Mojtaba Khamenei
Mojtaba Hosseini Khamenei é um político e clérigo xiita iraniano que serve como Líder Supremo do Irão desde 2026. Segundo filho de Ali Khamenei, nasceu em Mexede numa família de origem azeri-persa. Durante a infância, acompanhou a ascensão de seu pai como figura central da Revolução Iraniana. Recebeu educação inicial em Sardasht e Mahabad, concluiu o ensino médio em Teerã e, posteriormente, estudou teologia islâmica sob a orientação de seu pai e de Mahmoud Hashemi Shahroudi.
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Mojtaba Hosseini Khamenei nasceu em 8 de setembro de 1969 em Mexede, sendo o segundo filho de Ali Khamenei e Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh. Seus cinco irmãos são Mostafa, o irmão mais velho, Masoud e Meysam, os irmãos mais novos, e Boshra e Hoda, as irmãs mais novas. Seu avô paterno, Javad Khamenei, era um clérigo xiita de baixa renda, mas respeitado como estudioso. Khamenei possui ascendência azeri e persa, com suas raízes azeris ligadas a Khamaneh, uma pequena cidade no Azerbaijão Oriental de onde se origina seu sobrenome, e também raízes distantes em Tafresh. Sua família reivindica linhagem de Husayn ibn Ali, filho de Ali, o primeiro imã xiita, e neto materno do Profeta Maomé, daí o nome do meio de Khamenei, Hosseini (em árabe Husayni, significando “descendente de Husayn”). Sua infância coincidiu com a ascensão de seu pai como líder revolucionário contra a monarquia iraniana de Mohammad Reza Pahlavi. Nesse período, passou sete anos nas cidades de Sardasht e Mahabad, no noroeste do Irão, onde recebeu sua educação inicial. Após concluir o ensino médio na escola Alavi, em Teerã, estudou teologia islâmica. Entre seus primeiros professores estavam seu próprio pai e o aiatolá Mahmoud Hashemi Shahroudi. Ele também ingressou pela primeira vez no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica por volta de 1987, após terminar o ensino médio.
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Antecedentes
Vários analistas consideraram Mojtaba como um possível sucessor de seu pai. Por longo tempo, diversas fontes ocidentais o apontaram como o herdeiro aparente para suceder Ali Khamenei, que governou o Irão por quase quatro décadas. Em 2014 e novamente em 2025, reportagens indicaram que a sucessão de Ali Khamenei já havia sido decidida internamente, embora não divulgada publicamente. Antes de seu assassinato, Khamenei não discutiu publicamente qualquer substituto. A possível sucessão de Ali Khamenei por Mojtaba Khamenei foi vista por alguns como problemática, uma vez que o Líder Supremo deve ser eleito pela Assembleia dos Peritos entre clérigos xiitas seniores. Observou-se que o Líder Supremo inaugural, Ruhollah Khomeini, exerceu forte influência em favor da escolha de Ali Khamenei e relatos não confirmados afirmavam que Ali Khamenei se opunha à nomeação de seu filho como sucessor.
Eleição
Mojtaba Khamenei foi considerado um dos candidatos mais prováveis para substituir seu pai como novo Líder Supremo. De acordo com a Iran International, que primeiro noticiou que Mojtaba se tornaria o Líder Supremo, ele era o preferido do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, que exerceu pressão sobre membros da Assembleia dos Peritos para elegê-lo em 3 de março, por meio de "reuniões presenciais e ligações telefônicas", circulavam ainda rumores de que ele já havia se tornado Líder Supremo nessa data, o que se revelou ser supostamente incorreto. Houve forte oposição por parte de alguns membros do conselho, incluindo oito que declararam que boicotariam uma segunda reunião eleitoral online prevista para 5 de março.
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Khamenei é considerado alinhado aos ultraconservadores entre os principialistas iranianos. É devoto e fortemente influenciado pelas visões de Taqi Yazdi, sendo patrono do partido deste último, a Frente para a Estabilidade da Revolução Islâmica. De acordo com o Atlantic Council, ele está estreitamente associado a figuras que defendem visões fundamentalistas e mahdistas. Mehmet Ozalp afirmou, em artigo publicado no The Conversation, que, após a eleição de Mojtaba Khamenei, ele "[pode] apoiar-se mais fortemente no poder do IRGC" do que seu pai fez. O Daily Telegraph previu que ele veria os Estados Unidos como um "inimigo implacável" e que seria provável que escalasse o conflito, sendo improvável que fizesse concessões. De acordo com um documentário partidário, Khamenei é retratado como um "jurista orientado pela ética" e um "professor de ciências humanas" com vasto conhecimento de textos religiosos, também é descrito como familiarizado com diversos campos, incluindo tecnologia moderna, ciência militar, assuntos de segurança, teoria política e questões relacionadas à administração do Estado.
