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Bramã

Bramã é um conceito do hinduísmo, semelhante ao conceito de absoluto presente em outras religiões. O termo designa o princípio divino, não personalizado e neutro do bramanismo e da teosofia. Não deve ser confundido com Brama, que, juntamente com Vixenu e Xiva, forma a trindade (trimurti) clássica hindu.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Bramã no Advaita Vedānta

De acordo com a linha filosófica de Advaita Vedānta, conforme estabelecida por Śaṅkarācārya e fundamentada em preceitos de advaita-vada ancestrais e seguindo a tradição védica, o bramã é tudo o que existe e nada pode existir além do bramã. Portanto, ele é a Verdade Absoluta, ou a Realidade Suprema, que envolve, absorve e harmoniza todos os conceitos duais. O Vedānta caracteriza bramã como saccidānanda: realidade (sat), consciência (cit) e felicidade (ānanda). Brahman é também a essência de cada indivíduo, o Eu mais interno ou ātman. Várias upanishads e outros textos indianos indicam que bramã não pode ser atingido pelo pensamento, embora possa ser captado através de uma vivência direta, por uma pessoa em estado de samādhi. A entidade viva imersa em avidyā ("ignorância") se considera diferente do Brahman devido aos seus conceitos de aham e mamata, "ego" e "egoísmo", que desaparecem através de jñāna ("filosofia"), que promove vidyā ("sabedoria" ou "ciência") e que leva ao mokṣa ("liberação"), eliminando o saṁsāra, ou ciclo de nascimentos e mortes.

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Brahman nas Upaniṣads

Kaṭhopaniṣad, I:2.18

न जायते मृयते वा िवपिश्चन् नायं कु तिश्चन्न बभूव किश्चत् । अजो िनत्यः शाश्वतोऽयं पुराणो न हन्यते हन्यमाने शरीरे ॥ na jāyate mṛyate vā vipaścin nāyaṁ kutaścinna babhūva kaścit | ajo nityaḥ śāśvato’yaṁ purāṇo na hanyate hanyamāne śarīre || "O Ilimitado, que é Todo-o-Conhecimento, não nasceu nem morrerá. Estando além de causa e efeito, é imutável, constante e eterno. Ele não perece quando o corpo se extingue".

Īśopaniṣad, 5

तदेजित तन्नैजित तद्दुरे तद्विन्तके । तदन्तरस्य सवर्स्य तदु सवर्स्यास्य बाह्यतः ॥ tadejati tannaijati taddūre tadvantike | tadantarasya sarvasya tadu sarvasyāsya bāhyataḥ || "Esse [Brahman] parece mover-se, mas está sempre quieto. Parece estar longe, mas está sempre perto. Está em tudo, e a tudo transcende".

Muṇḍakopaniṣad, I:1.9

यः सवर्ज्ञः सर्वविद् यस्य ज्ञानमयं तपः । तस्मादेतद् ब्रह्म नाम रूपमन्नं च जायते ॥ yaḥ sarvajñaḥ sarvavid yasya jñānamayaṁ tapaḥ | tasmādetad brahma nāma rūpamannaṁ ca jāyate || "Este Ilimitado Brahman é todo o conhecimento: do grande e do pequeno, de tudo o que é manifestado. Seu esforço é puro conhecimento. Deste Ser nasceram a natureza, os nomes e formas e o alimento".

Chāndogyopaniṣad, III:14.1

सवर्म् खिल्वदम् ब्रह्म ॥ sarvam khalvidam brahma || "Tudo é, de fato, Brahman, o Ilimitado".

Amṛtabindūpaniṣad, 6

नैव चिन्त्यं न चािचन्त्यं न चिन्त्यं चिन्त्यमेव च । पक्षपातिविनमुर्क्तं ब्रह्म सम्पद्यते तदा ॥ naiva cintyaṁ na cācintyaṁ na cintyaṁ cintyameva ca | pakṣapātavinirmuktaṁ brahma sampadyate tadā || "[Brahman] não é concebível [pois não é um objeto]; nem é inconcebível [pois não cabe no pensar]. Embora não possa ser objeto do pensar, deve-se meditar nele [como a fonte da Plenitude]. O Ser, livre de conceitos, é assim alcançado [conhecido]".

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