Língua ergativa-absolutiva
Uma língua ergativa-absolutiva é aquela em que a oposição fundamental entre duas funções sintáticas é exercida entre o sujeito de um verbo transitivo e o objeto direto de tal verbo. Além disso, nessas línguas, a função do objeto direto confunde-se com a do sujeito de um verbo intransitivo. Elas se diferem das línguas nominativo-acusativas cuja oposição se dá entre sujeitos e objetos diretos.
Estima-se que cerca de 17% das línguas faladas tenham algum grau de alinhamento ergativo-absolutivo na marcação de sintagmas nominais. No entanto, esses dados podem variar de acordo com o nível de ergatividade e outros critérios adotados pelos estudiosos, como a possibilidade de se classificar o fenômeno entre critérios morfológicos e sintáticos, e o fato de que os dispositivos gramaticais utilizados para indicar os sistemas de alinhamento ergativo são bastante irregulares, variando de forma significativa entre as línguas.
Alguns exemplos de línguas ergativas incluem o basco, o georgiano e muitas outras línguas caucasianas, o tibetano várias línguas maias na Guatemala e no México, a família de línguas pano do Peru, Bolívia e Brasil, as línguas do tronco macro-jê, o groenlandês e um número importante de línguas australianas. Veja um exemplo prático da ergatividade em basco: Na primeira frase, o substantivo gizon ("homem") ― ou gizona na forma definida ("o homem") ― está no caso absolutivo, que, como na maioria das línguas ergativas, não é marcado. Na segunda frase, gizon está no caso ergativo, marcado em basco pelo sufixo -k.