Laços com o IRGC
Khamenei foi, por décadas, uma figura altamente influente no círculo interno de seu pai, o antigo Líder Supremo, cultivando laços profundos com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. Ele exerceu influência sobre a força paramilitar Basij do IRGC para reprimir manifestantes pacíficos durante o Movimento Verde Iraniano de 2009. Antes de se tornar Líder Supremo, por quase duas décadas, ativistas da democracia locais e baseados no exterior associaram seu nome à violenta repressão de manifestantes iranianos.
Apoio a Ahmadinejad
Khamenei manteve estreita associação política com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, tendo apoiado sua candidatura nas controversas eleições presidenciais de 2005 e 2009. Jornalistas sustentaram que ele poderá ter "desempenhado um papel de liderança na orquestração" da vitória eleitoral de Ahmadinejad em 2009. Especulou-se igualmente que Khamenei teria sido "uma figura-chave" na coordenação da repressão contra manifestantes antigovernamentais em junho de 2009. Considera-se que teria exercido supervisão direta sobre a força paramilitar Basij, apesar do apagamento de seu nome na imprensa oficial do regime. Durante os protestos de 2009, manifestantes acusaram Ali Khamenei de preparar o terreno para uma eventual sucessão hereditária na liderança suprema e de promover a ascensão de Mojtaba Khamenei. Em consequência dessas suspeitas, entoaram-se slogans como "Mojtaba, que morras antes de ver a liderança" ou "Mojtaba, morre, que não assumas a liderança", entoados em manifestações ocorridas em 9 de julho de 2009, em Teerã.
Política relativa às armas nucleares
Diversos analistas norte-americanos descreveram Mojtaba como partidário da obtenção de armas nucleares pelo Irão, em contraste com a fatwa de seu pai que proíbe tais armamentos. Segundo o Washington Institute for Near East Policy, Mojtaba "poderá decidir que o Irão deve avançar rapidamente para obter armas nucleares a fim de prevenir futuros ataques dos Estados Unidos e de Israel. Se tal estratégia estabilizará o regime ou acelerará sua fragmentação é uma questão em aberto, mas ela moldará a próxima fase do conflito".
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Casou-se, em 1999, com Zahra Haddad-Adel, filha de Gholam-Ali Haddad-Adel. O primeiro filho do casal nasceu em 2007. O primogênito chama-se Mohamed Amin, seguido pela filha Fatemeh Sadaat e por um segundo filho, Mohamed Bagher. De acordo com a mídia estatal iraniana, teria sido ferido durante a Guerra Irão de 2026. Segundo informações divulgadas pelo governo iraniano, sua esposa, o seus pai, uma de suas irmãs e um de seus filhos foram mortos no conflito. Até março de 2026, Khamenei não tinha proferido palestras públicas, sermões de sexta-feira ou discursos políticos – ao ponto de muitos iranianos não terem ouvido a sua voz, apesar de saberem há anos que ele representava uma força crescente dentro do establishment teocrático. Segundo uma notícia do The Times, Khamenei está inconsciente e tem recebido tratamento médico para um quadro clínico "grave". Entretanto, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Saeed Khatibzadeh, afirmou que Khamenei "está bem e com plena saúde, presente no seu gabinete e, de facto, no controlo de tudo". Outros responsáveis iranianos afirmam que participa em reuniões e toma decisões sobre questões importantes, incluindo a guerra.
Ativos financeiros
Acredita-se amplamente que Mojtaba Khamenei controla ativos financeiros significativos em bancos como o Bank Ayandeh. Em 14 de janeiro de 2026, durante os protestos no Irã em 2025–2026, o secretário do Departamento do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou que "milhões e dezenas de milhões" de dólares foram transferidos por líderes do Irã para instituições financeiras em todo o mundo, e o Canal 14 de Israel noticiou que US$ 1,5 bilhão em criptomoedas foram enviados para uma conta em Dubai com o envolvimento de Khamenei (que sozinho enviou aproximadamente US$ 328 milhões).


