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Abedalá ibne Alaftas

Abedalá ibne Maomé ibne Maslama ibne Alaftas, também conhecido como Almançor, foi o 2º rei da Taifa de Badajoz desde 1022 até à sua morte em 1045. Foi o fundador da dinastia aftácida e durante o seu reinado tiveram início os confrontos entre a taifa de Badajoz e a de Sevilha, que durariam até depois da sua morte.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Biografia

Juventude e subida ao poder

Abedalá ibne al-Aftas nasceu no que é hoje a comarca de Los Pedroches, situada no ponto onde se encontram os limites das províncias de Córdova, Badajoz e Cidade Real. Era um berbere da tribo dos mequinaças. Os seus antepassados tinham ido para a Península Ibérica recrutados por Tárique ibne Ziade, o comandante das tropas muçulmanas que conquistaram a Península nos primeiros anos do século VIII. Foi lugar-tenente ou vizir de Sabur, um liberto eslavo que foi um alto oficial ao serviço do califa de Córdova Aláqueme II que durante a derrocada do califado declarou a independência dos territórios que governava, fundando assim a taifa de Badajoz. Quando Sabur morreu em 1022, Abedalá passou a ser regente em nome dos dois filhos menores de Sabur, Abedal Maleque e Abdalazize. No entanto pouco tempo depois Abedalá decidiu ignorar os direitos de sucessão dos jovens e usurpou o trono para si. Abedal Maleque e Abdalazize reclamaram em vão a sucessão e acabaram por ver-se obrigados a fugir de Badajoz, instalando-se em Lisboa, onde declararam a independência com o apoio dos lisboetas.

Guerras com os Abádidas

Ainda em 1023 começaram os confrontos entre os Aftácidas e os Abádidas de Sevilha. A guerra iria prolongar-se durante todo o reinado de Abedalá e só terminaria durante o reinado do seu filho. Na origem dos conflitos estava a ambição do recém-chegado ao poder sevilhano, Abade Alcácime Maomé (Abade I) de expandir os seus domínios à custa dos territórios dos seus vizinhos. A guerra estalou quando Abade Alcácime empreendeu uma expedição ao que é hoje a região centro de Portugal com objetivo de recrutar mercenários para poder concretizar os seus planos de conquista. A região tinha feito parte dos domínios da efémera taifa lisboeta de Abedal Maleque e embora formalmente estivessem sob jurisdição de Abedalá, era a parte mais vulnerável do reino Aftácida, onde havia vários enclaves moçárabes que dificultavam o controlo efetivo desde Badajoz. Os sevilhanos atacaram primeiro na zona entre os rios Douro e Mondego, onde assaltaram os castelos de Alafoens e capturaram 300 prisioneiros que foram integrados nas hostes militares abádidas. A fraca resistência oposta pelos Aftácidas fez aumentar as ambições de Abul Alcácime, que mandou reforçar as defesas de Beja para utilizar aquela cidade como base para futuras campanhas militares contra a Taifa de Badajoz.

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Fontes consultadas

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