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História da Tunísia

Desde o século XII a.C., os fenícios, povo de origem semita, instalavam portos no Norte da África. Cartago foi fundada no século VIII a.C., dois séculos mais tarde, o reino de Cartago cobria a maior parte da Tunísia moderna. Após as Guerras Púnicas, em 146 AC Cartago passou a ser parte do Império Romano, situação que durou até meados do século VII d.C., quando os árabes muçulmanos conquistaram a região.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Fenícios

A história da região sempre foi tumultuada, tendo sido o berço da antiga e poderosa civilização cartaginesa, que dominou a região por mais de 700 anos, até ser conquistada por Roma. O domínio romano se estendeu por vários séculos, até meados do século IX, quando a região se tornou muçulmana – permanecendo assim até os dias de hoje. Os fenícios, povo de origem semita, foram a primeira civilização a se estabelecer na região. Desde o século XII a.C. haviam fundado, ao longo da costa da África Setentrional, modestas colônias, portos que serviam como ponto de apoio para sua frota de navios e seu comércio no Mar Mediterrâneo. A expansão dessas atividades, em 814 a.C., levou os habitantes do Reino de Tiro, na Fenícia, a fundar Cartago. A cidade rapidamente se converteu numa potência marítima, dominando o comércio mediterrânico.

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Dominação Romana

No século III a.C. Roma surge como nova potência militar e desafia a supremacia e o domínio de Cartago no Mediterrâneo. As duas potências travam, a partir de 264 a.C., três guerras que duram mais de 100 anos. As Guerras Púnicas, como são conhecidas, terminam com a vitória de Roma e a destruição de Cartago, em 146 a.C.. É o fim da hegemonia cartaginense tanto na região como sobre o Mediterrâneo Ocidental e o começo da dominação romana. Cartago é mais tarde reconstruída como cidade romana.

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Dominação Árabe

No século VII surge o Islamismo – uma nova força político-militar, além de religiosa, que vai mudar a geopolítica do mundo. Em 632, após a morte do profeta Maomé, seus seguidores iniciam o processo da expansão muçulmana, conquistando a região do Magrebe em 642. A região converteu-se num dos centros mais sofisticados e desenvolvidos da cultura islâmica. Na cidade de Cairuão viveram muito proeminentes arquitetos, médicos e historiadores do Islão. Com a dissolução do Califado Almóada, a Tunísia tornou-se independente, sob a dinastia berbere dos haféssidas que entre o século XIII e início do XVI, estendeu a sua hegemonia na costa argelina. O desenvolvimento do comércio marítimo europeu atraiu os piratas turcos, como Barba Ruiva que mudou-se para a Tunísia, deixando a costa argelina sob o domínio dos sultões otomanos. O interior se manteve nas mãos das tribos berberes, aliados de Constantinopla (atual Istambul). A necessidade de reconciliação fez com que o Império Otomano optasse pela nomeação de um bei (governador vassalo nomeado que tinha grande autonomia e direitos hereditários ), que se tornou monarca hereditário. Entre 1612 e 1702 a região foi governada pela dinastia murádida, e de 1705 até depois da independência (1957) a dinastia husseínida. Sob esse regime, é estabelecida a Constituição Tunisiana de 1861, primeira constituição escrita do país.

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Ocupação Francesa

Após as Guerras Berberes e a partir da ocupação francesa da Argélia, a penetração da economia europeia aumentou, fenômeno que conduziu a um endividamento externo progressivo, a situação se agravou, até que em 1869 o bei submeteu-se uma comissão anglo-franco-italiana para supervisionar as finanças do país. Em 1882, 30 000 soldados franceses entraram no país em um acordo com o Império Britânico como compensação pela perda do Canal de Suez em decorrência da ocupação britânica do Egito. Em 1883, o país tornou-se formalmente um protetorado francês.

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Luta pela independência

Em 1925 começou a campanha por uma nova Constituição (Destur I) que daria autonomia para o país. Em 1934, Habib Bourguiba, fundou o partido pró-independência Neo Destour. Este líder foi aprisionado pelos franceses por 11 anos, tendo sido novamente preso após a Segunda Guerra Mundial. Em 1942, forças alemãs ocuparam o país para lutar contra os aliados na Argélia, tendo sido derrotadas em 1943. Após a guerra o Neo Destour cresceu e uma série de manifestações e levantes anticolonialistas levaram à luta armada entre 1952 e 1955. Em março de 1956 a França reconheceu a soberania do regime do bei.

