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Ilê Axé Opô Afonjá

Ilê Axé Opô Afonjá ou Centro Cruz Santa do Axé do Opô Afonjá é um terreiro de candomblé fundado por Eugênia Ana dos Santos e Tio Joaquim, Obá Sanhá, em 1910, na Rua Direta de São Gonçalo do Retiro, 557, no bairro do Cabula, em Salvador, na Bahia, no Brasil. O seu tombamento ocorreu em 28 de julho de 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O seu livro histórico possui inscrição 559. Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. Inscrição 124, número do processo 1432-T-98.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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História

A história do Terreiro do Axé Opô Afonjá, assim como a do Terreiro do Gantois, está intimamente vinculada ao Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. Segundo vários autores, este terreiro serviu de modelo para todos os outros, de todas as nações. Um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca, comandado por Eugênia Ana dos Santos, fundou, em 1910, numa roça adquirida no bairro de São Gonçalo do Retiro, o Terreiro Kêtu do Axé Opô Afonjá. O terreiro ocupa uma área de cerca de 39 000 metros quadrados. As edificações de uso religioso e habitacional do terreiro ocupam cerca de 1/3 do total do terreno, em sua parte mais alta e plana, sendo o restante ocupado pela área de vegetação densa que constitui, nos dias de hoje, o único espaço verde das redondezas. Por força da topografia do terreno, as edificações do Axé Opô Afonjá se distribuem mais ou menos linearmente, aproveitando as áreas mais planas da cumeada, tornando, no acesso principal, um "terreiro" aberto em torno do qual se destacam os edifícios do barracão, do templo principal — contendo os santuários de Oxalá e de Iemanjá —, da Casa de Xangô e da Escola Municipal Eugênia Ana dos Santos.

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Escola

A Escola Municipal Eugênia Ana dos Santos faz parte do Ilê Axé Opô Afonjá.

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Museu

O Museu Ilé Ohun Lailai (Casa das Coisas Antigas), inaugurado em 1999, está localizado no andar inferior da Casa de Xangô, reunindo a história do terreiro, e das ialorixás, com objetos de culto e roupas em exposição.

Casa do Alaká

"O Alaká africano, conhecido como pano-da-costa no Brasil é produzido por tecelãs do terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá em Salvador, no espaço chamado de Casa do Alaká."

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6.º Alaiandê Xirê

O 6.° Alaiandê Xirê — Semana Cultural da Herança Africana — reuniu, em 28 de agosto de 2003, no terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá, músicos-sacerdotes do candomblé de várias nações para discutir a herança africana e realizar o primeiro seminário "Xangô na África e na diáspora". É o Festival Internacional de alabês, xicarangomas e runtós que reúne os melhores músicos sacerdotes do Brasil e do exterior. Teve a participação do ministro da cultura Gilberto Gil (iniciado no terreiro), palestra do antropólogo Vivaldo da Costa Lima, apresentação da Oficina de Frevos e Dobrados do maestro Fred Dantas, e lançamento do livro Ao sabor de Oiá, de Cléo Martins, coordenadora geral do evento. Expressão em língua iorubá que significa algo como "a festa do grande tocador", o Alaiandê Xirê é uma espécie de celebração da música sacra das diferentes nações do candomblé. Participam terreiros como a Casa Branca, Gantois, Bate Folha, Bogum e Pilão de Prata, entre outras.

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Fontes consultadas

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