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Barra da Tijuca

Barra da Tijuca é um bairro nobre da Zona Sudoeste do município do Rio de Janeiro, no Brasil. O bairro faz parte da região administrativa da Barra da Tijuca. Tem, como bairros vizinhos, Barra Olímpica, Camorim, Itanhangá, Jacarepaguá, Joá, Recreio dos Bandeirantes e São Conrado. Assim como Jacarepaguá, é um dos bairros que mais cresceram no Rio de Janeiro na virada do século XX para o século XXI; passou de 24 126 habitantes em 1980 para 394 037 habitantes em 2020. Atualmente, é considerado um centro financeiro, gastronômico, hoteleiro e de entretenimento da capital estadual. Tem sido alvo da migração de outros bairros do município. Estima-se que a população da Barra irá dobrar até 2030. Em 2022, o Instituto Pereira Passos, órgão da prefeitura da cidade, avaliou seu índice de qualidade de vida em 79,29, alcançando o 1º lugar do Rio de Janeiro dentre 158 bairros avaliados.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Topônimo

"Barra" é um termo que define depósitos de aluvião formados na desembocadura de rios e canais. No caso da Barra da Tijuca, o depósito é formado pelo encontro das águas do conjunto de lagoas da região (entre as quais, a Lagoa da Tijuca) com o Oceano Atlântico, através do Canal da Joatinga. "Tijuca" é um termo de origem tupi antiga que significa "água podre", "charco", "pântano", através da junção dos termos ty ("água") e îuka ("podre").

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História

A região da Barra era originalmente um complexo de dunas, assentada sobre uma ilha barreira, com vegetação rasteira típica de restinga. A área, cheia de alagadiços e imprópria para o plantio, permaneceu desocupada até meados do século XX, sendo frequentada apenas por pescadores. No ano de 1667, a região foi doada a religiosos beneditinos. Em 1900, as terras da Baixada de Jacarepaguá foram vendidas para a Empresa Saneadora Territorial e Agrícola S.A. (ESTA), ainda hoje grande proprietária de terras na área. A concentração de grandes extensões de terras em mãos de poucos foi uma das causas do crescimento tardio, além da dificuldade de acesso à região, por estar separada do restante do município por grandes cadeias montanhosas componentes do Parque Nacional da Tijuca, com picos que variam de 800 a 1 200 metros de altitude.[carece de fontes?] A ocupação efetiva da região deu-se inicialmente pelas suas extremidades, nos atuais sub-bairros Barrinha e Jardim Oceânico, que possuem as mesmas regras urbanísticas e limites de construção, diferenciados de todo o restante da região. Para atender aos novos loteamentos do Jardim Oceânico, foi construída, pela iniciativa privada, a Ponte Nova sobre a lagoa da Tijuca. O grande marco do início do desenvolvimento da Barra, no entanto, se deu na administração do governador do estado da Guanabara Negrão de Lima, que encomendou, ao urbanista Lúcio Costa, um projeto urbanístico para a região. O Plano Piloto da Barra da Tijuca, de 1969, similar ao Plano Piloto de Brasília, inspirado no urbanismo racionalista, com grandes avenidas e amplos espaços abertos, marcou definitivamente o início do estilo de vida peculiar da Barra.[carece de fontes?]

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Geografia

O bairro da Barra da Tijuca faz divisa com os seguintes bairros:

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Ilhas

A Barra da Tijuca abriga, em seu complexo lagunar, um conjunto de ilhas fluviais e lagunares conhecido como Ilhas da Barra da Tijuca. Distribuídas entre os sistemas da Lagoa da Tijuca e da Lagoa de Jacarepaguá, as principais ilhas habitadas são a Ilha da Gigóia, a Ilha Primeira, a Ilha das Garças, a Ilha do Ipê, a Ilha de São Jorge e a Ilha da Fantasia. A região é conhecida pelos apelidos de "Veneza Carioca" e "Pantanal Carioca", pela circulação por água e pela fauna silvestre — jacarés, capivaras e garças — em ambiente urbano. A ocupação começou com comunidades de pescadores; a Ilha da Gigóia, a mais antiga e povoada, reúne hoje milhares de moradores, restaurantes à beira d'água e pousadas. O acesso se dá pelo Jardim Oceânico, próximo à estação da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, e a circulação é feita por embarcações de pequeno porte. Estima-se que cerca de seis mil jacarés-de-papo-amarelo habitem o complexo lagunar. A partir de 2024, as lagoas passaram por ampla dragagem e despoluição, com retorno de fauna como garças e biguás.

Praia da Barra da Tijuca

A Praia da Barra da Tijuca é a principal praia da região e estende-se ao longo da Avenida Lúcio Costa até o Recreio dos Bandeirantes. É a maior praia do estado do Rio de Janeiro, com dezoito quilômetros de comprimento. A partir da Avenida Ayrton Senna, a praia não possui calçadão, por ser uma região de preservação ambiental. Tem ondas fortes, tubulares e muito boas para a prática do Surf e do Bodyboarding. Nela são realizadas diversas etapas de campeonatos brasileiros e até mundiais como WT. Suas areias são brancas e finas. Nas imediações, situa-se a Reserva de Marapendi. Os principais esportes praticados no mar da Praia da Barra da Tijuca são a pesca de beira, kitesurf, bodyboard, windsurf, surf e Stand up Paddle, sendo ainda palco de muitos campeonatos. Em sua orla, é muito comum encontrar pessoas praticando outros esportes, como futebol de areia, futevolei, volei, frescobol, slackline e mesmo fazendo caminhadas no calçadão ou andando de bicicleta ao longo da ciclovia.[carece de fontes?]

