e líder do partido Likud. Foi o primeiro chefe de governo do país nascido em Israel após a declaração de independência.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Biografia

Benjamin Netanyahu nasceu em Tel Aviv de uma família de judeus seculares, filho de uma israelense e um polonês. Ele inicialmente foi criado em Jerusalém mas se mudou para os Estados Unidos aos sete anos, morando lá de 1956 a 1958, e depois de 1963 a 1967, residindo em Cheltenham Township, nos subúrbios de Filadélfia, onde adquiriu fluência em inglês. Netanyahu se juntou às Forças de Defesa de Israel logo após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e se tornou líder de grupo numa unidade de forças especiais da Sayeret Matkal. Ele participou em várias missões, como as Operações Inferno (1968), Gift (1968) e Isotope (1972), sendo ferido em ação no ombro. Netanyahu lutou na linha de frente nas guerras de Desgaste e do Yom Kippur, tomando também parte em missões especiais no Canal de Suez e na Síria. Chegou a patente de capitão antes de ser dispensado. Seu irmão, Yonatan Netanyahu, também era militar e morreu em combate durante a chamada Operação Entebe. Benjamin Netanyahu retornou então para os Estados Unidos e foi estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), conseguindo um Bachelor of Science (SB) e um Master of Science (SM) em 1976. Netanyahu foi logo contratado como um consultor no Boston Consulting Group antes de voltar para Israel em 1978.

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Carreira política

Primeiro período como Primeiro-Ministro (1996-1999)

Em 1978, se filiou ao partido conservador Likud e foi eleito para o Knesset. Netanyahu serviu como representante de Israel nas Nações Unidas, de 1984 a 1988. Durante a Conferência de Madri de 1991, Netanyahu foi membro da delegação israelense, liderada pelo primeiro-ministro Yitzhak Shamir. Logo em seguida, foi apontado para trabalhar diretamente no gabinete do Chefe de Governo. Em 1993, Netanyahu se tornou líder do Likud e levou seu partido à vitória nas eleições de 1996, se tornando o mais jovem primeiro-ministro, de junho de 1996 a julho de 1999. Diferente de outros líderes israelenses, Netanyahu não buscou inicialmente consolidar a paz com os palestinos, mostrando aversão a algumas partes dos Acordos de Oslo, acreditando que deveriam ser os palestinos a fazer concessões a Israel se quisessem um acordo de paz duradouro. Atentados promovidos pelo Hamas em meados da década de 1990 só endureceram suas visões e política externa. Tomou várias medidas que, segundo ele, aumentariam a segurança dos israelenses, como a construção de um túnel pelo Bairro Muçulmano de Jerusalém para que judeus pudessem atravessar o Muro Ocidental. Isso gerou protestos por parte dos palestinos, reprimidos com violência pela polícia israelita. Como primeiro-ministro, Netanyahu enfatizou a política das "três negativas": nenhuma retirada das Colinas de Golã, nenhuma negociação sobre o status de Jerusalém, nenhuma negociação com pré-condições. Muitos criticaram essa postura inflexível por parte dele como um empecilho para a paz. Internamente, adotou políticas de liberalização econômica e desregulamentação. Considerado intransigente, não negociava com os partidos de esquerda, mas com o tempo também foi perdendo a simpatia dos membros da direita moderada. Em 1997, surgiram as primeiras acusações de corrupção e troca de influência. Dois anos depois, a polícia israelense novamente tentou indiciar o primeiro-ministro por corrupção em um caso separado, mas, nas duas ocasiões, falta de provas impediu que o caso fosse adiante. Contudo, foi o suficiente para arranhar a imagem política de Netanyahu e, em 1999, ele perdeu a eleição para Ehud Barak, de uma coalizão de centro-esquerda. Ele foi então trabalhar novamente no setor privado como consultor por dois anos na empresa de comunicação BATM.

