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Advaita Vedânta

Advaita Vedanta é uma das três escolas de Vedanta do pensamento monista hindu.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Princípios

A unidade da existência

A unidade de existência é um dos grandes temas da Vedanta e um pilar essencial da sua filosofia. De acordo com ela, a unidade é a canção da vida; é o grande tema que subjaz às ricas variações que existem em todo o cosmos. O que quer que vemos e o que experimentamos é apenas uma manifestação dessa eterna unidade. A divindade no âmago do nosso ser é a mesma divindade que ilumina o sol, a lua e as estrelas. Não há nenhum lugar onde nós, infinitos em nossa natureza, não existimos. Embora o conceito de unicidade possa ser intelectualmente atraente, sem dúvida é muito difícil colocá-lo em prática. Não há nenhuma dificuldade em sentir essa unidade com os grandes e nobres seres ou com aqueles que já amamos. Também não é difícil experimentarmos um sentimento de unidade com as árvores, com o mar e com céu. Mas a maioria de nós se recusa a experimentar a unidade com seres repelentes tais como a barata ou o rato – sem falar no antipático colega de trabalho a quem mal conseguimos tolerar.

O conceito de Maya

A Vedanta declara que nossa natureza real é divina: pura, perfeita, eternamente livre. Não temos que nos tornar Brahman, nós somos Brahman. Nosso verdadeiro Ser, o Atman, é um com Brahman. Mas, se nossa natureza real é divina, por que, então, estamos tão incrivelmente inconscientes disso? A resposta para essa pergunta está no conceito de maya, ou ignorância. Maya é o véu que encobre nossa natureza real e a natureza real do mundo à nossa volta. Maya é fundamentalmente insondável: não sabemos por que ela existe e não sabemos quando ela começou. O que realmente sabemos é que, como qualquer forma de ignorância, maya deixa de existir com o raiar do conhecimento, o conhecimento da nossa natureza divina.

Karma e reencarnação

O sofrimento humano é um dos mistérios mais constrangedores da religião. Por que pessoas inocentes sofrem? Por que Deus permite o mal? Deus não pode fazer nada ou Ele escolhe não fazer? E se Ele decide não fazer, isso significa que é cruel? Ou simplesmente indiferente? A Vedanta tira o problema da jurisdição de Deus e firmemente o entrega a nós. Não podemos culpar nem Deus nem demônio. Nada nos acontece pelo capricho de algum agente externo: somos nós mesmos os responsáveis pelo que a vida nos traz; todos estamos colhendo os resultados de ações anteriores, nesta vida ou em vidas passadas. Para entender melhor isso precisamos primeiro entender a lei do karma.

A harmonia das religiões

“A Verdade é uma só, os sábios a chamam por diversos nomes,” declarou há milhares de anos o Rig Veda, um dos mais antigos textos da Vedanta. Todos buscamos a verdade, afirma a Vedanta, e essa verdade aparece com numerosos nomes e formas. A verdade – a realidade espiritual – permanece a verdade, embora surja com diferentes disfarces e se aproxime de nós vinda de várias direções. “Qualquer que seja o caminho no qual as pessoas viajem, esse é o Meu caminho,” diz o Bhagavad Gita. “Não importa por onde andem, todos os caminhos levam a Mim.” Se todas as religiões são verdadeiras, por que então tanta luta? Principalmente em razão da política, e das distorções que as culturas e mentes humanas limitadas impõem sobre a realidade espiritual. O que geralmente é considerado “religião” é uma mistura de coisas essenciais e não essenciais. Como Ramakrishna disse, todas as escrituras contém uma mescla de areia e de açúcar. Precisamos separar o açúcar e deixar a areia: devemos extrair a essência da religião – se a chamamos de união com Deus ou de autorrealização – e deixar o resto para trás. Abracemos tudo aquilo que nos ajude a manifestar nossa divindade, e evitemos tudo que nos afasta desse ideal.

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Fontes consultadas

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