Praia do Pepê

A Praia do Pepê é uma praia que estende-se ao longo da Avenida do Pepê, próximo ao quebra-mar. A praia e a avenida foram assim batizadas em homenagem ao empresário e esportista Pedro Paulo Guise Carneiro Lopes, mais conhecido como Pepê.[carece de fontes?]

Praia da Reserva

A Praia da Reserva, também conhecida como Praia da Reserva de Marapendi, tem aproximadamente 8 km de extensão. É um segmento da praia da Barra voltado à preservação ambiental, embora disponha de inúmeros complexos residenciais de alto padrão. É dividida em 26 "ilhas" e caracterizada principalmente pelas águas límpidas e pela areia fofa. É margeada pela avenida Lúcio Costa ao longo de toda a sua extensão; seu acesso é feito a partir dos bairros da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes. A praia recebeu esse nome por estar situada ao longo da Reserva de Marapendi, uma área de proteção ambiental destinada à preservação da vegetação de restinga e de manguezal. No interior da reserva, localiza-se a Lagoa de Marapendi, utilizada para a prática de esportes náuticos, como canoagem, remo e vela. A orla da praia é cortada por um vasto calçadão e pela ciclovia. Em setembro de 2011 a Praia da Reserva passou a fazer parte do Parque Natural Municipal Barra da Tijuca Nelson Mandela, tornando-se uma Unidade de Conservação.

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Economia

Aproximadamente 87% dos habitantes da Barra são de classe média alta. O bairro da Barra é um dos únicos bairros do município que possuem condomínios autônomos, ou seja, condomínios independentes com mini-shoppings, escolas, igrejas, quadras polidesportivas e bibliotecas e nos maiores, restaurantes. A Barra da Tijuca tem a maior concentração de shoppings centers e supermercados do Rio de Janeiro. A área de prédios mais luxuosa da Barra é o Jardim Oceânico, caracterizado por seus prédios baixos a uma distância máxima de dois quilômetros da Praia do Pepê.[carece de fontes?] A Barra possui alto índice de desenvolvimento humano, ao abrigar a maior parte da classe alta do Rio de Janeiro. O bairro também pode ser caracterizado por amplos espaços verdes, condomínios de luxo de casas e edifícios, além de shopping centers. É a sede de grandes empresas de informática, comunicação e agências de publicidade, além de inúmeras multinacionais que, cada vez mais, estão implantando suas sedes na região, como a Shell Brasil, Esso Brasil, Vale, Vivo, Michelin, Nokia, TIM, Unimed entre outras.[carece de fontes?]

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Infraestrutura

A Barra da Tijuca é um bairro extenso e de composição demográfica variada. Há residências de classes média, média alta e alta, esta última muitas vezes habitando condomínios de elevadíssimo padrão. O bairro tem um alto índice de desenvolvimento humano (0,972). A Barra da Tijuca começa na ponte sobre o Canal da Joatinga e termina nas avenidas Salvador Allende e Alfredo Baltazar da Silveira, onde começa o bairro do Recreio dos Bandeirantes. A Barra foi um dos poucos bairros da cidade a nascerem planejados, embora muito do projeto original de Lúcio Costa já tenha sido abandonado. Por isso, é possível se observar, no bairro, ruas largas ao estilo de Brasília, cidade também planejada por Lúcio Costa. A Barra da Tijuca abriga a maior concentração de shoppings e supermercados da cidade. Os seus condomínios, em geral, possuem contato com a natureza, tendo parques, pequenos lagos etc. Os condomínios da Barra são, muitas vezes, classificados como sustentáveis, por realizarem um rigoroso processo de reciclagem e preservação da água e incentivarem e realizarem eventos de preservação ambiental. Por outro lado, a falta de saneamento ambiental é considerada o principal obstáculo ao desenvolvimento sustentável no bairro, resultando em poluição hídrica do Complexo Lagunar da Baixada de Jacarepaguá e em conflitos socioambientais. Os montanhosos relevos da floresta da Tijuca e da serra da Pedra Branca cercam o bairro junto ao mar. O bairro possui extenso litoral, sendo que praticamente metade é área de reserva ambiental, a Reserva Ambiental da Barra (conhecida também apenas como "Reserva").

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Cultura

Esportes

Nos esportes, o destaque da região vai para o Complexo Esportivo Cidade dos Esportes, que contava tradicionalmente com o Autódromo Internacional Nelson Piquet, o Parque Aquático Maria Lenk, a Arena Multiuso e o Velódromo da Barra (tanto o Parque Aquático, tanto o Velódromo foram arrendados pelo Comitê Olímpico Brasileiro). Até o início da década de 1990, as competições de Fórmula 1 eram realizadas no autódromo, quando foram, então, transferidas para São Paulo. Hoje, o autódromo abriga outras competições automobilísticas, e teve suas dimensões reduzidas à época da construção da Cidade dos Esportes. É na Barra da Tijuca que estão localizadas as sedes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).[carece de fontes?]

Carnaval

A Barra da Tijuca conta com diversos blocos de embalo, como as Bandas da Barra e Amigos da Barra, entre outros, que desfilam em diversas ruas do bairoo e são filiados a Liga Sambare. O bairro já teve uma escola de samba, no início dos anos 2000, a Acadêmicos da Barra da Tijuca, que já chegou a desfilar na Marquês de Sapucaí. Atualmente, um grupo de empresários do bairro, amante do carnaval, criou a Unidos da Barra da Tijuca, atual representante do bairro no desfile das escolas de samba.

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Fontes consultadas

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