Segundo período como Primeiro-Ministro (2009-2021)

Do seu segundo ao seu quarto mandato, Benjamin Netanyahu mostrou-se mais linha dura em questões de política externa, especialmente em relação à Palestina e ao Hezbollah. Neste período, apoiou a expansão das colônias israelenses na Cisjordânia, o que gerou desentendimentos com o governo dos Estados Unidos. O então presidente Barack Obama afirmou na ocasião que tais assentamentos eram um empecilho para os processos de negociação de uma paz durável na região. A relação dos israelitas com os estadunidenses, que historicamente sempre foi forte, ficou mais atribulada durante a administração Obama, embora a Casa Branca mantivesse o apoio econômico e militar a Israel de forma intocada. Para um possível acordo de paz, Netanyahu exigiu que os palestinos deixassem de reivindicar Jerusalém como sua capital. O primeiro-ministro israelense manteve o histórico bloqueio à Faixa de Gaza, administrada pelo grupo Hamas, contribuindo para o empobrecimento da região e agravamento da crise humanitária. Ainda nos anos 2010, Netanyahu comandou duas incursões militares rápidas, mas sangrentas, contra os palestinos em Gaza nas operações Pilar Defensivo (2012) e Margem Protetora (2014). Netanyahu também aumentou a retórica agressiva contra o Irã e seu programa nuclear, não aceitando qualquer negociação que com os iranianos que não envolvesse o completo desmantelamento da sua infraestrutura nuclear, ameaçando o uso de força contra o Irã se necessário.

Terceiro período como Primeiro-Ministro (2022-)

Em 2022, após novas eleições parlamentares, o partido de Netanyahu se saiu melhor e ele conseguiu fechar uma coalizão de governo com líderes ultraconservadores e religiosos, fazendo com que ele reocupasse o cargo de primeiro-ministro em dezembro. De volta ao poder, Netanyahu e seus parceiros de coalizão buscaram uma ampla reforma judicial, que foi recebida com uma reação polarizada, com opositores realizando protestos em massa por todo o país nos primeiros nove meses de 2023. Este novo mandato foi fortemente marcado por novos conflitos com grupos palestinos e por uma crise humanitária de proporções inéditas. Netanyahu passou a negar resolutamente a possibilidade de uma solução de dois Estados, afirmando que Israel necessitaria de controle completo sobre toda a região à oeste do Rio Jordão e defendendo o projeto da Grande Israel. O primeiro-ministro chegou a mostrar, em mais de uma ocasião na Assembleia Geral da ONU, mapas em que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia ocupada apareciam inteiramente anexadas pelo Estado de Israel, o que representaria, sob o Direito Internacional, violação grave da soberania e do direito à autodeterminação do povo e território palestino.

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Atuação em conflitos internacionais

Guerra Israel-Hamas

Em 7 de outubro de 2023, Israel sofreu um ataque em grande escala por grupos militantes palestinos liderados pelo Hamas, ao qual se seguiu uma resposta militar israelense imediata. Em pronunciamento oficial no dia dos ataques, Netanyahu declarou: Cidadãos de Israel, estamos em guerra, não em uma operação ou em confrontos pontuais, mas em guerra. Esta manhã, o Hamas lançou um ataque surpresa assassino contra o Estado de Israel e seus cidadãos. Estamos enfrentando isso desde as primeiras horas da manhã. Convoquei os chefes das forças de segurança e ordenei – em primeiro lugar – a evacuação das comunidades que foram infiltradas por terroristas. Isso está sendo realizado neste momento. Ao mesmo tempo, ordenei uma ampla mobilização de reservistas e que respondêssemos ao fogo com uma intensidade que o inimigo nunca conheceu. O inimigo pagará um preço sem precedentes.

Conflito com o Irã

Israel e aliados ocidentais entendem, de modo geral, que grupos como o Hamas e o Hezbollah são proxys iranianos, o que tornaria a guerra de Gaza um ponto de intersecção entre os conflitos Israel-Palestina e Israel-Irã ou, mais ainda, uma parte do conflito árabe-israelense, de grandes proporções geográficas e históricas. Neste contexto, Netanyahu promoveu diversas escaladas regionais da ofensiva em Gaza desde o início de 2024, entrando em confronto com o Hezbollah no Líbano, atacado regiões da Síria e bombardeando a embaixada do Irã em Damasco, que provocou forte reação por parte do governo iraniano. Em retaliação, o Irã lançou um amplo ataque com mísseis contra Israel visando alvos militares.

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Fontes consultadas

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