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Etapa Socialista

Em 25 de julho de 1957, o Bei foi deposto por uma assembleia constituinte controlada pelos desturianos, foi proclamada a república que teve como primeiro presidente Habib Bourguiba, que desenvolveu uma campanha ativa contra a presença francesa na base naval de Bizerte, intento somente alcançado em 1964. O Neo Destour passou a denominar-se Partido Socialista Destur (PSD), o único partido legal até 1981. Entre 1963 e 1969, sob a direção de Ahmed Ben Salah, ministro da economia, desenvolveu-se a coletivização das pequenas propriedades do setor agrário e dos estabelecimentos comerciais enquanto empresas estrangeiras eram nacionalizadas..

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Liberalização

Em 1969 o ministro Ben Salah foi preso e posteriormente expulso do país, enquanto o país abandonava o processo de coletivização e da cooperativização agrária e se abria ao capital estrangeiro. Em 1972 passou a vigorar uma lei que transformou o país inteiro em uma grande zona franca para as indústrias exportadoras. No campo político, Habib Bourguiba, foi nomeado o "Combatente Supremo" e presidente vitalício. Até o final da década 70, a economia foi afetada pela redução das exportações de fosfato e produtos têxteis, este último setor prejudicado por medidas protecionistas da Comunidade Econômica Europeia. Em janeiro de 1978, a União Geral dos Trabalhadores da Tunísia (UGTT), a mais antiga central sindical da África, lançou uma greve geral contra a política salarial do governo e a repressão aos sindicatos, que resultou em dezenas de mortos em confrontos de rua e na prisão dos líderes, incluindo seu líder, Habib Achour.

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Zine El Abidine Ben Ali

Em 1985, o então coronel Zine El Abidine Ben Ali começou suas ascensão ao poder, em 1987 ele se tornou primeiro-ministro e em novembro desse mesmo ano afastou o presidente vitalício Bourguiba, por meio de uma junta médica que o declarou física e mentalmente incapaz de continuar no cargo. Iniciou-se um processo de "reconciliação nacional", com maior liberdade de imprensa e a libertação de centenas de presos políticos. O Partido Socialista Destur, passou a denominar-se Partido da União Constitucional (RCD). Em 02 de abril de 1989 ocorreram as eleições presidenciais e legislativas mais livres desde a independência, segundo relato de observadores. O RCD recebeu 80% dos votos e todos os assentos no parlamento, o movimento islâmico Hezb Ennahda, embora ilegal, participou por meio de candidatos inscritos como independentes que obtiveram 15% dos votos, enquanto que os partidos de oposição de centro e de esquerda, que denunciaram irregularidades, ficaram em franca minoria. Ben Ali foi eleito com 99% dos votos.

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Apoio à Causa Palestina

Em 1968 se opôs ao reconhecimento de Israel pela Liga Árabe. Em 1979 rompeu as relações diplomáticas com o Egito após os Acordos de Camp David, que foram considerados uma traição aos palestinos. Em 1982 o país abrigou militantes palestinos expulsos de Beirute e a partir desse ano foi a sede oficial da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) Em outubro de 2005, o presidente Ben Ali enviou uma carta às Nações Unidas, por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, apelou a Israel para responder aos esforços de paz internacionais, com o objectivo de tornar o Oriente Médio, um lugar pacífico, seguro e estável.

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Judeus na Tunísia

Há muitas versões sobre quando os judeus teriam chegado à Tunísia. Há quem acredite que eles participavam ativamente do comércio da região bem antes da destruição do Primeiro Templo. Evidências arqueológicas e citações literárias indicam que o país abrigou uma rica vida comunitária judaica por mais de 2.300 anos: Entre as várias versões sobre o surgimento dos primeiros judeus na África Setentrional, inclui-se uma que remonta ao tempo do Rei Salomão. Segundo a lenda, o monarca associou-se com Hirão, rei de Tiro, para realizar expedições em direção a Tarshish. Acredita-se que a esquadra comercial do Rei Salomão, além de navegar por todo o Mediterrâneo, tenha criado vários entrepostos comerciais em locais mais distantes, alguns dos quais na costa do norte da África. Porém, a maioria dos estudiosos acredita que os judeus formaram os seus primeiros núcleos na região em 586 a.C., época da destruição do Primeiro Templo, por Nabucodonosor II. Apesar de a maioria dos judeus terem sido exilados para a Babilônia, outros se espalharam pelo norte da África, marcando o início da vida judaica na diáspora.

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