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Afundamento do IRIS Dena

A fragata iraniana IRIS Dena, da Marinha Iraniana, foi atingida por um torpedo e afundada por um submarino da Marinha dos Estados Unidos no Oceano Índico em 4 de março de 2026, a aproximadamente 40 milhas náuticas (74km) ao sul de Galle, Sri Lanka. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou posteriormente que o ataque foi realizado com um torpedo Mark 48. Foi o primeiro caso reconhecido de um submarino afundar um navio de superfície inimigo desde o afundamento do ARA General Belgrano durante a Guerra das Malvinas, e o primeiro torpedeamento de um navio por um submarino americano desde a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/08/2026
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Antecedentes

O IRIS Dena era uma fragata da classe Moudge comissionada em 2021. Em fevereiro de 2026, a embarcação havia participado do exercício naval multinacional MILAN 2026 e da Revista Naval Internacional (International Fleet Review) em Visakhapatnam, na Índia. O incidente ocorreu em meio a uma escalada significativa no conflito de 2026 entre Irã, Israel e Estados Unidos, que incluiu ataques aéreos EUA–Israel contra alvos dentro do Irã no início daquela semana.

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Ação naval

O IRIS Dena afundou nas primeiras horas da manhã de 4 de março de 2026, após ser torpedeado por um submarino da Marinha dos Estados Unidos. A embarcação estava posicionada a aproximadamente 40 milhas náuticas (74km) da costa de Galle, no Sri Lanka, dentro da zona econômica exclusiva do país, quando o ataque ocorreu. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Sri Lanka, o Dena emitiu um chamado de socorro às 5h08 (hora local) relatando uma explosão, mas o navio afundou pouco depois, antes que as forças de resgate pudessem alcançar o local. A frota estaria retornando da Revista Naval Internacional de 2026 e do exercício conjunto MILAN realizados em Visakhapatnam, na Índia. No momento do incidente, havia aproximadamente 180 pessoas a bordo da fragata. Relatos indicam que ao menos 87 pessoas morreram no ataque. Trinta e dois sobreviventes foram resgatados e levados ao Hospital Universitário de Karapitiya, em Galle, onde receberam tratamento médico por exaustão e ferimentos relacionados à explosão. Outras 61 permanecem desaparecidas.

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Operações de resgate

A Marinha do Sri Lanka e a Força Aérea do Sri Lanka iniciaram uma missão conjunta de busca e salvamento após o sinal de socorro. Trinta e dois sobreviventes da tripulação foram resgatados e transportados ao Hospital Universitário de Karapitiya, em Galle, para tratamento de ferimentos da explosão e exaustão. Em 4 de março, autoridades do Sri Lanka relataram a recuperação de mais de 80 corpos no local. Mais de 60 tripulantes permanecem desaparecidos.

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Reações

Na Índia, o naufrágio da fragata gerou várias reações. O apresentador de celebridades Arnab Goswami disse no canal de notícias Republic TV: "Esqueça o que está acontecendo no Estreito de Ormuz, a guerra está bem aqui e muito perto de nós". O ex-chefe do Estado-Maior Naval Indiano, Almirante Arun Prakash, expressou indignação no canal de TV India Today: "Isso aconteceu praticamente na porta da Índia, a 40 milhas da costa do Sri Lanka. E o fato deste navio de guerra ter sido afundado por um torpedo, significa que um submarino nuclear da Marinha dos EUA está à espreita nestas águas há muitos dias". Muitos presumem que o governo indiano terá em breve de comentar o naufrágio, uma vez que ocorreu a apenas 300 quilômetros do ponto mais ao sul do subcontinente indiano. Duas semanas antes, a tripulação do Dena, ainda estava em Visakhapatnam no desfile por ocasião do show da frota internacional IFR 2026, realizado pela Marinha Indiana, e de um exercício naval. O navio foi apresentado à presidente indiana Draupadi Murmu na ocasião. De acordo com o ex-almirante indiano Arun Prakash, a fragata estava visitando a Índia e foi afundada pela Marinha dos EUA poucos dias depois, no caminho de volta. Ele disse estar profundamente preocupado com o fato dos estadunidenses "terem trazido a guerra naval até a nossa porta".

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Possível crime de guerra

Após o afundamento da fragata iraniana Dena, surgiram na mídia internacional inúmeros questionamentos sobre a legalidade do ato ou das ações que se sucederam ao mesmo. Foi lembrado, por exemplo, que a Convenção de Genebra determina que "as partes em conflito tomarão, sem demora, todas as medidas possíveis para procurar e recolher os náufragos, feridos e doentes, protegê-los contra a pilhagem e os maus-tratos, assegurar-lhes cuidados adequados, procurar os mortos e evitar que sejam espoliados". Todavia, nada disso foi feito e o submarino dos Estados Unidos se retirou imediatamente após o torpedeamento, deixando a tarefa de resgatar os sobreviventes e os corpos das vítimas a serviço das autoridades do Sri Lanka. Segundo Mark Nevitt, professor de direito e ex-advogado da Marinha dos Estados Unidos, as regras da Convenção de Genebra se aplicam mesmo a submarinos, que poderiam não ter condições de abrigar náufragos em seu interior: "em tais casos, tomar todas as medidas possíveis significa que o submarino deveria informar a posição de possíveis sobreviventes para outras embarcações, aeronaves ou instalações costeiras que pudessem oferecer assistência, ou no mínimo ao seu comando imediato, no menor intervalo de tempo possível". Questionado sobre a atitude do comandante do submarino, um porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos declarou que não iria discutir detalhes operacionais sobre as ações da embarcação após o torpedeamento, acrescentando que a fragata Dena emitira um pedido de socorro e que as autoridades do Sri Lanka haviam tomado as providências necessárias para resgatar os sobreviventes. O socorro, todavia, levou cerca de uma hora para chegar até a posição do naufrágio, o que pode ter causado a morte de vários marinheiros iranianos (32 foram resgatados com vida e 87 corpos recolhidos).

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