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Royal African Company

A Royal African Company foi uma corporação britânica privilegiada, de carácter monopolista, fundada em 1660 pelo rei Carlos II da Casa Stuart que visava principalmente o comércio transatlântico de africanos escravizados.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Fundação

Imagem: Shorepine · BY-SA · Openverse

Em 1660 se deu o início da Restauração da Monarquia inglesa por Carlos II, que desejava expandir e controlar o comércio de africanos escravizados para as colônias britânicas no Caribe. Deste então, o rei quis usar uma empresa de monopólio para superar a concorrência holandesa nos negócios do Atlântico, desenvolver o comércio com as ricas colônias espanholas na América e proteger e expandir os interesses ingleses na África através do estabelecimento de plantações neste território e fornecimento de ouro e dos já citados africanos escravizados para trabalhar nas plantações das colônias no Caribe. Ele esperava que pudesse usar as receitas dessa empresa para aumentar a glória de sua monarquia restaurada. Assim, no mesmo ano, Carlos II fundou a "Company of Royal Adventurers Trading to Africa" (Companhia de Aventureiros Reais Negociando com a África) , a mais recente de uma série de iniciativas de comércio de escravizados apoiadas pela monarquia inglesa. A primeira delas foi a permissão da rainha Elizabeth I à viagem de John Hawkins em 1562. A Company of Royal Adventures Trading to Africa foi comandada pelo irmão de Carlos, Jaime, Duque de York e futuro rei Jaime II, bem como por seu primo, o príncipe Rupert, e alguns aristocratas apoiadores. Em 1663 a Companhia foi reorganizada e passou a se chamar "Company of Royal Adventurers" (Companhia dos Aventureiros Reais).

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Estrutura e Atuação

A Companhia Real Africana passou então a usufruir do monopólio de todo o comércio inglês com a Costa Oeste da África e do comércio de escravizados das colônias americanas, além de possuir uma posição predominante na importação de açúcar do Caribe para a Inglaterra. Comerciantes independentes e outros que tentavam violar tal monopólio eram interceptados pelas fragatas da Marinha Real e tinham suas cargas e navios apreendidos, além de um julgamento sem júri em um tribunal do Almirantado e prisão indefinida. A Companhia enviou, durante seu funcionamento, mais africanos escravizados para as Américas do que qualquer outra instituição durante todo o período do comércio transatlântico de escravizados, incluindo homens, mulheres e crianças. Entre o período de 1672, quando foi fundada, até 1720, efetuou o transporte de cerca de 150.000 escravizados, a maioria para o Caribe Anglófono, desempenhando um papel central neste comércio e atrapalhando os negócios holandeses e franceses neste ramo. Em 1673, apenas um ano após a fundação da Companhia, os ingleses tinham uma participação de 33% no comércio transatlântico de escravizados, e já em 1683 essa parcela aumentou para 74%.

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Declínio e Dissolução da Companhia

Imagem: · BY-SA · Openverse

A fundação da Companhia possuiu certo cunho político, porém sua queda teve ampla influência da economia, que acabou por derrubar seu monopólio e expôs sua incapacidade de competir com os comerciantes independentes, que obtinham cada vez mais sucesso nas realizações comerciais como consequência da Revolução Gloriosa e a assinatura da Declaração de Direitos, tornando o tráfico de escravizados mais eficiente e lucrativo. Alguns funcionários reclamaram, em 1707, que esses comerciantes possuíam vantagem, pois concluíam duas viagens no mesmo tempo que a Companhia levava para concluir uma só, além de possuírem uma taxa mais baixa de mortalidade entre suas cargas de escravizados e trabalharem com navios maiores e melhor administrados. As falhas econômicas e financeiras da Companhia foram evidenciadas. Ela utilizava métodos duvidosos e desonestos para arrecadação de dinheiro na Inglaterra e não podia confiar em seus funcionários, tanto na Costa africana como nas colônias, para agir em seu interesse.

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